Dia Mundial do Teatro do Oprimido ou "World Day of Theater of the Oppressed" (16 de março)

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Próxima Celebração "Dia Mundial do Teatro do Oprimido" ou "World Day of Theater of the Oppressed": Sexta-Feira, 16 de Março de 2018, : daqui 263 dias, 21:29:17-03:00.
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O Dia Mundial do Teatro do Oprimido ou "World Day of Theater of the Oppressed" em 16 de março de cada ano, é uma comemoração internacional, que tem sido festejada pelo menos 2008 nos cerca de 80 países onde a metodologia do Teatro do Oprimido é praticada.

Essa data comemorativa internacional tem por fim, marcar a data do aniversário do nascimento do escritor, ensaísta, dramaturgo, diretor e teórico brasileiro de teatro, Augusto Pinto Boal, que veio ao mundo em 16 de março de 1931, tendo sido uma das grandes figuras do teatro contemporâneo internacional, além de desenvolver o "Teatro do Oprimido" [que alia o teatro à ação social], a partir de pesquisas em busca de formas teatrais que pudessem ser úteis para oprimidos e oprimidas, depois de exilado pelo regime militar brasileiro de 1964, criando condições para que esses cidadãos pudessem ultrapassar o papel de consumidores de bens culturais e assumir a condição de produtores de cultura e de conhecimento, através do estímulo da troca de experiências entre atores e espectadores durante a encenação de uma situação real, e pela intervenção direta na ação teatral, visando à análise e a compreensão da estrutura representada e a busca de meios concretos para ações efetivas que pudessem levar à transformação daquela realidade, a partir de situações vividas numa peça de teatro e/ou no cotidiano de atores e espectadores.

Para conhecimento, Augusto Boal nasceu no subúrbio da Penha, Rio de Janeiro. Filho do padeiro português, José Augusto Boal, com a dona de casa brasileira, Albertina Pinto, desde os 9 anos de idade, dirigia peças familiares, com seus 3 irmãos. Aos 18 anos, foi estudar Engenharia Química na antiga Universidade do Brasil, atual UFRJ [Universidade Federal do Rio de Janeiro], e paralelamente escrevia textos teatrais. Na década de 1950, enquanto realizava estudos em nível de Ph.D em Engenharia Química, na Columbia University em Nova York nos Estados Unidos da América, estudava dramaturgia na School of Dramatic Arts, também na Columbia University, com o crítico e historiador austro-húngaro do teatro norte-americano, John Gassner, que fora professor dos dramaturgos estadunidenses, Tennessee, Williams, e Arthur Miller. Na mesma época, assistia às montagens do "Ators Studio".

Nas palavras de Boal: "O Teatro do Oprimido é o teatro no sentido mais arcaico do termo". "Todos os seres humanos são atores - porque atuam - e espectadores - porque observam". "Somos todos espectatores". Augusto Boal é conhecido não só por sua participação no Teatro de Arena da cidade brasileira de São Paulo-SP (1956 a 1970), mas sobretudo por suas teses do Teatro do oprimido. Sua obra escrita é expressiva. Com 22 livros publicados e traduzidos em mais de vinte línguas, suas concepções são estudadas nas principais escolas de teatro do mundo. O livro "Jogos Para Atores e Não Atores" trata de um sistema de exercícios ("monólogos corporais"), jogos (diálogos corporais) e técnicas teatrais além de técnicas do teatro-imagem, que, segundo o autor, podem ser utilizadas não só por atores mas por todas as pessoas.

Desde 2008, durante as celebrações desse dia festivo, centenas de grupos em mais de 70 países dos cinco continentes comemoram a data com eventos especiais. No Largo da Lapa da cidade brasileira do Rio de Janeiro-RJ, por exemplo, o CTO [Centro de Teatro do Oprimido] realizou numa das celebrações desta data festiva, das 10 até às 22h, no casarão verde e amarelo no Nº 31 da Avenida Mem de Sá, que abriga a instituição, uma programação de atividades artísticas: peças teatrais, shows musicais, poesias, performances, exibição de vídeos, a instalação "O Ser Humano no Lixo", exposição de pinturas, exposição de parte do acervo do Instituto Augusto Boal, além de uma homenagem a Boal, o criador do Teatro do Oprimido. O evento se dividiu então em 3 momentos, que procuravam explicitar a diversidade de atuação do Centro de Teatro do Oprimido. Pela manhã, o foco foi a educação, quando as atividades se voltaram para os estudantes da rede pública, que, junto a seus professores, participaram de atividades para desdobramentos pedagógicos.

Pela tarde, o foco foi o trabalho realizado na saúde mental: nos CAPS [Centros de Atenção Psicossociais], hospitais psiquiátricos, hospitais de custódia, núcleos de atenção básica etc... No início da noite, o foco foi o trabalho nos Pontos de Cultura espalhados pelo Brasil e na África lusófona: Moçambique, Guiné-Bissau, Angola e Senegal. Grupos do Brasil e das mais diversas nacionalidades puderam então se conectar ao evento, pela internet, enviando mensagens e imagens de suas comemorações. O evento foi uma realização do Centro de Teatro do Oprimido, com patrocínio do Ministério brasileiro da Cultura, Ministério brasileiro da Saúde e Governo Federal, promoção da TV Globo, apoio da Prefeitura do Rio e Aquareela.

Fontes consultadas:

  1. operamundi.uol.com.br/…
  2. ctorio.org.br/…
  3. pt.wikipedia.org/…

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