Dia Internacional do Implante Coclear ou "Internatiional Cochlear Implant day" (25 de fevereiro)

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Próxima Celebração "Dia Internacional do Implante Coclear" ou "Internatiional Cochlear Implant day": Domingo, 25 de Fevereiro de 2018, : daqui 245 dias, 14:46:36-03:00.
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O Dia Internacional do Implante Coclear ou "Internatiional Cochlear Implant day" em 25 de fevereiro de cada ano, é uma comemoração internacional, que teria sido iniciada em 2005 ou 2009 pela Associação de Implantados Cocleares da Espanha ou "Asociación de Implantados Cocleares de España" ou pela Federação de Associações de Implantados Cocleares da Espanha ou "Federación de Asociaciones de Implantados Cocleares de España", e que desde então, tem sido celebrada em inúmeros países pelo mundo a fora.

No Reino Unido, por exemplo, todos os anos, durante as comemorações desse dia festivo, Associações não-governamentais sobre perda de audição promovem campanhas, juntamente com a Fundação Orelha ou "Ear Foundation", para sensibilizar o governo britânico e o NHS [Serviço Nacional de Saúde ou "National Health Service"] dos ingleses, com o fim de viabilizar melhores oportunidades de acesso aos implantes cocleares. De acordo com os promotores dessas ações, há boas evidências pelas quais se sugere que os implantes cocleares são rentáveis e produzem bons resultados, incluindo uma melhor comunicação, percepção da fala e níveis reduzidos de zumbido, mas estudos mostram que menos de 5% dos adultos britânicos que poderiam se beneficiar de implantes cocleares terminam por se valer das vantagens dessa tecnologia.

Essa data comemorativa internacional tem por fim, marcar a data do 1º implante coclear do mundo, que foi realizado na França em 25 de fevereiro de 1957 pelos cirurgiões franceses, André Djurno e Charles Eyriès, ao implantarem um único eletrodo de cobre na cóclea de um paciente totalmente surdo e revolucionarem o mundo da deficiência auditiva profunda neurossensorial, em que pese o insucesso dessas primeiras experiências, pois foi a partir dessa ousada iniciativa, que, hoje temos disponíveis dispositivos eletrônicos de alta tecnologia [também conhecidos como ouvidos biônicos], que estimulam eletricamente as fibras nervosas remanescentes, permitindo a transmissão do sinal elétrico ao nervo auditivo, para que seja decodificado pelo córtex cerebral, muito embora essa tecnologia ainda sofra fortes críticas de uma parte significativa da comunidade de pessoas surdas, formada por aqueles deficientes auditivos que se utilizam da língua de sinais para a comunicação, críticas estas que parecem estar decaindo com o passar dos anos, a partir da conscientização de que um implante coclear associado ao uso da língua de sinais tem se demonstrado como a melhor opção para o desenvolvimento de uma pessoa surda.

Também se sabe que, segundo algumas fontes, há um mínimo risco de que tal intervenção cirúrgica possa provocar uma paralisia facial parcial, visto que se opera próximo do nervo facial, situação em que teoricamente, um competente otorrino não teria qualquer dificuldade em ultrapassar sem problemas, sendo que As complicações cirúrgicas desse tipo de intervenção são pouco frequentes, ficando na casa dos 5% apenas, quando envolvem uma equipe cirúrgica bem treinada e com experiência na realização de tal procedimento, e outras fontes médicas indiquem como possíveis riscos do implante coclear: infecção, vertigem, estimulação retardada, forte exposição a campos magnéticos e necessidade de acompanhamento médico por toda a vida.

Para conhecimento, o IC ou [Implante Coclear] é um dispositivo eletrônico, parcialmente implantado, que visa proporcionar aos seus usuários sensação auditiva próxima ao fisiológico. O IC é visto como uma boa opção aos portadores de surdez neurossensorial, de severa a profunda, que não tenham condições de escutar e compreender a fala, ou mesmo que, escutando alguns sons, essa sensação não seja suficiente para o uso social ou profissional. Outro fator relevante à avaliação da possibilidade de realizar o implante coclear, é o uso prévio, de aparelhos auditivos clássicos sem resultados satisfatórios. O IC possui uma parte externa e outra interna. A parte externa é constituída por um microfone, um microprocessador de fala e um transmissor. A parte interna possui um receptor e estimulador, um eletrodo de referência e um conjunto de eletrodos a serem inseridos dentro da cóclea. Esse dispositivo eletrônico tem por objetivo estimular, através desses eletrodos implantados dentro da cóclea, o nervo auditivo que, por sua vez, leva os sinais para o encéfalo, onde serão decodificados e interpretados como sons.

O mau funcionamento ou a inexistência das células ciliadas internas é a principal causa da perda auditiva neurossensorial. Isso pode ocorrer por vários motivos, dentre eles estão: doenças genéticas ou infecciosas, como rubéola e meningite, por exemplo; exposição exagerada a sons muito intensos; a utilização de drogas ototóxicas, como canamicina, estreptomicina e cisplatina, por exemplo; e processo natural do envelhecimento. É possível ainda que, em alguns indivíduos, o nervo auditivo esteja danificado ou ausente. É isso que acontece em alguns casos de surdez congênita, em alguns tipos de fraturas especificamente localizadas na região do crânio onde o nervo auditivo está abrigado, ou ainda, devido a remoção de tumores. Em alguns desses casos ainda é possível utilizar o IC através da estimulação direta ao núcleo coclear dorsal.

Entre as décadas de 1980 e 1990 ocorreu grande revolução na área dos implantes cocleares, devido a maiores investimentos em pesquisas. Até 1988, por exemplo, cerca de 3 mil pacientes haviam recebido o IC; já em 1995, este número subiu para 12 mil; até o ano de 2008, este número já ultrapassa 120 mil. Segundo Gilford et al (2008), muitos pacientes conseguem atingir uma pontuação entre 90% e 100% de acerto nos testes padrões de inteligibilidade de sentenças em ambiente silencioso. Um grande desafio para os futuros implantes cocleares é melhorar o seu desempenho em ambientes ruidosos.

De consenso comum entre todos os médicos especialistas em implantes cocleares, há um rigoroso protocolo para a seleção de candidatos a un implante coclear. Devido ao seu elevado custo, nem o dispositivo nem a reabilitação logopédica alcançam a totalidade das pessoas com deficiências auditivas. Para ser candidato a um implante, faz-se necessário atender a uma série de requisitos indispensáveis: ter surdez total ou severa com um grau de compreensão muito pequeno, em que todas as tecnologias de 1ª ordem, como os aparelhos auditivos, por exemplo, não tenham dado bons resultados; ser criança com menos de 3 anos de idade, por sua elasticidade neural, que não conviva com pais surdos praticantes da linguagem de sinais, salvo raras exceções a critérios médicos, ou adultos com boa linguagem oral funcional ou que contem com boa memória auditiva, por já haverem ouvido antes, com aparelhos auditivos, por exemplo.

Em alguns países,, a totalidade ou parte do procedimento para os implantes cocleares é custeados pela seguridade social. No Brasil, por exemplo, desde a década de 1990, a cirurgia de Implante Coclear pode ser realizada através do SUS [Sistema Único de Saúde]. De lá para cá, muito se aperfeiçoou os sistemas implantados, as técnicas cirúrgicas e todo o processo de atendimento humano. Atualmente, há 28 centros e hospitais que realizam a cirurgia de IC pelo SUS no Brasil, e todos tiveram suas diretrizes de atendimentos atualizadas pela Portaria GM/MS Nº 2.776 de 18 de dezembro de 2014, com previsão de entrada em vigor a partir do dia 19 de dezembro de 2016. Antes dessa atualização, os critérios de realização das cirurgias de Implante Coclear pelo SUS tinham como base as diretrizes da ABORL-CCF [Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial]. Observa-se, nas recomendações via SUS, que, antes de ser encaminhado para a cirurgia, na maioria dos casos, o paciente deve ter passado por um período mínimo de 3 meses de experiência com AASI [Aparelhos de Amplificação Sonora Individual]. Somado às consultas, exames e preparação cirúrgica, isso resulta em um intervalo de seis meses a um ano, aproximadamente, entre a descoberta da deficiência auditiva e a realização da cirurgia de Implante Coclear, excluindo-se dessa estimativa os fatores pessoais e familiares.

Durante todo o processo para se conseguir a cirurgia, o paciente passará por, pelo menos, 4 tipos de profissionais que o avaliarão, sendo eles o médico otorrinolaringologista, a fonoaudióloga, a psicóloga e a assistente social. Iniciada a suspeita da deficiência auditiva, a 1ª etapa do procedimento é a consulta com o médico otorrinolaringologista, que avaliará o paciente fisicamente, requisitará exames e o encaminhará à fonoaudióloga, que, por sua vez, executará avaliações mais detalhadas da capacidade auditiva e de linguagem. Depois, entrará em ação a psicóloga, que avaliará aspectos emocionais do deficiente auditivo e da família, e, por último, a assistente social, que auxiliará na indicação de recursos para que a família possa manter o tratamento com o Implante Coclear. Sendo aprovado nessas 4 etapas, o paciente é encaminhado para a cirurgia. Aproximadamente 6 semanas após a inserção do dispositivo interno do IC, o paciente deve retornar ao centro de implante para a ativação do aparelho e seu 1º mapeamento (configuração) dos eletrodos. Feito isso, deve-se iniciar a terapia fonoaudiológica semanal e um retorno bimestral (durante o 1º ano), semestral ou anual ao centro de implante para o balanceamento dos eletrodos.

Manter o instrumento auditivo através de uma limpeza diária e revisões regulares é extremamente importante para se evitar problemas com o seu uso. O cuidado apropriado ajuda a manter ótimas condições auditivas, amenta a vida útil do instrumento auditivo do paciente e garante uma adequada higiene. Os fabricantes garantem que a parte interna é muito confiável, que está projetada para que dure toda a vida de uma pessoa implantada, e que ainda suporta futuras atualizações do processador. O número de falhas técnicas hoje, é muito baixo em relação ao número total de implantados, passando a ser de raras a muito raras as avarias internas nos implantes cocleares modernos. em alguns casos, têm sido retirados implantes cocleares por conta de motivos médicos alheios ao funcionamento do transductor, como os devidos a rejeição imunológica a certos componentes, por exemplo. É importante frisar que todos os implantados necessitam de uma reabilitação logopédica inicial, cuja duração vai variar de pessoa para pessoa. Todo caso, a parte externa do sistema de implante coclear necessita de uma manutenção regular, como é o caso da bobina, por exemplo.

 O usuário deve manosear com cuidado seu instrumento auditivo; manter seu instrumento em um lugar seguro, que seja seco e fresco; trocar as pilhas com frequência, para que não deixem de funcionar em situações inconvenientes; desligar o instrumento auditivo quando não o esteja usando,e retirar-lhe as pilhas, caso deixe de usá-lo por períodos prolongados; limpar com frequência os contatos das pilhas, usando moderadamente Álcool Isopropilico, por exemplo, e tomando cuidado para não torcer os contatos, pois contatos sujos podem causar mal funcionamento do dispositivo.

Além da limpeza diária, há outros procedimentos que podem ser feitos para prevenir o acúmulo de umidade. Os dispositivos devem ser retirados para o banho, piscina, sair na chuva, e não deixados em locais úmidos ou que tenham vapor. O usuário deve ter sempre consigo um recipiente para guardá-los nestes momentos. Por exemplo, na hora do banho, nunca deixar o dispositivo sobre a pia, em contato com o vapor do chuveiro, e depois de lavar a cabeça, por exemplo, esperar o cabelo secar para depois colocá-lo de volta. O mesmo vale para a prática de esportes ou atividades que aumentem a transpiração. Caso o dispositivo seja molhado, utilizar o quanto antes um pano seco para realizar a limpeza, e colocá-lo num pote com sílica. Durante a noite o dispositivo pode ser colocado dentro de um pote com cristais de sílica. É importante recobri-los com gaze, espuma ou um retalho de tecido, pois com a manipulação, os cristais podem se partir e os fragmentos acumularem-se nos componentes. Outra opção são os desumidificadores elétricos que possuem o mesmo princípio da sílica comum. Com o uso da sílica apropriada, pode-se potencializar a ação de retirar a umidade dos componentes.

Fontes consultadas:

  1. graceysmedicalblog.wordpress.com/…
  2. www.onici.be/…
  3. www.facebook.com/…
  4. cochlearimplantonline.com/…
  5. the-ncha.com/…
  6. www.meningitis.org/…
  7. www.adap.org.br/…
  8. www.audiomedicpereira.com/…
  9. www.ncbi.nlm.nih.gov/…
  10. pt.wikipedia.org/…

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