Dia Nacional da Homeopatia (20 de novembro)

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O Dia Nacional da Homeopatia em 20 de novembro de cada ano, é uma comemoração no Brasil [], que foi proposta pelo médico brasileiro então radicado na cidade brasileira de Porto Alegre-RS e grande entusiasta da homeupatia, David Castro, por meio de moção da LHRS [Liga Homeopática do Rio Grande do Sul] [ou Liga como é mais conhecida], que foi aprovada por unanimidade no 7º CBH [Congresso Brasileiro de Homeopatia], realizado em 1959 na cidade brasileira do Rio de Janeiro-RJ, por ocasião do 10º Centenário do Instituto Hahnemanniano do Brasil, e que está oficializada como "Dia da Homeopatia" na cidade brasileira de Porto Alegre-RS.

Essa data comemorativa de brasileiros tem por fim, marcar a data da chegada em terras brasileiras do homeopata francês, Jules Benoît Mure, que se deu em 21 de novembro de 1840, com o objetivo de implantar uma colônia de sócios destinada formar a base de uma comunidade industrial de máquinas a vapor no país, e que no pouco tempo em que permaneceu no no bairro da Lapa da cidade do Rio de Janeiro, clinicou e difundiu a homeopatia através de curas "miraculosas", até receber licença do Governo Imperial para montar sua colônia e partir com 100 famílias a bordo do navio Caroline, para colonizar a península do Sahy no encontro dos rios São Francisco e Sahy, na divisa do Paraná com Santa Catarina.

Segundo consta, foi a partir do trabalho de divulgação realizado por Jules Benoît Mure ou Bento Mure, como ficou conhecido, que foram criadas Associações, Ambulatórios e cursos de Homeopatia em Terras Brasilis, graças também, ao apoio que foi dado para essa ciência pelo então Governo Imperial brasileiro.

Para conhecimento, a Homeopatia é uma forma de terapia alternativa iniciada pelo médico homeopata alemão, Samuel Hahnemann, que publicou a sua 1ª dissertação sobre a Homeopatia em 1796, depois de ele haver decidido abandonar a prática médica em 1789, numa época, em que sangrias, eméticos e purgantes eram receitados sem nenhum resguardo, e os médicos julgavam-se autoridades máximas, acima da natureza, não duvidando de seus métodos mesmo diante de desastrosas evidências do dano que causavam, pois, segundo o próprio Samuel Hahnemann em suas angústias e frustrações, "converter-me em assassino de meus irmãos era para mim um pensamento tão terrível que renunciei à prática para não me expor mais a continuar prejudicando".

Ao abandonar a prática médica e sobreviver de traduções de obras médicas e científicas, retomando estudos de antigos mestres como Hipócrates, Paracelso, Jan Baptista van Helmont, Thomas Sydenham, Boerhaave, Stahl e Albrecht von Haller, que Hahnemann começou alguns experimentos em si mesmo, até chegar na homeopatia, que baseia-se no princípio semelhante pelo semelhante se cura ou "similia similibus curantur", ou seja, o tratamento se dá a partir da diluição e dinamização da mesma substância que produz o sintoma num indivíduo saudável. A homeopatia reconhece os sintomas como uma reação contra a doença. A doença seria uma perturbação da energia vital e a homeopatia provocaria o restabelecimento do equilíbrio. O tratamento homeopático consiste em fornecer a um paciente sintomático doses extremamente diluídas de compostos que são tidos como causas em pessoas saudáveis dos sintomas que pretendem contrariar, mas supostamente potencializados através de técnicas de diluição, dinamização e sucussão que liberariam energia. Desse modo, o sistema de cura natural da pessoa seria estimulado a estabelecer uma reação de restauração da saúde por suas próprias forças, de dentro para fora. Este tratamento seria para a pessoa como um todo e não somente para a doença em si.

A Homeopatia também pode ser considerada uma filosofia (lato sensu) holística, vitalística, pelo fato de interpretar doenças e enfermidades como causadas pelo desequilíbrio ou distúrbio de uma hipotética energia vital ou força vital no organismo de quem as apresenta. Desse modo, ela vê tais distúrbios como manifestações em sintomas únicos e bem definidos. Sustenta que a força vital tem o poder de se adaptar a causas internas ou externas. É a "lei da suscetibilidade" homeopática, sob a qual um estado mental negativo pode atrair entidades hipotéticas chamadas "miasmas", as quais invadem o organismo e produzem os sintomas das doenças. Hahnemann, contudo, rejeitou a ideia de ser a doença "algo separado, uma entidade invasora" e insistiu em que ela é parte de um "todo vital".

Ao que parece, a OMS [Organização Mundial da Saúde] ou WHO [World Health Organization] aconselha os seus estados membros a regularem a Homeopatia, de forma a garantir a inocuidade dos produtos que são comercializados sem prescrição médica. A OMS reconhece que, apesar de se verificar um aumento da utilização de produtos homeopáticos, são poucos os estados com regulamentação aplicável. Segundo esta organização, é necessário contrariar a ideia de que não existem riscos na administração de produtos homeopáticos devido às altas diluições. O documento de Estratégia da OMS sobre medicina tradicional 2002 a 2005, “aborda as questões de segurança, qualidade e eficácia da MT [medicina tradicional] e MCA [medicina complementar e alternativa]. O principal objetivo destas estratégias é desenvolver um guia técnico de controle de qualidade e segurança para produtos de MT/MCA.

Muito embora a OMS condene o uso da homeopatia contra doenças graves como malária, tuberculose, aids, gripe e diarreia infantil, os defensores da homeopatia referem-se regularmente aos documentos produzidos pela Organização Mundial da Saúde, afirmando que esta promove a implantação desta prática em todos os sistemas nacionais de saúde. No Brasil, a Homeopatia é considerada como especialidade médica desde 1980, reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina, tendo sido incluída em 2006 no SUS [Sistema Único de Saúde], muito embora pesquisas científicas tenham sugerido que os remédios homeopáticos não são eficazes e seu mecanismo de funcionamento é implausível. Há consenso na comunidade médica e científica internacional de que a homeopatia é uma pseudociência e charlatanismo. Embora alguns estudos individuais aleguem resultados positivos e sugiram maiores estudos, numerosos estudos indicam sistematicamente que homeopatia não é mais efetiva que o placebo.
Em muitos países, a homeopatia não é considerada especialidade médica. Em 2015, por exemplo, o NHMRC [Conselho Nacional de Saúde e Pesquisa Médica ou "National Health and Medical Research Council"] da Austrália declarou, não existirem condições de saúde tratáveis com a homeopatia e que o uso da homeopatia pode colocar a saúde das pessoas em risco.

Fontes consultadas em 21 de novembro de 2016 às 04:21:35:

  1. siteantigo.camarapoa.rs.gov.br/…
  2. jambo.com.br/…
  3. www.ligahomeopaticars.com.br/…
  4. www.cesaho.com.br/…
  5. www.ihb.org.br/…
  6. www.ihb.org.br/…
  7. 200.169.19.94/…
  8. memoria.bn.br/…
  9. lamasson.com.br/…
  10. pt.wikipedia.org/…

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