Dia Nacional do Farmacêutico (20 de janeiro)

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Próxima Celebração "Dia Nacional do Farmacêutico": Sábado, 20 de Janeiro de 2018, : daqui 151 dias, 20:28:45-03:00.
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O Dia Nacional do Farmacêutico em 20 de janeiro de cada ano, é uma comemoração de brasileiros, que foi criada pela Lei Nº 12.338 DE 25 de novembro de 2010.

Essa data comemorativa de brasileiros tem por fim, marcar a data da fundação da ABF [Associação Brasileira de Farmacêuticos], ocorrida no salão de conferências do Círculo Católico na cidade brasileira do Rio de Janeiro-RJ em 20 de janeiro de 1916, , como instituição sem fins lucrativos, de caráter científico-profissional, graças ao empenho do farmacêutico brasileiro, Luiz Oswaldo de Carvalho, que então definiu como objetivos principais da Associação em seu discurso, a defesa dos interesses da classe farmacêutica, alertando o profissional farmacêutico para o fato de que a aplicação das ciências físico-químicas à arte de curar, nivelava-o ao trabalho realizado pelos médicos, diante do que ele propunha a criação de uma Escola Superior de Farmácia, como pioneira no ensino técnico das ciências naturais, físicas e químicas, onde seriam instalados consultórios para atendimento aos pobres, sendo as receitas aviadas pelos estudantes, orientados pelos professores, e as drogas vendidas a preço de custo, considerando esse ensino, "a pedra de toque que haveria de operar o milagre do ressurgimento da profissão farmacêutica no Brasil"; e assinalou ainda, a necessidade da criação de uma biblioteca e de laboratórios, nos quais pudessem ser dados cursos práticos de disciplinas afins; da promoção de conferências científico-técnicas; da organização de congressos farmacêuticos; da instalação na sede da Associação de local para exposição permanente de produtos químicos e farmacêuticos, drogas, utensílios e aparelhos referentes à farmácia moderna; e da implantação do montepio farmacêutico. Como sócios, incluiria os da classe de farmacêuticos, além das classes dos aspirantes a sócios, constituída pelos estudantes de farmácia, pelos práticos de farmácia, donos ou não de estabelecimentos farmacêuticos e por pessoas que fizessem parte de firmas de estabelecimentos farmacêuticos.

Para conhecimento, bem antes do surgimento da Associação Brasileira de Farmacêuticos, ainda durante o século XIX, foram criadas três associações da classe farmacêutica no Brasil, com objetivos semelhantes, ou seja, de regular o exercício da profissão, melhorar o ensino e promover a elaboração de um código farmacêutico brasileiro, até então inexistente. Foram elas a Sociedade Farmacêutica Brasileira (1851), o Instituto Farmacêutico do Rio de Janeiro (1858) e o Centro Farmacêutico Brasileiro (1893). Todas essas associações tiveram curta duração, não conseguindo alcançar grande parte de seus objetivos.
Assim, entre finais do século XIX e início do século XX, a profissão farmacêutica brasileira, sem uma agremiação que a representasse efetivamente, passava por uma crise, agravada pela reforma do ensino superior, implantada no Brasil pelo decreto Nº 3.890 de 1 de janeiro de 1901, que então reduzira o curso farmacêutico para dois anos, suprimindo algumas disciplinas do seu currículo. Foi nesse contexto que se deu a fundação da Associação Brasileira de Farmacêuticos, num momento de dispersão da classe farmacêutica, em que se sentiu a necessidade de harmonizar os seus "variados interesses: profissionais, científicos, culturais, deontológicos e pecuniários".

A elaboração dos estatutos da nova agremiação, ficou a cargo da diretoria e de uma comissão formada por 10 farmacêuticos brasileiros: Luiz Oswaldo de Carvalho, José Benevenuto de Lima, Alfredo da Silva Moreira, José Coriolano de Carvalho, Virgílio Lucas, Francisco de Albuquerque, Octávio Alves Barroso, Manoel Gonçalves Paes Sobrinho, Reynaldo de Aragão e Álvaro Pinto de Souza Varges. De acordo com os estatutos aprovados na assembleia de 20 de fevereiro de 1916, a Associação seria ministrada pela Diretoria e Conselho Administrativo, tendo sido inscrita no Registro Civil de Pessoas Jurídicas em 16 de novembro de 1916, e, pelo decreto Nº 4.704 de 21 de junho de 1923, declarada de utilidade pública em nível nacional no Brasil.

Desde 1920, a ABF edita, sem interrupção, a RBF [Revista Brasileira de Farmácia], periódico indexado de âmbito internacional, bastante respeitado nos meios farmacêutico e científico. A Associação Brasileira de Farmacêuticos também participou da elaboração da 1ª edição da "Farmacopéia Brasileira", organizada por seu ex-presidente, Professor Rodolpho Albino Dias da Silva. Partiram ainda da ABF, os primeiros esforços e propostas para a criação dos Conselhos Federais e Regionais de Farmácia no Brasil. A Associação Brasileira de Farmacêuticos teve, também, participação importante na criação do Sindicato dos Farmacêuticos do Rio de Janeiro, da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas, da Academia Nacional de Farmácia e de outras instituições e associações farmacêuticas. Colaborou com as autoridades sanitárias para a elaboração da primeira Legislação Farmacêutica, em 1931.

A sede atual da ABF, adquirida em 31 de dezembro de 1949, e inaugurada em 13 de janeiro de 1951, que, além de sede própria da Associação, tornou-se também sede das entidades farmacêuticas do então Distrito Federal do Brasil: Federação das Associações de Farmacêuticos do Brasil, Academia Nacional de Farmácia, Associação dos Professores de Farmácia do Brasil e Sindicato dos Farmacêuticos do Rio de Janeiro, como casa representativa das principais entidades da classe farmacêutica do país, é chamada carinhosamente por seus membros de "A Casa da Farmácia", e suas dependências comportam auditório, salas de aula, laboratório, secretaria, biblioteca e museu, funcionando de segunda a sexta-feira, das 13:00 às 19:00, no 10º andar do Nº 96 da Rua dos Andradas no Centro da cidade brasileira do Rio de Janeiro-RJ, onde também funcionam a Biblioteca Rodolpho Albino e o Museu de Farmácia Antônio Lago, considerado o primeiro da América do Sul.

Atualmente, a Associação Brasileira de Farmacêuticos é uma entidade que objetiva reunir os profissionais farmacêuticos das mais variadas especializações em ciências farmacêuticas; fomentando o intercâmbio cultural nacional e internacional e promovendo Cursos de Especialização variados para aprimoramento da prática farmacêutica. Sua diretoria é eleita bienalmente e todos são farmacêuticos com títulos de Mestrado ou Doutorado, além de membros ativos da sociedade farmacêutica acadêmica e política. Dentre seus objetivos podemos citar:

  • desenvolvimento de pesquisa no âmbito do profissional farmacêutico;
  • união e engrandecimento da classe farmacêutica;
  • promoção de cursos, seminários, conferências e congressos;
  • estímulo no estudo de plantas, drogas e matérias-primas em geral, de origem nacional;
  • realização de sessões para exposição e debates de assuntos farmacêuticos; e
  • manutenção de intercâmbio cultural, profissional e social, com entidades congêneres do Brasil e de outros países.

Fontes consultadas:

  1. www.planalto.gov.br/…
  2. www.abf.org.br/…
  3. www.dichistoriasaude.coc.fiocruz.br/…

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