Dia Nacional do Outdoor (31 de agosto)

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Próxima Celebração "Dia Nacional do Outdoor": Sexta-Feira, 31 de Agosto de 2018, : daqui 339 dias, 09:55:31-03:00.
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O Dia Nacional do Outdoor em 31 de agosto de cada ano, é uma comemoração extraoficial de brasileiros, que tem sido bastante festejada pela categoria em todo o Brasil.

Essa data comemorativa tem por fim, marcar a data da fundação da Central de Outdoor, que foi oficialmente constituída em 31 de agosto de 1977 na sede da agência brasileira de propaganda, Local Publicidade Limitada, na cidade brasileira de São Paulo-SP, sendo inicialmente formada por 11 empresas do setor, mas que atualmente representa cerca de 1.321 empresas do segmento outdoor em todo o Brasil.
A fundação da Central de Outdoor se deu pela iniciativa das seguintes empresas: Alvo Exibidora de Cartazes e Painéis Ltda., Colagem Propaganda S/C, Época S/A Empresa de Publicidade, Espaço Propaganda Ltda., Exibição Propaganda Ltda. S/C., L&C Cartazes Murais Ltda., Local Publicidade Ltda., Pintex Organização de Publicidade, Publicidade Karvas Ltda., Publicidade Klimes São Paulo Ltda., e Publix Ltda.

Para conhecimento, no Brasil, Outdoor é a designação popular de um painel de mídia exterior e de grandes dimensões, sobretudo em placas modulares, disposto em locais de grande visibilidade, como à beira de rodovias ou nas empenas de edifícios nas grandes cidades.
A palavra outdoor é de origem inglesa e, em inglês, tem sentido totalmente diverso do seu significado em português. Billboard é a palavra inglesa para qualquer referência a propaganda em painéis, letreiros luminosos, letreiros em paredes, muros etc... com exposição ao ar livre ou à margem das vias públicas.
Contudo, é importante ressaltar que atualmente existem padrões, e nem toda mídia exterior é comercialmente chamada de outdoor. Painéis rodoviários, empenas, bandeiras, lonas, frontlights, backlights e totens, são outros exemplos de mídia exterior, popular e erroneamente chamadas de outdoor no Brasil.

A Central de Outdoor é uma entidade sem fins lucrativos e de abrangência nacional, que reúne as empresas exibidoras de outdoor em todo o país.
Na época do surgimento da Central de Outdoor, o outdoor se encontrava em profunda crise. Somente na cidade de São Paulo, contavam-se nada menos que 12.000 tabuletas. Grande parte delas sem manutenção, com molduras mal conservadas [quando havia molduras], folhas descolando e diversos outros sinais de deterioração.
Nesse tempo, conviviam lado a lado tabuletas de 16 folhas, de 32 folhas horizontais, 32 verticais e até de 64 folhas. Cada local chegava a ter 20 tabuletas em dois “andares”. Freqüentemente, eram colados cartazes idênticos, ou concorrentes, um ao lado do outro, e na hora da comercialização, os preços variavam em proporções absurdas, dependendo de cada empresa exibidora, confundindo os anunciantes e deixando o meio sem credibilidade.
Em meio a todo este quadro de desorganização, em meados da década de 70, a partir do rápido e eficiente processo de profissionalização da televisão iniciado no começo dessa década, que então valorizava a TV cada vez mais como meio de comunicação e como mídia, o outdoor viu despencar a sua participação percentual no bolo das verbas publicitárias. No início desta mesma década, mais de 6% do investimento em propaganda era destinados ao outdoor. Já em 1976, esse número chegava ao fundo do poço, caindo para apenas 0,8%.

Não era difícil perceber que alguma atitude deveria ser tomada. E o embrião da Central de Outdoor veio a nascer na cidade brasileira do Rio de Janeiro-RJ. Na época, o maior anunciante do meio era a Souza Cruz, que comprava 24 quinzenas anuais, tendo direito assim a condições especiais de negociação.
Tal negociação era realizada, de um lado, com todas as empresas exibidoras de outdoor do Rio de Janeiro. Do outro lado, com uma divisão do cliente que se chamava Central de Mídia Souza Cruz. Desta forma, para efeito de negociação, as exibidoras cariocas passaram a se denominar perante o cliente, Central de Outdoor de Comercialização. Mas era apenas uma denominação, praticamente um apelido, pois não havia efetivamente uma estrutura de organização.
Fica claro então, que esta Central de Outdoor nada mais tem a ver com aquela antiga Central de Outdoor de Comercialização, estabelecida no Rio de Janeiro com o fim específico de negociar com a Souza Cruz. A proposta paulista foi desenvolvida em termos de posturas, de valorização do meio, de formação de uma entidade de classe com força e representação, enquanto o objetivo da associação carioca era apenas o de comercializar. A associação carioca, inclusive, nunca chegou a ser constituída legalmente, no papel, sendo apenas um grupo de pessoas com um objetivo comum.

Assim, fundada para organizar o meio, a Central de Outdoor passou a desenvolver serviços, pesquisas e estudos para promover e confirmar a eficiência do Outdoor como veículo de publicidade.

Graças ao esforço da entidade, pode-se perceber a união e evolução do meio outdoor, através da padronização do tamanho dos quadros e das formas de comercialização. Entretanto, isso não tira a personalidade das exibidoras afiliadas, identificadas por placas na moldura de cada outdoor.

Também engajada no processo evolutivo do mercado publicitário, a Central de Outdoor teve papel fundamental na criação e desenvolvimento de entidades que regulam e norteiam o setor publicitário no Brasil, como o CENP [Conselho Executivo de Normas Padrão] e o CONAR [Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária], dos quais é sócia-fundadora, além de integrante dos mesmos.
A Central de Outdoor mantém ainda um programa de implementação planejada de outdoors, tanto nas ruas dos grandes centros como nos novos mercados em crescimento, com base em estudos nacionais e internacionais sobre a localização das peças e proximidade entre os quadros.
Apesar deste esforço, o outdoor ainda é constantemente confundido com todas as outras manifestações de comunicação externa, sendo injustamente responsabilizado pela confusão visual notada nas grandes cidades. Apenas para ilustrar, na cidade brasileira de São Paulo-SP, existem entre 7 e 8 milhões de anúncios nas ruas [indicativos ou publicitários]. Desse total, apenas 7 mil são outdoors pertencentes às exibidoras afiliadas à Central de Outdoor, todos identificados em termos publicitários e cadastrais.
Todas estas características constituem o grande diferencial das exibidoras afiliadas à Central de Outdoor, qualificando seus quadros como " o verdadeiro outdoor ".

Fontes consultadas:

  1. outdoor.org.br/…
  2. www.seridoor.com.br/…
  3. pt.wikipedia.org/…

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