Dia-V ou "V-Day" (14 de fevereiro)

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Próxima Celebração "Dia-V" ou "V-Day": Quarta-Feira, 14 de Fevereiro de 2018, : daqui 230 dias, 17:55:33-03:00.
Tempo médio de leitura para essa data comemorativa: ± 3 minutos.

O Dia-V ou "V-Day" em 14 de fevereiro de cada ano, é uma comemoração internacional do "Movimento Global pelo Fim da Violência contra Mulheres e Meninas em Todo o Mundo" ou "Global Movement to End Violence Against Women and Girls Worldwide", que também é pejorativamente conhecida como "Dia da Vagina" ou "Vagina Day", e que tem seu ápice no "Dia Internacional do Amor" ou "Valentine's day" numa campanha de protesto global para acabar com a violência e promover a justiça e a igualdade de gênero para as mulheres.

A ideia da celebração dessa data comemorativa surgiu em 1998 na cidade norte-americana de Nova Iorque-EUA, com base na reação das mulheres que assistiam a peça de teatro, "O Monólogo da Vagina" ou "The Vagina Monologues", que fora escrita e vinha sendo encenada desde 1994 na Broadway pela dramaturga, atriz, feminista, ativista, artista performática e artivist estadunidense, Eve Ensler, a partir de dezenas de entrevistas realizadas com mulheres, enquanto peça teatral dirigida à sexualidade da mulher e ao estigma social em torno de estupros e abusos, criando com a sua encenação uma nova conversa com e sobre mulheres.

O efeito da encenação foi tão importante, que, após cada apresentação, elas, as mulheres começaram a esperar para compartilhar suas próprias histórias de sobrevivência, levando a atriz a sentir que "O Monólogo da Vagina" poderia ser mais do que uma obra de arte em movimento sobre a violência, convertendo-se num mecanismo para mover as pessoas a agir para acabar com essa violência, o que tem acontecido de fato desde então, com a arrecadação de milhões de dólares destinados para campanhas em todo o mundo, principalmente a partir de 2001, quando se criou uma instituição sem fins lucrativos com a intenção de usar performances de "O Monólogo da Vagina" para arrecadar dinheiro a fim de beneficiar as mulheres vítimas de violência e abuso sexual.

Desde a sua criação, o movimento expandiu seu uso da arte e ativismo para incluir filme - mais notavelmente, o documentário "Até a violência Parar" ou "Until The Violence Stops" [2004], as leituras da compilação "Uma Memória, do Monólogo ou "A Memory, Monologue", um discurso e uma oração, marchas e festivais tais como "Até a violência Parar" ou "Until The Violence Stops": NYC [junho de 2006], e o aniversário de 10 anos do V para o Décimo ou "V To The Tenth" no Louisiana Superdome e New Orleans Arena, em 2008.

A partir do seu lançamento no início de 2001, as atividades de V-Day foram expandida para uma série de atividades internacionais, com um encontro para lideranças de mulheres V-Day no Afeganistão, um encontro internacional de ativistas de todo o mundo na cidade e capital italiana de Roma em setembro de 2002, o lançamento do programa de Karama no Oriente Médio, a coordenação briefings da comunidade sobre as mulheres desaparecidas e assassinadas de Juarez, no México, e muito mais.

Em algumas sociedades, onde "O Monólogo da Vagina" não é permitidos por razões culturais sensura, etc... eventos do Dia V giram em torno de outros trabalhos desenvolvidos por V-Day, incluindo o livro Uma Memória, Um Monólogo ou "A Memory, a Monologue", 1 discurso, e 1 oração, uma antologia de textos sobre violência contra as mulheres.

Em 2004, pela 1ª vez, V-Day incluiu todas as versões transgênero de "O Monólogo da Vagina", com uma performance de dezoito notáveis transmulheres, sob a orientação da atriz, escritora e ativista norte-americana, Jane Fonda [Jayne Seymour Fonda], juntamente com o Produtor, escritor e ativista estadunidense do movimento LGBTTTs [Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais, Transgêneros e Simpatizantes], Andrea James, com o título "Deep Stealth Productions".

Em 2010, foram realizados mais de 5.400 eventos V-Day em mais de 1.500 locais nos Estados Unidos da América e ao redor do mundo. Até esse tempo, o movimento V-Day havia levantado mais de 80 milhões de dólares e educado milhões de pessoas sobre a questão da violência contra as mulheres e os esforços para acabar com ela, trabalhando junto à mídia e outras campanhas educacionais internacionais, além de lançar o programa de Karama no Oriente Médio, reabrir abrigos e financiar mais de 12.000 programas contra a violência com base na comunidade e casas seguras na República Democrática do Congo, Haiti, Quênia, Dakota do Sul, Egito e Iraque .

Fontes consultadas:

  1. www.vday.org/…
  2. en.wikipedia.org/…

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