Dia Nacional do Jogo Limpo e de Combate ao Doping nos Esportes (15 de janeiro)

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Próxima Celebração "Dia Nacional do Jogo Limpo e de Combate ao Doping nos Esportes": Segunda-Feira, 15 de Janeiro de 2018, : daqui 146 dias, 20:27:52-03:00.
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O Dia Nacional do Jogo Limpo e de Combate ao Doping nos Esportes em 15 de janeiro de cada ano, é uma comemoração no Brasil, que foi estabelecida pela Lei Nº 12.638 de 14 de maio de 2012.

Essa data comemorativa de brasileiros tem por fim, marcar a data do aniversário do nascimento da nadadora brasileira, Maria Emma Hulga Lenk Zigler, que veio ao mundo em 15 de janeiro de 1915, filha de imigrantes alemães que vieram ao Brasil em 1912, e que foi a 1ª sul-americana a competir numa Olimpíada, a 1ª nadadora brasileira a estabelecer um recorde mundial, e a única mulher do Brasil a ser introduzida no Swimming Hall of Fame, na localidade norte-americana de Fort Lauderdale na Flórida-EUA, tendo conquistado ainda, diversos títulos importantes pelo o Clube de Regatas do Flamengo no Rio de Janeiro, cuja celebração tem por fim incentivar a prática do jogo limpo ou "fair play", que consiste em um modo de se praticar esportes, baseado nos ideais de solidariedade, lealdade e respeito mútuo entre os competidores, de acordo com os compromissos firmados pelo Brasil na Convenção Internacional contra o “Doping” nos Esportes ou "International Convention against Doping in Sport" da ONU [Organização das Nações Unidas].

E não é para menos. Foi com a cara e a coragem, que Maria Lenk começou a competir em Olimpíadas pelo Brasil, pouco antes de começarem a ruir os ideais de solidariedade, lealdade, cavalheirismo e respeito mútuo resgatados pela iniciativa do político, pedagogo e historiador francês, barão Pierre de Coubertin [Pierre de Frédy], para as Olimpíadas modernas, quando, a fim de justificar a crença nazista na superioridade da raça ariana, o líder nazista alemão, Adolf Hitler, acirrou a competitividade dos atletas alemães, ao ponto de só a vitória importar, e não mais a simples participação, pois conta que, o Estado nazista chegou a estimular o uso de doping ou drogas e/ou medicamentos que pudessem aumentar o desempenho dos atletas durante uma competição, para que seus atletas garantissem a vitória nos Jogos Olímpicos de Verão de 1936, em Berlim.

Após a derrota de Hitler e seus absurdos ideais na 2ª guerra mundial, o problema do doping continuou se agravando ano a ano, pois os Estados Unidos da América e a Antiga URSS [União das Repúblicas Socialistas Soviéticas] estenderam até o campo do esporte, a "guerra fria" da política internacional, transformando os jogos em uma forma de propaganda e de luta pela hegemonia mundial. Com isso, o doping começou a acontecer em larga escala e acabou de vez desvirtuando a função intrínseca das atividades esportivas: o bem-estar do ser humano, por meio da qual o esporte é visto como um conjunto harmônico que combina qualidades do corpo, da mente e do espírito, que passou a ser relegado para um 2º plano, até que a questão política passasse a ser substituída pela busca individual dos atletas por fama e dinheiro, fazendo com que o uso do doping continuasse cada vez mais expressivo e os ideais do Barão de Cobertin caíssem no esquecimento, pois,desde sua origem na Grécia antiga, os jogos olímpicos se caracterizavam por serem uma competição esportiva que visava, acima de tudo, reunir fraternalmente os homens, tanto que os vencedores eram apenas cingidos por uma coroa de louros - único prêmio e símbolo da maior vitória - e até as guerras eram interrompidas para garantir a participação dos atletas e do público.

Para conhecimento, a história de superação esportiva de um dos maiores vultos da natação brasileira, principalmente quando se fala de natação feminina, começou em meados da década de 1920 com uma pneumonia dupla. Depois do susto, os pais acharam que a natação faria bem à saúde da filha, então com 10 anos de idade. Na ausência de piscinas, por volta de 1925, a paulistana Maria Lenk teve de dar suas primeiras braçadas no Rio Tietê, num tempo em que o rio ainda não era poluído e era possível banho recreativo e a prática de esportes nas águas do histórico rio paulistano. A partir daí, Maria Lenk começou a nadar, fazendo parte da introdução das competições de natação no Brasil, nesses primeiros anos, competindo nas provas ainda em mar aberto e, aos dezessete anos de idade, já era uma atleta de nível internacional, alcançando o feito histórico de ser a primeira mulher sul-americana a competir em Olimpíadas, nos Jogos Olímpicos de Verão de 1932 na localidade estadunidense de Los Angeles-CA, quando Maria, juntamente com outros 68 atletas da equipe brasileira, tiveram de custear a viagem para competir nas Olimpíadas, vendendo o café que levaram no porão do navio, e, evidenciando o caráter de garra e amadorismo de então, nessa olimpíada, Maria teve de competir com um uniforme emprestado, que foi obrigada a devolver, quando as provas acabaram".

mesmo não tendo conseguido ganhar medalhas em Olimpíadas, Maria Lenk é considerada pioneira da natação moderna, tendo inclusive sido responsável pela introdução do nado borboleta, feito realizado durante uma prova de peito nos Jogos Olímpicos de Verão na cidade e capital alemã de Berlim, em 1936, quando Maria novamente participou de uma olimpíada, desta vez acompanhada por mais três nadadoras brasileiras. No ano de 1939, durante a preparação para os Jogos Olímpicos de Verão em Tóquio no Japão, quebrou dois recordes mundiais individuais, nos 200m e 400m peito, tendo sido a 1ª e única brasileira a fazê-lo até o momento. O recorde dos 400m peito, 6min15s80, foi registrado no dia 11 de outubro daquele mesmo ano, na piscina do Botafogo de Futebol e Regatas. No mês seguinte, Lenk nadou 2min56s90 na piscina do Fluminense Football Club.

Porém, os planos para os Jogos de 1940 tiveram de ser interrompidos, por ocasião da 2ª Guerra Mundial, o que gerou uma grande decepção, pois Maria era então a grande favorita a ganhar a 1ª medalha de ouro olímpica de mulheres brasileiras em esportes individuais, cujo feito só foi alcançado 68 anos mais tarde, pela saltadora brasileira, Maurren Maggi, nos Jogos Olímpicos de Verão de 2008, na cidade e capital chinesa de Pequim.
Continuando sua boa fase, no início da década de 1940, Maria Lenk também foi a única mulher da delegação de nadadores sul-americanos que excursionou pelos Estados Unidos da América, quando ela quebrou doze recordes norte-americanos e aproveitou sua estadia para concluir o curso de Educação Física na Universidade de Springfield. Em 1942, quando abandonou a carreira de nadadora, Maria ajudou a fundar a Escola Nacional de Educação Física da Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro. Foi também, membro vitalício da Sociedade Americana de Técnicos de Natação.

Apesar dos feitos, Maria Lenk foi uma personagem contraditória. Ao mesmo tempo que muitos a viam como uma pioneira, outros tinham muitas restrições, pois Lenk possuía uma personalidade muito forte e foi uma professora de atitude muito séria e rígida diante de alunos e colegas de trabalho.
Ainda hoje detém diversos recordes mundiais de masters, entrando para o Hall da Fama da FINA [Federação Internacional de Natação, "Fédération internationale de natation" ou "International Swimming Federation"] em 1988, quando foi homenageada com o Top Ten da entidade máxima do esporte por ser um dos dez melhores nadadores master do mundo. No campeonato mundial da categoria 85-90 anos, realizado em agosto de 2000, por exemplo, ela voltou de Munique com cinco medalhas de ouro! Maria Lenk foi a campeã dos 100 m peito, 200 m livre, 200 m costas, 200 m medley e 400 m livre, ocasião em que ela ganhou o apelido de Mark Spitz da terceira idade, uma referência às sete medalhas de ouro que o nadador norte-americano ganhou nos Jogos Olímpicos de Verão de 1972, na cidade alemã de Munique.

Em 2003, após três anos de pesquisas, Maria Lenk lançou o livro "Longevidade e Esporte", que mostra os benefícios trazidos pela prática de esportes ao longo da vida, pois, até os seus últimos dias de vida, ela nadou cerca de 1.500 metros por dia. Tanto é que, Maria Lenk faleceu aos 92 anos de idade, por parada cardiorrespiratória, em 16 de abril de 2007, após exercitar-se na piscina do Clube de Regatas Flamengo, tendo sido homenageada ainda, poucos meses antes de sua morte, com o Decreto Nº 27.588 de 12 de fevereiro de 2007 da cidade brasileira do Rio de Janeiro-RJ, que então deu seu nome ao "Parque Aquático Maria Lenk", para o Parque Aquático localizado na área do Autódromo no bairro de Jacarepaguá, onde foram realizados os Jogos Pan-americanos de 2007. em 2015, também Entrou para a lista 10 Grandes Mulheres que Marcaram a História do Rio.

Fontes consultadas:

  1. www.planalto.gov.br/…
  2. www.camara.gov.br/…
  3. pt.wikipedia.org/…
  4. leismunicipais.com.br/…
  5. doweb.rio.rj.gov.br/…
  6. www.infoescola.com/…

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