Dia Mundial das Zonas Úmidas ou "World Wetlands Day" (2 de fevereiro)

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Próxima Celebração "Dia Mundial das Zonas Úmidas" ou "World Wetlands Day": Sexta-Feira, 2 de Fevereiro de 2018, : daqui 222 dias, 14:46:28-03:00.
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O Dia Mundial das Zonas Úmidas ou "World Wetlands Day" em 2 de fevereiro de cada ano, é uma comemoração internacional, que foi estabelecida nos finais de Outubro de 1996 na 19ª Reunião do Comitê Permanente da Convenção de Ramsar Sobre as Zonas Úmidas ou "Standing Committee of the Ramsar Convention on Wetlands".

Essa data comemorativa internacional tem por fim, marcar a data da assinatura da "Convenção de Ramsar" ou "Ramsar Convention", também conhecida como "Convenção sobre as Zonas Úmidas, que foi elaborada em 2 de fevereiro de 1971 às margens do Mar Cáspio no Irã, como o 1º tratado intergovernamental a fornecer uma base estrutural para a cooperação internacional e ação nacional no sentido da conservação e uso sustentável dos recursos naturais, mais especificamente, das zonas úmidas e seus recursos, sendo considerado de Importância Internacional, especialmente enquanto "Habitat» de Aves Aquáticas", e que atualmente, encontra-se ratificado por 150 países.

Ao abrigo desta convenção, muitas zonas úmidas foram consideradas "de importância internacional", sendo que os países que as albergam, obrigam-se por conta dessa Convenção, a promover o seu estudo e conservação, para o que podem se beneficiar de financiamento e assistência internacional. Entre essas zonas protegidas, encontra-se o Parque Nacional do Pantanal Mato-grossense, que é considerada a maior área úmida do planeta. Abriga pelo menos 4.700 espécies, incluindo plantas e animais vertebrados, sendo 3.500 espécies de plantas (árvores e vegetações aquáticas e terrestres), 325 de peixes, 53 de anfíbios, 98 de répteis, 656 de aves e 159 de mamíferos. Em 1998, o bioma foi decretado Patrimônio Nacional, por uma Emenda na Constituição brasileira de 1988. Em 2000, tornou-se Reserva da Biosfera pela ONU [Organização das Nações Unidas].

Além do Pantanal mato-grossense, no Brasil, são também zonas protegidas pela Convenção de Ramsar:a Reserva Particular do Patrimônio Natural SESC Pantanal, também no Estado brasileiro do Mato Grosso; a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, no Estado brasileiro do Amazonas; a Ilha do Bananal, no Estado brasileiro do Tocantins; as Reentrâncias Maranhenses, a Área de Proteção Ambiental da Baixada Maranhense e o Parque Estadual Marinho do Parcel de Manoel Luz, no Estado brasileiro do Maranhão; e a Lagoa do Peixe, no Estado brasileiro do Rio Grande do Sul.

Para conhecimento, de acordo com o conceito elaborado durante a própria "Convenção de Ramsar", as zonas úmidas, também chamadas no Brasil de áreas úmidas, são áreas de pântanos, charcos, pauis, sapais, turfas - permanentes ou temporárias -, que normalmente albergam uma grande biodiversidade, tanto em termos de plantas, como em termos de animais aquáticos, ou os que se alimentam daqueles.
Essas zonas úmidas podem ter água estagnada ou corrente, doce, salobra ou salgada, incluindo áreas de água marinha com menos de seis metros de profundidade na maré baixa, como por exemplo, os mangais e recifes de coral. Podem ser alimentados por água subterrânea, por rios ou por outras zonas úmidas, e podem estar secos durante uma parte do ano, mas o período em que se encontram inundadas é suficiente para manter o ecossistema vivo. As áreas úmidas apresentam dificuldades em sua definição, devido principalmente, tanto à diversidade de ambientes com estas características, como também, pela dificuldade de estabelecer sua delimitação, uma vez que são ambientes extremamente dinâmicos.

As zonas húmidas são por vezes consideradas ecótonos, zonas de transição entre o rio ou o mar e o ambienteterrestre. Apesar de muitas vezes possuírem espécies próprias, como as espécies de árvores do mangal, ou o caniço, em zonas alagadas de água doce, as zonas úmidas geralmente abrigam espécies de animais aquáticos próprias dos ecossistemas terrestres circundantes. Em termos de mamíferos, várias espécies utilizam estes ecossistemas para se alimentarem dos vegetais e frutas que ali se desenvolvem e doutros pequenos animais, para além de poderem ser locais de banho ou abeberagem de animais maiores. Ao abrigar e alimentar a fauna local, as diversas espécies migratórias e espécies dos ecossistemas associados, as zonas úmidas são consideradas locais de reprodução, repouso, nidificação [construção de ninhos de determinadas espécies] e hibernação.
Algumas espécies características destes habitats, são as aves, que se alimentam de peixes e outros animais aquáticos, como os pelicanos, flamingos e várias espécies de garças e águias, por exemplo. Muitas destas populações encontram-se em estado crítico de conservação, quer por redução ou perda de qualidade do seu habitat preferencial, quer pela sua utilização excessiva pelo homem.

Pela sua biodiversidade e fácil acesso, as zonas úmidas são importantes áreas para o ecoturismo, como para a observação de aves e outros animais, por exemplo, ou mesmo como balneários. Muitas das espécies, principalmente de plantas, podem ainda ser utilizadas pelo homem de forma sustentável, tendo assim um valor econômico direto. Outro importante papel que estas zonas jogam no meio ambiente, é o controle de cheias, por suportarem um grande volume de água. Por sua vez, os mangais protegem a costa da erosão marinha, e são inclusivamente responsáveis pelo avanço da linha de costa. Apesar de toda essa importância, durante muitos anos, com o desenvolvimento industrial, muitas zonas úmidas foram aterradas para fins de habitação, indústria ou para rodovias.

Assim, há muitos anos, a ação humana vem causando a degradação ou destruição das zonas úmidas, quer por aterro para expansão urbana e construção de infraestrutura, quer por drenagem, tanto para a plantação de monoculturas florestais exóticas, quanto para a prática da agricultura intensiva. Como estas regiões estão situadas em áreas baixas, a erosão das encostas leva ao depósito de sedimentos nos banhados. Todos estes fatores têm grande impacto sobre a biodiversidade, gera a fragmentação das massas de água, impactando na colonização da fauna e flora dessas áreas. No entanto, com o avanço dos conhecimentos sobre o papel destes ecossistemas, e da consciência sobre a responsabilidade ambiental, nos últimos anos, muitos países têm criado legislação destinada à conservação das zonas úmidas.

Fontes consultadas:

  1. www.ramsar.org/…
  2. pt.wikipedia.org/…

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