Dia Internacional do Livro Infantil ou "International Childrens Book Day" (2 de abril)

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Próxima Celebração "Dia Internacional do Livro Infantil" ou "International Childrens Book Day": Segunda-Feira, 2 de Abril de 2018, : daqui 338 dias, 06:58:53-03:00.
Tempo médio de leitura para essa data comemorativa: ± 5 minutos.

O Dia Internacional do Livro Infantil ou "International Childrens Book Day" em 2 de abril de cada ano, é uma comemoração internacional, que tem sido promovida desde pelo menos 1967 pelo IBBY [Conselho Internacional sobre Literatura para os Jovens ou "International Board On Books for Young People"], a partir da cidade suíça de Zurique, para inspirar o amor pela leitura e chamar a atenção para os livros infantis.

Cada ano, uma Seção Nacional diferente do Conselho Internacional sobre Literatura para os Jovens tem a oportunidade de ser o patrocinador internacional do ICBD [Dia Internacional do Livro Infantil ou "International Childrens Book Day"]. O patrocinador anual decide sobre um tema e convida um proeminente autor do país anfitrião para escrever uma mensagem para as crianças do mundo, e um conhecido ilustrador, também do país anfitrião, para projetar um cartaz. Estes materiais são utilizados de diferentes maneiras para promover livros e leitura. Muitas seções do IBBY promovem a ICBD através da mídia, e organizam atividades em escolas e bibliotecas públicas. Muitas vezes, o Dia Internacional do Livro Infantil está ligado a celebrações em torno de livros infantis e outros eventos especiais, que podem incluir: encontros com autores e ilustradores, concursos de escrita ou anúncios de prêmios de livros.

Essa data comemorativa internacional tem por fim, marcar a data do nascimento do poeta e escritor dinamarquês de histórias infantis, Hans Christian Andersen, que veio ao mundo em 2 de abril de 1805, e que escreveu peças teatro, canções patrióticas, contos, histórias, e, principalmente, contos de fadas, que misturam lendas populares, ensinamentos morais e humor, pelos quais ficou mundialmente conhecido, com seus traços delicados e sua voz fina, possivelmente influenciado pela criança pobre, desajeitada e alta demais que ele foi, enquanto filho de um sapateiro e de uma lavadeira, o que o levou a ter dificuldades com a sua educação escolar em seu tempo, sendo que seus ensaios poéticos e o conto "Criança Moribunda" garantiram-lhe um lugar no Instituto de Copenhague.

Para conhecimento, Hans Christian Andersen nasceu no seio de uma família muito pobre, filho de um sapateiro e de uma lavadeira, na cidade de Odense no então Reino Unido da Dinamarca e Noruega, atual Dinamarca, tendo vivido seus primeiros anos numa época em que a Dinamarca regressava ao nacionalismo, apoiado em valores ancestrais. Toda a sua família vivia e dormia num único quarto. O pai adorava o filho, a quem fomentou a imaginação e a criatividade, deixando-o aprender a ler, contando-lhe histórias e, mesmo, fabricando-lhe um teatrinho de marionetes. Hans apresentava no seu teatro, peças clássicas, tendo mesmo chegado a memorizar muitas peças do famoso dramaturgo inglês, William Shakespeare, que encenava com seus brinquedos. De certa forma, graças à sua infância pobre, Andersen teve a chance de conhecer os contrastes da sua sociedade, o que influenciou bastante as histórias infantis e adultas que viria a escrever quando mais velho.

O pai de Andersen considerava-se ligado à nobreza. Segundo estudiosos do Centro Hans Christian Andersen, sua avó paterna dizia a seu pai que, no passado, sua família pertencera a alta classe dano-norueguesa, mas as investigações até agora realizadas, provam que essas histórias não teriam fundamento. A família aparentemente tinha ligações com a realeza, mas através de emprego ou comércio. Hoje persistem especulações de que Andersen pode ter sido um filho ilegítimo da família real. Seja qual for o motivo, o o nobre dinamarquês, rei Frederico VI da Dinamarca, teve um interesse pessoal nele quando jovem e pagou uma parte de sua educação. Segundo o escritor, professor e crítico literário dinamarquês, Rolf Dorset, a ascendência de Andersen permanece indeterminada.

Em 1816, seu pai morreu e, com apenas onze anos de idade, ele foi obrigado a abandonar a escola. Para se sustentar, trabalhou então como aprendiz de tecelão e, mais tarde, para um alfaiate. Aos catorze anos de idade, mudou-se para a cidade e capital dinamarquesa de Copenhague com a ideia de procurar emprego como ator. Tendo uma excelente voz de soprano, foi aceito no Teatro Real da Dinamarca, mas sua voz logo mudou. Um colega do teatro disse-lhe então, que o considerava um poeta. Levando a sério a sugestão, Hans Christian Andersen começou a focar-se na literatura. Em Copenhague, as suas atitudes diferentes rapidamente o isolaram como um lunático. Apesar da sua voz lhe ter falhado, foi admitido pelo diretor do Teatro Real Jonas Collin, de quem se tinha aproximado e que seria seu amigo para o resto da vida, como ator e bailarino, para além de escrever algumas peças.

Andersen teria tido uma meia-irmã, Karen Marie, com quem ele conseguiu falar apenas em algumas poucas ocasiões, antes de sua morte. Jonas Collin, que, após um encontro casual com Andersen, imediatamente sentiu um grande carinho por ele, enviou-lhe para uma escola na localidade dinamarquesa de Slagelse, cobrindo todas as suas despesas. Andersen já havia publicado seu 1º conto, "O Fantasma da Tumba de Palnatoke", em 1822. Embora não tenha sido um aluno exemplar, ele também frequentou a escola na localidade dinamarquesa de Elsinore, até 1827, ainda mantido por Jonas Collin. Apesar da sua aversão aos estudos, Andersen permaneceu em Slagelse e Elsinor até 1827, embora tenha confessado mais tarde que estes foram os anos mais escuros e amargos da sua vida.

Em 1828, foi admitido na Universidade de Copenhague. Em 1829, quando os seus amigos já consideravam que nada de bom resultaria da sua excentricidade, obteve considerável sucesso com "Um passeio desde o canal de Holmen até à ponta leste da ilha de Amager", e acabou por alcançar reconhecimento internacional em 1835, quando lançou o romance "O Improvisador", na sequência de viagens que o tinham levado à cidade e capital italiana de Roma, depois de passar por vários países da Europa.

Contudo, apesar de ter escrito diversos romances adultos, livros de poesia e relatos de viagens, foram os contos de fadas que tornaram Hans Christian Andersen famoso. Especialmente pelo fato de que, até então, eram bastantes raros livros especificamente voltados para crianças. Ele foi, segundo estudiosos, a 1ª voz autenticamente romântica a contar histórias para as crianças", e buscava sempre passar padrões de comportamento que deveriam ser adotados pela nova sociedade que se organizava, inclusive apontando os confrontos entre "poderosos" e "desprotegidos", "fortes" e "fracos", "exploradores" e "explorados"... Ele também pretendia demonstrar a ideia de que todos os homens deveriam ter direitos iguais.

Entre 1835 e 1842, Andersen lançou 6 volumes de Contos [livros com histórias infantis traduzidos para diversos idiomas]. Ele continuou escrevendo seus contos infantis até 1872, chegando à marca de 156 histórias. No começo, escrevia contos baseados na tradição popular dinamarquesa, especialmente no que ele ouvira durante a infância, mas depois, desenvolveu histórias no mundo das fadas ou que traziam elementos da natureza. No final de 1872, Andersen ficou gravemente ferido ao cair da sua própria cama, e permaneceu com a saúde abalada até 4 de agosto de 1875, quando faleceu, em Copenhague, onde foi enterrado.

Fontes consultadas:

  1. www.ibby.org/…
  2. pt.wikipedia.org/…

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