Dia Estadual em Memória às Vítimas de Violência (22 de abril)

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Próxima Celebração "Dia Estadual em Memória às Vítimas de Violência": Domingo, 22 de Abril de 2018, : daqui 359 dias, 15:57:42-03:00.
Tempo médio de leitura para essa data comemorativa: ± 3 minutos.

O Dia Estadual em Memória às Vítimas de Violência em 22 de abril de cada ano, é uma comemoração do Estado brasileiro de Goiás, que foi estabelecida pela Lei Nº 18.285 de 20 de dezembro de 2013.

De acordo com a Lei supracitada de Goiás, nas ocasiões em que haja conveniência, as celebrações solenes dessa data comemorativa poderão ser elaboradas e realizadas pelo Conselho Estadual de Direitos Humanos e pela Assembleia Legislativa do Estado goiano.

Essa data festiva tem por fim, marcar a data do desaparecimento do garoto brasileiro, Murilo Soares, filho de Maria das Graças Soares Lucena Rodrigues e então com 12 anos de idade, que foi visto pela última vez em 22 de abril de 2005 na companhia do servente brasileiro de pedreiro, Paulo Sérgio Rodrigues [21 anos], que segundo informações da mãe do garoto, tinha antecedentes criminais.

Depois disso, o carro foi encontrado no dia seguinte, carbonizado e sem a aparelhagem de som e as rodas, mas os corpos dos 2 ocupantes que haviam sido vistos por testemunhas durante uma abordagem policial, no entanto, jamais foram localizados.

Conforme o apurado pelo Ministério Público do Estado de Goiás, o jovem e a criança desapareceram para nunca mais serem vistos, depois de uma abordagem de uma equipe da ROTAM [Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas], contra o veículo ocupado por ambos, na Avenida Tapajós da Vila Brasília na localidade brasileira de Aparecida de Goiânia-GO.

Esse trágico acontecimento serviu para engordar as as estatísticas das 36 pessoas desaparecidas após serem abordadas por Policiais Militares de Goiás, até a elaboração do Projeto de Lei Nº 19 de 27 de fevereiro de 2013 do Presidente da Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Legislação Participativa da Assembleia Legislativa do Estado goiano.

Para agravar mais a sensação de impunidade vivida pela sociedade goiana e a situação da violência contra os goianos, os membros denunciados da ROTAM no caso do menino Murilo Soares, terminaram por serem despronunciados pelo Tribunal de Justiça do Estado de Goiás.

Dos 8 policiais acusados de assassinato e ocultação de cadáver, 6 deles chegaram a ser temporariamente detidos. Por fim, a Justiça de Goiás absolveu Allan Pereira Cardoso, Neill Gomes da Rocha, Anderson Amador de Jesus, Wellington da Costa Cunha, Cleiton Rodrigues da Silva, Fernando Gabriel Pinto, Thiago Prudente Escrivani e Marcello Alessandro Capinam Macedo por falta de provas materiais, já que os corpos nunca foram encontrados. Citado noutros crimes, o cabo Capinam Macedo foi morto a tiros em 14 de março de 2012. O crime ocorreu em plena luz do dia, durante uma parada num farol de uma avenida movimentada de Goiânia, na nida Armando de Godoy no Setor Cidade Jardim, próximo ao complexo de delegacias da Polícia Civil e do Detran. depois de ele haver alcançado 42 anos de vida e 23 anos de serviços prestados para a PM [Polícia Militar], sendo 16 deles na ROTAM. Ele Estava lotado no 26º Batalhão em Caldas Novas, onde trabalhava também como corretor de imóveis rurais. Os criminosos dispararam ao menos 12 vezes contra a caminhonete em que o militar estava e fugiram, de moto.

Depois de vários anos sem que nada aconteça, resta para a mãe do garoto desaparecido, apenas a dor e muitas ameaças, porque desde que o filho foi visto pela última vez, ela teve um quadro de depressão profunda, faz tratamento psiquiátrico e se mantém a base de remédios.

Segundo ela, a cada vez que dá uma entrevista sobre esse assunto, no dia seguinte ela recebe uma ameaça por telefone”, muito embora, heroica e destemidamente, continue a divulgar o número de seu celular nos folhetos em que pede a ajuda de quem tiver qualquer informação sobre o caso.
Para ela, sua única esperança é encontrar seu filho. Segundo ela, a opção que lhe resta fazer é dar entrevistas para que o caso não seja esquecido e participar de reuniões de grupos de direitos humanos”, como a reunião extraordinária do CDDPH [Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana], da qual a ministra brasileira dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, participou, em setembro de 2012.

Fontes consultadas:

  1. al.go.leg.br/…
  2. www.gabcivil.go.gov.br/…
  3. www.jornalopcao.com.br/…
  4. memoria.ebc.com.br/…

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