Dia Nacional de Atenção à Dislexia (16 de novembro)

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O Dia Nacional de Atenção à Dislexia em 16 de novembro de cada ano, é uma comemoração do brasil, que foi criada pela Lei Nº 13.085 de 8 de janeiro de 2015.

Segundo a Lei brasileira supracitada, essa data festiva deverá ser celebrada com eventos sociais, culturais e educativos destinados a difundir informações sobre a dislexia, conscientizar a sociedade e mostrar a importância do diagnóstico e tratamento precoces, numa homenagem as Associações que desenvolvem um importante trabalho na orientação, apoio e tratamento da dislexia no Brasil.

De acordo com o Projeto de Lei Nº 929 de 2 de maio de 2007, essa data comemorativa de brasileiros tem por fim, marcar a data do lançamento oficial da APD [Associação Paulista de Dislexia], que se deu em 16 de novembro de **** na cidade brasileira de Botucatu-SP.

Acontece que a Associação Paulista de Dislexia, associação em Botucatu-SP, que tem a finalidade de proporcionar às crianças da região um local para diagnóstico, condução dos casos e fornecer aos cuidadores, pais, professores e profissionais interessados, condições de lidar de melhor forma com as crianças disléxicas, foi fundada por volta de 2005 ou 2006, visto que o seu CNPJ, 08.382.212/0001-92, consta como data de abertura, 20 de outubro de 2006, ou seja, é uma associação de serviços localizados, atuante apenas no interior paulista, e nem é pioneira no trato com a dislexia no Brasil.

Para se fazer justiça de verdade, a ABD [Associação Brasileira de Dislexia], é que é a pioneira na representação de disléxicos brasileiros, visto que foi fundada em 23 de novembro de 1983 na cidade brasileira de São Paulo-SP, mais de 20 anos antes da criação da homenageada, pela iniciativa pioneira do então empreendedor brasileiro e pai de um aluno disléxico, Jorge Wilson Simeira Jacob, que, em princípios da década de 1980, recorreu à Associação Britânica de Dislexia ou "British Dyslexia Association", em busca de obter respostas para as dificuldades que seu filho vinha apresentando na escola. A APD era no início, apenas um ponto de estudo, de encontro, troca de informações e divulgação da dislexia, com apoio de entidades internacionais.
Já em 1988, foi criado o CAE [Centro de Avaliação e Encaminhamento], pela necessidade de diagnóstico deste distúrbio até então pouco conhecido.

Em 1999, iniciou­-se o processo para coligação da Associação Brasileira de Dislexia à IDA [Associação Internacional de Dislexia ou "International Dyslexia Association"], e, Em outubro de 2000, furante a 4ª Conferência Anual ou "Annual Conference" da IDA, a ABD impressionou os participantes internacionais, membros diretores da IDA, que desde então, iniciaram um movimento de apoio e reconhecimento da Associação Brasileira de Dislexia, fato que se concretizou em outubro de 2001. Desde aí, os diretores da IDA têm participado dos congressos internacionais da ABD.
Hoje a Associação Brasileira de Dislexia se coloca no Brasil, como ponto de apoio às famílias e disléxicos, buscando ser a organização não governamental mais atuante, respeitada e reconhecida, nacional e internacionalmente, nas comunidades profissionais e pelo público em geral, no campo da dislexia e dos distúrbios da aprendizagem. Seu público é constituído de disléxicos de todas as idades, familiares, professores, e profissionais da área educacional e da saúde, que buscam na ABD informações de qualidade e orientações, assim como, reciclagem profissional, através de Cursos, Palestras e Workshops, ministrados durante o ano, por experientes profissionais nacionais e internacionais de atuação reconhecida nos meios acadêmicos. A Associação Brasileira de Dislexia também fornece diagnóstico e acompanhamento a crianças e adultos disléxicos, além de disponibilizar vários materiais de apoio para lidar com a dislexia.

Em 2015, com a experiência de mais de trinta anos, acumulada em estudar, investigar e diagnosticar milhares de pacientes com equipes multi e interdisciplinares, a ABD conscientizou­-se que estaria apta a dar um passo maior que sua Missão inicial: certificar um parceiro a diagnosticar e orientar em intervenções outros distúrbios de aprendizagem que não apenas a Dislexia.
Optou­-se então por certificar com o SELO DE QUALIDADE ABD a CEDA [Centro Especializado em Distúrbios de Aprendizagem], para que a CEDA pudesse desenvolver e atuar em áreas outras além do diagnóstico, e oferecer ao educando a possibilidade de acompanhá-lo em intervenções e dar a ele ferramentas necessárias para seu pleno desenvolvimento como cidadão, independentemente do Distúrbio de Aprendizagem ser ou não Dislexia.
Ao poder contar com este parceiro a seu lado, atuando no diagnóstico de seus casos sociais, a Associação Brasileira de Dislexia pode então dar um passo a mais no campo de pesquisas, e criou sua Comissão Científica, com nomes nacionais e internacionais respeitados, e assim passou a ter a possibilidade de estar presente em trabalhos científicos, publicações, congressos e pesquisas de Mestrado e Doutorado, junto a grandes Universidades Brasileiras, graças a seu banco de dados para pesquisa sobre distúrbios de aprendizagem coletados durante estes 30 anos de trabalho multidisciplinar.

Para conhecimento, são objetivos da ABD: esclarecer e orientar a sociedade quanto à dislexia; ajudar o disléxico promovendo estudos e pesquisas; estimular o sistema de ensino para melhor atender os disléxicos; motivar as autoridades a legislarem a favor dos disléxicos; esclarecer empresas para a abertura de mercado de trabalho aos disléxicos; captar recursos para manter a Associação funcionando; conquistar espaços nos meios de comunicação para informar a população sobre este distúrbio específico; e manter parte dos serviços a baixo custo a fim de atender a comunidade economicamente menos favorecida.
Sua missão é: ajudar dentro da realidade atual o disléxico e os portadores de distúrbios de aprendizagem, buscando incluir principalmente aqueles pertencentes à população economicamente menos favorecida; atuar para que os disléxicos e os portadores de distúrbios de aprendizagem se transformem em cidadãos produtivos, evitando a marginalização dos mesmos, quer da educação formal, quer do mercado de trabalho; liderar e agir ativamente nas áreas de diagnóstico, pesquisas, cursos e eventos sobre dislexia e distúrbios de aprendizagem; e colaborar com o governo e entidades privadas que atuem na área de educação e inclusão.

Segundo consta, no Brasil, há aproximadamente 3 milhões de crianças disléxicas. No mundo, 5% da população têm o distúrbio. Números que não podem ser ignorados e que pedem atenção nas classificações genéricas que se costuma fazer. A dislexia é um transtorno de aprendizagem neurobiológico hereditário, e não psicológico como se acreditava antigamente. Ela é causada por um mau funcionamento das áreas específicas do cérebro envolvidas na decodificação da linguagem escrita, e pode ter vários graus.

Estudos recentes têm apontado que as pessoas nascem com o problema, e há testes sendo desenvolvidos para detectar o distúrbio bem cedo. A faixa etária em que se costuma percebê-lo dos 6 aos 8 anos, quando ocorre o processo de alfabetização. Por isso, a escola tem grande papel no diagnóstico, e os educadores devem ser orientados a ficarem atentos e observar sinais de dificuldade de aprendizado. O próximo passo é procurar o pediatra da criança, que deve indicar uma equipe multidisciplinar composta de fonoaudiólogo, psicopedagogo e neuropsicólogo.

Dislexia não tem cura. Mas, com a ajuda desses médicos, da escola e de algumas ferramentas, a reabilitação é possível e a criança será capaz de desenvolver bem as suas habilidades. Os principais recursos devem mesmo ser fornecidos pela escola. A instituição precisa tomar providências, como posicionar a  criança em um lugar na classe longe de distrações e perto da lousa, para que ela consiga focar a atenção na matéria; verificar se ela entendeu e anotou a aula, e lembrá-la de realizar as tarefas. Em caso de provas, os especialistas aconselham que a avaliação seja revista individualmente com o aluno ou feita em outro local, como a sala da coordenação, por exemplo. Assim, eles conseguem acompanhar o ritmo da sala. É consenso que os disléxicos são inteligentes (boa parte até superdotados), eles apenas precisam de ajuda para canalizar o conhecimento.
A continuidade do tratamento deve ser feita em casa. Na hora da lição, sentar ao lado da criança e ler junto com ela. Nunca se deve se dar as respostas, apenas sugerir caminhos. Estabelecer horários de estudo e escolher um cômodo sem TV, computador ou brinquedos.
No Colégio Albert Sabin, por exemplo, um aluno disléxico, percebeu que gravando sua própria voz com o conteúdo e ouvindo depois, ele entendia perfeitamente a matéria. Por isso, a grande dica é que os pais, com a ajuda do colégio e dos médicos, incentive a criança a procurar essas estratégias e atalhos, porque muitas vezes, tudo o que ela precisa é de um empurrãozinho.

Entre disléxicos famosos, consta que se pode incluir, por exemplo: Albert Einstein (cientista); Alexander Graham Bell (inventor); Agatha Christie (escritora); Charles Darwin (cientista); Leonardo Da Vinci (artista e inventor); Napoleão Bonaparte (imperador da França); Pablo Picasso (artista plástico); Thomas A. Edison (inventor da lâmpada); e Walt Disney (fundador dos estúdios Disney).

Fontes consultadas em 16 de novembro de 2016 às 11:27:12:

  1. www.planalto.gov.br/…
  2. www.camara.gov.br/…
  3. www.apdislexia.com.br/…
  4. www.econodata.com.br/…
  5. www.cnpjbrasil.com/…
  6. www.andislexia.org.br/…
  7. www.facebook.com/…
  8. www.dislexia.org.br/…
  9. www.educacaofisica.com.br/…
  10. educamais.com/…
  11. melofreud.blogspot.com.br/…

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