Dia Nacional da Mamografia (5 de fevereiro)

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O Dia Nacional da Mamografia em 5 de fevereiro de cada ano, é uma comemoração de brasileiros, que foi criada pela Lei Nº 11.695 de 12 de junho de 2008, e que já deu origem ao "Dia Estadual da Mamografia" nos Estados brasileiros do Amapá e Espírito Santo.

Essa data comemorativa de brasileiros foi criada a partir de uma sugestão feita em 2004 pelo CBR [Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem], em louvor a Santa Ágata, que é tida na conta de protetora das mamas e padroeira dos mastologistas, com o fim de incentivar as discussões sobre a necessidade de ampliar o acesso da mamografia para mulheres acima dos 40 anos, e para monitorar a qualidade dos serviços públicos e privados prestados à população brasileira, reforçando a preocupação com a distribuição, manutenção e utilização correta dos mamógrafos, além de alertar a sociedade sobre a importância da realização da mamografia para a prevenção ou detecção do câncer de mama, entre outras doenças.

Para conhecimento, O câncer de mama é a principal causa mundial de morte pela doença na população feminina, principalmente na faixa entre 39 e 58 anos. Cerca de 1,4 milhão de casos novos dessa neoplasia são esperados anualmente em todo o mundo, o que representa 23% de todos os tipos de câncer. No Brasil, são estimados mais de 50 mil novos casos por ano.
O diagnóstico precoce do câncer mamário pode ser feito pelo exame clínico das mamas (realizado por profissionais da saúde especializados) e por exames de imagem, como mamografia e ultrassonografia.

A mamografia ou mastografia é um exame de diagnóstico por imagem, que tem como finalidade estudar o tecido mamário. Esse tipo de exame pode detectar alterações sugestivas de câncer ou um nódulo, mesmo em seu estágio precoce, quando este ainda não seja palpável. Para tanto é utilizado um equipamento que utiliza uma fonte de raios-x, para obtenção de imagens radiográficas do tecido mamário. Capaz de fornecer resultados mais precoces, esse diagnóstico pode diminuir as chances de morte da paciente pelo câncer de 30% a 70%. As mulheres devem realizar esse exame pela primeira vez aos 40 anos e se submeter a controles anuais a partir de então.

No caso de pacientes com menos de 40 anos, a doença costuma ser descoberta em estágios mais avançados, uma vez que essas pacientes não estão inseridas na rotina de rastreamento da doença e somente buscam auxílio médico quando o tumor já se apresenta palpável. "Para as jovens não é indicada a mamografia sem recomendação médica, já que é um exame que inclui a emissão de radiação ionizante que, quando aplicada de forma excessiva, pode ser nociva à saúde. Por isso, não se deve antecipar a inclusão da mamografia no cotidiano de uma mulher precocemente, caso ela não tenha histórico familiar ou alterações genéticas que justifiquem o exame".

Já para as pacientes com mais de 40 anos, que já realizam mamografia, mas que apresentam mamas densas, uma das alternativas para o diagnóstico de câncer é a mamografia digital. Uma pesquisa multicêntrica desenvolvida nos Estados Unidos da América com cerca de 50 mil mulheres, demonstrou que a mamografia digital é mais eficaz na detecção de câncer, principalmente em pacientes jovens ou perto da menopausa. Em comparação com o exame analógico, ela tem mais recursos que podem tornar a análise mais apurada, como ampliação digital e possibilidade de manipulação do brilho e do contraste do exame, e é especialmente indicada para mulheres com mamas densas. Na mamografia digital, os raios X emitidos pelo aparelho são transformados em sinal elétrico, por meio de tecnologia apropriada, que são repassados a um monitor de alta resolução.

Em muitos países, a mamografia de rotina das mulheres é recomendada como um método de triagem para o diagnóstico precoce do câncer de mama. A US Preventive Services Task Force recomenda a mamografia, com ou sem exame clínico das mamas a cada 1-2 anos em mulheres com 40 anos ou mais. Em conjunto com os testes clínicos, encontrou-se uma redução relativa da mortalidade de 20%.
Mas a mamografia dá resultado falso negativo em pelo menos 10% dos casos. Isto é devido à existência de tecido denso, escondendo o câncer sob a aparência dos tecidos normais. De acordo com o estudo publicado no Annals of Internal Medicine, "após 10 anos de mamografias anuais, mais da metade das mulheres vai receber pelo menos um falso-positivo, e de 7% para 9% irão receber uma recomendação de falso-positivo de biópsia".

Já no caso da ultrassonografia, ela não é um método de rastreamento do tumor mamário, mas é um importante adjunto em determinadas condições. Também é muito importante na orientação de punções de nódulos, que podem ser cistos, passíveis ou não de serem aspirados e resolvidos.

Fontes consultadas em 9 de novembro de 2016 às 04:16:19:

  1. www.planalto.gov.br/…
  2. www.conslegis.es.gov.br/…
  3. www.al.ap.gov.br/…
  4. www2.al.es.gov.br/…
  5. pt.wikipedia.org/…

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