Dia Paranaense de Combate ao Fumo (29 de agosto)

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O Dia Paranaense de Combate ao Fumo em 29 de agosto de cada ano, é uma comemoração do Estado brasileiro do Paraná, que foi estabelecida pela Lei Nº 7.410 de 26 de novembro de 1980, e que terminou por dar origem ao "Dia Nacional de Combate ao Fumo" no Brasil e ao "Dia Estadual de Combate ao Fumo" no Estado brasileiro do Mato Grosso.

Essa data comemorativa de paranaenses (e mais tarde de todos os brasileiros) tem por fim, marcar a data da realização da "1ª Greve Estadual contra o Fumo" dos paranaenses, que foi proposta pelo jornalista brasileiro, Adherbal Fortes de Sá.
A partir dessa ideia, a "1ª Greve Estadual contra o Fumo" foi convocada com grande sucesso para o dia 29 de agosto de 1980 pela Sociedade Médica do Paraná, juntamente com instituições não governamentais, e tendo a frente o então professor de otorrinolaringologia da Universidade Federal do Paraná, Jayme Zlotnik.

Conforme um texto que li essa semana, muitos fumantes não aguentam mais ouvir as advertências do Ministério da Saúde do Brasil: Fumar causa câncer de pulmão, câncer de boca, infarto do coração etc. Mas não tem jeito; quem quiser falar seriamente sobre cigarro vai ter de transmitir todas essas informações. Por um motivo simples: elas são verdadeiras.
O cigarro é fator de risco para diversas doenças. Isso significa que uma pessoa que fuma tem mais chances de contrair uma série de males. Alguns estão diretamente ligados ao tabaco. De cada dez casos de câncer de pulmão, por exemplo, nove são consequência do fumo, assim como 85% das mortes por enfisemas.
Não é à toa que vários países têm criado tantas medidas para desestimular o consumo de cigarro, principalmente nos últimos anos.

O fumo gera sobrecarga do sistema de saúde com tratamento de doenças ligadas ao tabaco, causa mortes precoces de cidadãos em idade produtiva, aumenta as faltas no trabalho, reduz a qualidade de vida de fumantes e de sua família. Uma pesquisa do Banco Mundial apontou que esses e outros fatores geram uma perda de 200 bilhões de dólares por ano em todo o mundo.
No Brasil, estima-se que 80 mil pessoas morram precocemente a cada ano devido ao tabagismo. Mas por que o fumo faz tanto mal?

Quando uma pessoa traga a fumaça de um cigarro, está inalando mais de 4700 substâncias tóxicas. Muitas delas vêm do processo de plantio do tabaco. veja que até os agrotóxicos utilizados na plantação, por tabela acabam por ser inalados pelo fumante.
Outras substâncias fazem parte da própria composição do tabaco ou são produzidas durante sua queima. O monóxido de carbono [o mesmo gás venenoso que sai do escapamento de automóveis], por exemplo, dificulta a oxigenação do sangue e causa doenças como a arteriosclerose.
O alcatrão é, na verdade, um composto de mais de 40 substâncias comprovadamente cancerígenas. Assim, 30% das mortes por câncer se devem ao fumo. O tabagismo pode causar tumores não apenas no pulmão, mas também na boca, laringe, faringe, esôfago, pâncreas, rim, bexiga e colo de útero.

Porém, um dos maiores vilões no consumo do cigarro é mesmo a nicotina, responsável pelo prazer e pela dependência. Ela acelera a frequência cardíaca e contribui para o surgimento de doenças cardiovasculares. Basta dizer que 45% dos infartos agudos do miocárdio em pessoas abaixo de 65 anos são causados por tabagismo. A nicotina também estimula a produção de ácido clorídrico, causando azia, o que pode levar a uma úlcera e até a um câncer de estômago.
Esses e muitos outros malefícios gerados pelo tabagismo não ficam restritos aos fumantes. As pessoas que convivem com os consumidores de tabaco também sofrem as consequências do cigarro. São os chamados fumantes passivos.

Ao respirar a fumaça do cigarro, a pessoa está absorvendo substâncias tóxicas e cancerígenas. Por isso, o fumante passivo tem 30% a mais de chances de ter câncer, e a probabilidade de sofrer um infarto do miocárdio aumenta 24%, em relação a uma pessoa que não convive com tabagistas. Daí a necessidade das chamadas áreas para fumantes.
Finalmente, nem tudo está perdido. As advertências do Ministério da Saúde sobre os malefícios do cigarro no Brasil, por exemplo, e outras leis antitabagistas podem incomodar algumas pessoas, mas seus resultados já podem ser sentidos. Uma pesquisa encomendada pelo INCA [Instituto Nacional do Câncer] no Brasil, demonstrou que, entre 1989 e 2002, o percentual de fumantes no Estado brasileiro do Rio de Janeiro, por exemplo, caiu de 29,8% para 21,4%.

A tendência é de forte queda para o consumo de tabaco em todas as faixas etárias. Em 1989, segundo a "Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição", 35% da população adulta no Brasil era fumante. 20 anos mais tarde, de acordo com um estudo de 2008 do VIGITEL [Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas Por Inquérito Telefônico] do Ministério da Saúde, esse índice caiu para 15,2%, sendo maior no sexo masculino (19,1%) do que no sexo feminino (11,9%). Apesar de o Brasil estar entre os países com menor incidência de tabagismo do mundo, o objetivo é reduzir esse número, em especial, entre adultos jovens e mulheres.

Fontes consultadas em 30 de agosto de 2014 às 07:32:59:

  1. www.legislacao.pr.gov.br/…
  2. www2.inca.gov.br/…
  3. www.inatel.br/…

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