Dia Nacional do Inventor (12 de novembro)

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O Dia Nacional do Inventor em 12 de novembro de cada ano, é uma comemoração no Brasil, que foi estabelecida pela Lei Nº 12.070 de 29 de outubro de 2009, com base no "" do Estado brasileiro do Rio de Janeiro.

Essa data comemorativa inicialmente do Estado dos cariocas e depois de todo o Brasil tem por fim, marcar a data de 12 de novembro de 1906, em que o aviador e inventor brasileiro, Alberto Santos Dumont, ao voar 220 metros com o seu 14-bis na cidade francesa de Paris, depois de 4 tentativas, bateu o recorde de então e conquistou o Prêmio do Aeroclube da França, instituído em 1904 e prometido então àquele que se convertesse no 1º a percorrer a distância de 100 metros voando em avião.

Para conhecimento, o 14-bis era inicialmente constituído por um aeroplano unido ao balão 14, para testes realizados por Santos Dumont em meados de 1906 - daí o nome "14-bis", isto é, o "14 de novo". A função do balão era reduzir o peso efetivo do aeroplano e facilitar a decolagem. O aeróstato, porém, gerava muito arrasto e não permitia ao avião desenvolver velocidade.

O 1º teste do 14-bis foi feito em 19 de julho de 1906, conectado ao balão nº 14. Em 23 de agosto, o 14-bis foi finalmente testado sem estar acoplado ao balão. Após uma 1ª corrida sem decolar, na 2ª tentativa o aeroplano elevou-se do chão e voou. Entretanto a sua estabilidade não agradou a Santos-Dumont, que, mesmo assim, declarou-se satisfeito.

No dia 3 de setembro de 1906, foi instalado o motor náutico Antoinette de 50 cavalos-vapor no lugar do de 24, até então utilizado. Essa alteração transformou o 14-bis no Oiseau de Proie, com o qual obteve um salto de 11 metros em 13 de setembro de 1906; infelizmente o pouso brusco danificou a estrutura e o motor do avião, e quebrou as duas rodas, interrompendo então os testes.

Diante disso, Santos-Dumont fez novas modificações no avião: envernizou a seda das asas para aumentar a sustentação, retirou a roda traseira, por atrapalhar a decolagem, e cortou a estrutura portadora da hélice. Em 23 de outubro de 1906, no campo de Bagatelle da cidade e capital francesa de Paris, o Oiseau de Proie II, após várias tentativas, percorreu sessenta metros em sete segundos, a uma altura de aproximadamente dois metros, perante mais de mil espectadores. Esteve presente a Comissão Oficial do Aeroclube da França, entidade reconhecida internacionalmente e autorizada a homologar qualquer evento significante, tanto no campo dos aeróstatos, quanto no dos "mais pesado que o ar". Novamente, porém, o pouso brusco danificou as rodas do avião. O 14-bis ainda não era totalmente controlável.

Finalmente, em 12 de novembro do mesmo ano, com o avião, agora o Oiseau de Proie III, provido de ailerons rudimentares para ajudar na direção, percorreu 220 metros em 21,5 segundos, estabelecendo o recorde de distância da época. O feito foi registrado pelo Aeroclube da França em um monumento, preservado no campo de Bagatelle.

Em 14 de abril de 1907, o 14 bis realizou seu último voo. Após tentativas frustradas de estabilizar a aeronave, Santos-Dumont perdeu o controle e bateu contra o chão. Ao invés de reparar o avião, Santos-Dumont preferiu canibalizar as peças do protótipo em outros projetos: seu motor equipou os projetos 15, 16 e 18, e as hélices e as rodas também foram aproveitadas em outros aparelhos.

Réplicas do avião foram construídas com base nas plantas originais. Uma delas, construída pelo empresário brasileiro, Alan Calassa, em 2004, a partir de fotos e registros expostos em museus da Europa, pois o projeto original de Dumont não existe mais, está no Museu do Ar da Força Aérea Portuguesa.

A idéia de emplacar uma réplica do 14-Bis era um sonho de infância de Alan. Em 2002, na Europa, embarcou numa viagem pela vida de Dumont. De volta ao Brasil, trouxe cópias de registros do 14-Bis, uma tatuagem do avião nas costas e a ideia de construir a réplica. Depois de 3 anos de trabalho e vários momentos em que pensou em desistir por falta de patrocínio, concluiu a engenhoca com um investimento pessoal de R$ 1,5 milhão. Uma ajuda de R$ 230 mil, da Embraer, quase veio em meados do ano passado. A empresa desistiu de oferecer o dinheiro depois que técnicos da Força Aérea Brasileira consideraram a proposta dos Calassa inviável. O 1º voo da engenhoca ocorreu na pista do aeroporto da cidade brasileira de Caldas Novas_GO, em dezembro de 2005.
De lá para cá, o 14 Bis dos Calassa já voou 50 horas. São vôos de até 55 segundos no ar, alcançando 600 m de distância, a uma altura de 10 m. O 14 Bis de Dumont era mais modesto. Foram 3 voos de 21 segundos a 3 m do solo, sobrevoando até 220 m de extensão. Mas por que essa diferença? Calassa garante que o motivo é a pilotagem. “Apesar de Santos Dumont ter o espírito do inventor, ele não era piloto”, avalia o fã.

Fontes consultadas em 28 de outubro de 2016 às 04:17:13:

  1. www.planalto.gov.br/…
  2. alerjln1.alerj.rj.gov.br/…
  3. istoe.com.br/…
  4. pt.wikipedia.org/…

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