Dia Nacional Sem-Fumar ou "National No Smoking Day" (2ª quarta de março)

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Próxima Celebração "Dia Nacional Sem-Fumar" ou "National No Smoking Day": Quarta-Feira, 14 de Março de 2018, : daqui 207 dias, 14:23:14-03:00.
Tempo médio de leitura para essa data comemorativa: ± 5 minutos.

O Dia Nacional Sem-Fumar ou "National No Smoking Day" na 2ª quarta de março de cada ano, é uma comemoração móvel do Reino Unido que, na República da Irlanda, conta com o apoio da Fundação Irlandesa do Coração ou "Irish Heart Foundation" e na Inglaterra, tem sido promovida pela Fundação Britânica do Coração ou "British Heart Foundation", com o financiamento de uma coalizão de organizações governamentais e de voluntários do setor com interesse em saúde, e que foi celebrada pela 1ª vez em 1983 no "Dia da Quarta-Feira de cinzas" ou "Ash Wednesday", porque, segundo a 1ª ideia lançada pelos organizadores desse dia festivo, parar de fumar tem ligação com a desistência de luxos, privilegiando uma característica própria dos tempos da Quaresma, cuja data da celebração pode ocorrer entre os dias 8 de março e 14 de março de cada ano no calendário gregoriano.

A campanha é redesenhada a cada ano para ajudar a incentivar os fumantes a tomarem uma atitude. Essa campanha pretende atrair fumantes de todos os tipos - qualquer que seja sua idade, sexo ou classe social. Durante essa data comemorativa, procura-se Divulgar e explicar a ajuda que os fumantes podem obter quando querem parar de fumar, e procura-se captar a atenção da mídia com muita cobertura de TV, jornal e rádio. O sucesso dessa data festiva é construído sobre o compromisso de milhares de organizadores locais em todo o Reino Unido. O trabalho árduo desses dedicados organizadores ajudou a garantir que essa data comemorativa continue sendo um dos principais eventos de saúde pública do Reino Unido.

Todos os anos, novas idéias para a campanha são testadas com fumantes e organizadores em todo o Reino Unido, de diferentes faixas etárias, grupos étnicos e estilos de vida, para garantir que as mensagens da campanha possam atrair a todos. Em seguida, são criados cartazes, folhetos e outros materiais de campanha para ajudar os organizadores a fazer seus eventos realmente brilhar. A campanha atrai apoio de alto nível, de políticos, desportistas e celebridades. Esse dia festivo busca obter o máximo possível de exposição na mídia, ajudando a aumentar a consciência do dia e acionar tentativas de parar de fumar. A equipe responsável pela organização desssa data celebrativa trabalha com linhas de ajuda nacionais, serviços locais para parar de fumar, centros de repouso, farmacêuticos, médicos e outros serviços que oferecem ajuda e conselhos aos fumantes que querem desistir. Esse dia festivo é rigorosamente avaliado todos os anos, garantindo que a campanha permaneça relevante e atualizada, sempre.

Para conhecimento, o cigarro é fator de risco para diversas doenças. Isso significa que uma pessoa que fuma tem mais chances de contrair uma série de males. Alguns estão diretamente ligados ao tabaco. De cada dez casos de câncer de pulmão, por exemplo, nove são consequência do fumo, assim como 85% das mortes por enfisemas.
Não é à toa que vários países têm criado tantas medidas para desestimular o consumo de cigarro, principalmente nos últimos anos.

O fumo gera sobrecarga do sistema de saúde com tratamento de doenças ligadas ao tabaco, causa mortes precoces de cidadãos em idade produtiva, aumenta as faltas no trabalho, reduz a qualidade de vida de fumantes e de sua família. Uma pesquisa do Banco Mundial apontou que esses e outros fatores geram uma perda de 200 bilhões de dólares por ano em todo o mundo.
No Brasil, estima-se que 80 mil pessoas morram precocemente a cada ano devido ao tabagismo. Mas por que o fumo faz tanto mal?

Quando uma pessoa traga a fumaça de um cigarro, está inalando mais de 4700 substâncias tóxicas. Muitas delas vêm do processo de plantio do tabaco. veja que até os agrotóxicos utilizados na plantação, por tabela acabam por ser inalados pelo fumante.
Outras substâncias fazem parte da própria composição do tabaco ou são produzidas durante sua queima. O monóxido de carbono [o mesmo gás venenoso que sai do escapamento de automóveis], por exemplo, dificulta a oxigenação do sangue e causa doenças como a arteriosclerose.
O alcatrão é, na verdade, um composto de mais de 40 substâncias comprovadamente cancerígenas. Assim, 30% das mortes por câncer se devem ao fumo. O tabagismo pode causar tumores não apenas no pulmão, mas também na boca, laringe, faringe, esôfago, pâncreas, rim, bexiga e colo de útero.

Porém, um dos maiores vilões no consumo do cigarro é mesmo a nicotina, responsável pelo prazer e pela dependência. Ela acelera a frequência cardíaca e contribui para o surgimento de doenças cardiovasculares. Basta dizer que 45% dos infartos agudos do miocárdio em pessoas abaixo de 65 anos são causados por tabagismo. A nicotina também estimula a produção de ácido clorídrico, causando azia, o que pode levar a uma úlcera e até a um câncer de estômago.
Esses e muitos outros malefícios gerados pelo tabagismo não ficam restritos aos fumantes. As pessoas que convivem com os consumidores de tabaco também sofrem as consequências do cigarro. São os chamados fumantes passivos.

Ao respirar a fumaça do cigarro, a pessoa está absorvendo substâncias tóxicas e cancerígenas. Por isso, o fumante passivo tem 30% a mais de chances de ter câncer, e a probabilidade de sofrer um infarto do miocárdio aumenta 24%, em relação a uma pessoa que não convive com tabagistas. Daí a necessidade das chamadas áreas para fumantes.
Finalmente, nem tudo está perdido. As advertências do Ministério da Saúde sobre os malefícios do cigarro no Brasil, por exemplo, e outras leis antitabagistas podem incomodar algumas pessoas, mas seus resultados já podem ser sentidos. Uma pesquisa encomendada pelo INCA [Instituto Nacional do Câncer] no Brasil, demonstrou que, entre 1989 e 2002, o percentual de fumantes no Estado brasileiro do Rio de Janeiro, por exemplo, caiu de 29,8% para 21,4%.

A tendência é de forte queda para o consumo de tabaco em todas as faixas etárias. Em 1989, segundo a "Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição", 35% da população adulta no Brasil era fumante. 20 anos mais tarde, de acordo com um estudo de 2008 do VIGITEL [Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas Por Inquérito Telefônico] do Ministério da Saúde, esse índice caiu para 15,2%, sendo maior no sexo masculino (19,1%) do que no sexo feminino (11,9%). Apesar de o Brasil estar entre os países com menor incidência de tabagismo do mundo, o objetivo é reduzir esse número, em especial, entre adultos jovens e mulheres.

Fontes consultadas:

  1. www.awarenessdays.co.uk/…
  2. en.wikipedia.org/…
  3. www2.inca.gov.br/…
  4. www.inatel.br/…

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