Dia Nacional do Grafite (27 de março)

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Próxima Celebração "Dia Nacional do Grafite": Terça-Feira, 27 de Março de 2018, : daqui 219 dias, 02:37:45-03:00.
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O Dia Nacional do Grafite em 27 de março de cada ano, é uma comemoração extraoficial de brasileiros, que aparece listada em vários calendários brasileiros de dias festivos, e que está oficializada na cidade brasileira de São Paulo-SP como "Dia do Grafite".

Essa data comemorativa extraoficial de brasileiros tem por fim, marcar a data do aniversário da morte do Grafiteiro, artista gráfico, pintor, desenhista, cenógrafo e gravador etíope-brasileiro de origem italiana, Alex - Alessandro) Vallauri, que faleceu em 27 de março de 1987, e que foi pioneiro na arte do grafite no Brasil com suas pinturas em muros urbanos, visto que ele sempre acreditou no grafite como a forma de comunicação mais próxima do seu ideário de arte para todos, além de ele também ter se valido de outros suportes, estampando camisetas, bottons e adesivos.

Para conhecimento, Graffiti é uma forma de expressão urbana que consiste basicamente na inscrição de desenhos ou nomes em paredes, e que hoje está ganhando seu merecido valor artístico, conquistando até mesmo exposições e galerias de arte. Mas nem sempre as coisas foram assim. Apesar de ser uma manifestação que acompanha o homem desde a antiguidade, até pouco tempo atrás grafitar era considerado um ato de vandalismo, muito confundido com a pichação. O Graffiti é uma palavra de origem italiana que significa "escrita feita com carvão". Ela vem desde o tempo do Antigo Império Romano, quando já se costumava grafitar nas paredes de antigas construções, sempre que alguém queria manifestar algum protesto, dar ordens, comunicar leis, ou até mesmo anunciar profecias. Mais recentemente, no século XX, na cidade estadunidense de Nova York dos anos 1960, alguns jovens do bairro pobre do Bronx, começaram a grafitar muros, vagões de trem e fachadas de edifícios, usando tinta em Spray e formando o que hoje a gente conhece como cultura Hip-Hop.

Vinda dos guetos, a cultura Hip-Hop é formada pelas Artes e desenhos do Graffiti, juntamente com a música falada do Rap, e da famosa dança robótica do Break. Já dentro do Graffiti, se pode diferenciar pelo menos duas vertentes, a do Graffiti Hip-Hop, aquela famosa com suas letras personalizadas e personagens caricatos e supercoloridos, e a do Stencil, que vem se tornando bastante popular até mesmo nas escolas de arte, pois permite montagens mais complexas e a criação de uma marca pessoal ou coletiva. Além disso pode ser praticada não só em muros, mas também em postes ou qualquer outro lugar que a imaginação alcançar. Independentemente dessas diferenças, essas duas modalidades têm conquistado legitimamente jovens e adultos em todo o mundo, seja para grafitar em protesto, seja para embelezar a paisagem urbana.

No Brasil, "Vallauri foi o 1º artista a criar um ícone, a botinha, que ele espalhou por São Paulo inteira". "Antes, havia mais pichação poética e política". "Depois, veio uma série de outros artistas que, com o tempo, foram se conhecendo e criando uma tribo de artistas de rua, conhecidos como grafiteiros". "Esse pessoal criou uma cultura totalmente brasileira, com uma iconografia e um estilo brasileiros", explicou o artista gráfico brasileiro, Allan Szacher, enquanto organizador do livro "Estética Marginal", que narra histórias da primeira geração de grafiteiros de São Paulo, e que incluiu ainda Carlos Matuck, John Howard, José Carratu e Mauricio Villaça, entre outros. Sobre o objetivo de seu trabalho, Vallauri declarava, "Minha intenção é enfeitar a cidade, transformar o urbano com uma arte viva, popular, das quais as pessoas participem". E o recado foi captado pelas novas gerações. Hoje, as paredes de São Paulo são enfeitadas da Zona Norte à Zona Sul, da Zona Leste à Oeste, com trabalhos de artistas, como Os Gêmeos, Cranio e Titi Freak, que ganharam projeção graças ao graffiti, e que, hoje, têm seu trabalho divulgado em galerias de arte pelo mundo a fora.

"A nova geração de grafiteiros herdou muito do graffiti de Nova York, da cultura do hip hop, principalmente". "Mas temos uma série de relatos de artistas da 1ª e da 3ª geração, que citam conversas com o pessoal da 3ª geração, como Os Gêmeos e o Binho, sobre a cultura brasileira e a criação de um estilo autêntico nacional", diz Szacher. Ele acredita que o graffiti brasileiro conseguiu desenvolver características próprias. "Nossos graffiti são muito coloridos". "Os Gêmeos se basearam em conceitos da cultura nordestina". "O Cranio está ganhando espaço e crescendo pra caramba". "Ele resgata a cultura indígena, mas com temas atuais de corrupção, consumismo, massificação, meio-ambiente". "Estamos sendo bem representados". "A arte tem de ter um conceito forte por trás”, afirmou. Para Szacher, ainda que valorizado, o graffiti continua a ser, em essência, uma arte marginal. Ele tem de ser, necessariamente, um trabalho realizado ilegalmente, em lugares públicos e sem permissão de donos de muros. É uma arte que transgride e surpreende.

Entretanto, na conramão disso, a Lei Nº 12.408 de 25 de maio de 2011 alterou o Artigo Nº 65º da Lei Nº 9.605 de 12 de fevereiro de 1998 no Brasil, que passou a determinar o seguinte: Pichar ou por outro meio conspurcar edificação ou monumento urbano: Pena - detenção, de 3 meses a 1 ano, e multa. Se o ato for realizado em monumento ou coisa tombada em virtude do seu valor artístico, arqueológico ou histórico, a pena é de 6 meses a 1 ano de detenção e multa. Também definiu que não constitui crime a prática de grafite realizada com o objetivo de valorizar o patrimônio público ou privado mediante manifestação artística, desde que consentida pelo proprietário e, quando couber, pelo locatário ou arrendatário do bem privado e, no caso de bem público, com a autorização do órgão competente e a observância das posturas municipais e das normas editadas pelos órgãos governamentais responsáveis pela preservação e conservação do patrimônio histórico e artístico nacional.

Fontes consultadas:

  1. virgula.uol.com.br/…
  2. www.kenner.com.br/…
  3. www.radarmunicipal.com.br/…
  4. www.planalto.gov.br/…

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