Dia Estadual do Livro (21 de novembro)

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O Dia Estadual do Livro em 21 de novembro de cada ano, é uma comemoração no Estado brasileiro de Santa Catarina, que foi estatuída pela Lei Nº 13.835 de 21 de agosto de 2006, pela qual também se instituiu a "Semana do Livro" de catarinenses, na semana que antecede 21 de novembro.

Essa data comemorativa de catarinenses tem por fim, marcar a data do aniversário do nascimento do poeta brasileiro do simbolismo, João da Cruz e Souza, que veio ao mundo em 21 (ou 24 de novembro de 1861) na então cidade brasileira de Nossa Senhora do Desterro, hoje Florianópolis-SC, , e que com a alcunha de "Dante Negro" ou "Cisne Negro", é tido como um dos precursores e o mais ilustre poeta simbolista do Brasil, mesmo tendo apenas duas obras publicadas em vida: "Missal" e "Broquéis", pois não estamos considerando o livro lançado em parceria com o escritor, jornalista e político brasileiro, Virgílio Várzea.
Segundo o crítico brasileiro, Professor, poeta e ensaísta, Antonio Candido, Cruz e Sousa foi o "único escritor eminente de pura raça negra na literatura brasileira, onde são numerosos os mestiços".
é considerado o mais importante poeta Simbolista brasileiro, chegando a ser considerado também um dos maiores representantes dessa escola no mundo. Aliás, muitos críticos chegam a afirmar que se não fosse a sua presença, a estética Simbolista não teria existido no Brasil. Sua obra apresenta diversidade e riqueza. A linguagem de Cruz e Sousa, herdada do Parnasianismo, é requintada, porém criativa, na medida em que dá ênfase à musicalidade dos versos por intermédio da exploração dos aspectos sonoros dos vocábulos.

João da Cruz e Sousa nasceu na capital do Estado de Santa Catarina. Filho de Guilherme, mestre pedreiro, escravo do marechal, que o herdara de seus pais, e de Carolina Eva da Conceição, lavadeira e escrava liberta por ocasião do seu casamento, ambos negros, tendo recebido o nome do santo do dia, o grande místico, São João da Cruz, e, como sobrenome, o nome da família do senhor de seu pai, como então era frequente de se fazer. Batizado em 24 de março de 1862, desde pequeno recebeu a tutela e uma educação exemplar, patrocinada pelo seu ex-senhor, o marechal Guilherme Xavier de Sousa, pois a esposa de Guilherme Xavier de Sousa, Dona Clarinda Fagundes Xavier de Sousa, não tinha filhos, e passou a proteger e cuidar da educação de João, que viveu como filho de criação, no solar do casal. Assim, ele foi educado na melhor escola secundária da região, aprendeu francês, latim e grego, além de ter sido discípulo do alemão Fritz Müller, com quem aprendeu Matemática e Ciências Naturais.

Porém, com a morte dos protetores foi obrigado a largar os estudos e trabalhar. Depois de haver dirigido o jornal "Tribuna Popular" em 1881,, no qual combateu a escravidão e o preconceito racial, sofre uma série de perseguições raciais, culminando com a proibição de assumir o cargo de promotor público na cidade brasileira de Laguna-SC em 1983, por ser negro. Em 1885, lançou o primeiro livro, "Tropos e Fantasias" em parceria com Virgílio Várzea. Depois de algum tempo no Estado brasileiro do Rio Grande do Sul e após enfrentar represália para não sair de sua terra natal por motivo de preconceito, 5 anos mais tarde, em 1890, foi para a cidade brasileira do Rio de Janeiro-RJ, onde pode entrar em contato com a poesia simbolista francesa e seus admiradores cariocas, e, mesmo com tanta cultura por sua educação só conseguiu um emprego miserável como arquivista na Estrada de Ferro Central do Brasil, colaborando também com diversos jornais. Em fevereiro de 1893, publicou "Missal" (prosa poética baudelairiana) e em agosto, "Broquéis" (poesia), dando início ao simbolismo no Brasil que se estende até 1922 com a "Semana de Arte Moderna".

Em novembro desse mesmo ano casou-se com Gavita Gonçalves, também negra, com quem teve 4 filhos, todos mortos prematuramente por tuberculose, levando sua mulher à loucura em 1896. Foi o escritor quem cuidou da esposa, em casa mesmo. Essa é a temática de muitos de seus poemas. Morreu em 19 de março de 1898 em território mineiro na localidade de Curral Novo, então pertencente ao município de Barbacena-MG, aos 36 anos de idade, vítima da tuberculose, da pobreza e, principalmente, do racismo e da incompreensão. Em 1948, a localidade se emancipou e passou a se chamar Antônio Carlos. Cruz e Sousa estava em Curral Novo, pois fora transportado às pressas, vencido pela tuberculose. Teve o seu corpo transportado para o Rio de Janeiro em um vagão destinado ao transporte de cavalos. Ao chegar, foi sepultado no Cemitério de São Francisco Xavier por seus amigos, dentre eles, o farmacêutico, jornalista, escritor, orador e ativista político brasileiro, José do Patrocínio, onde permaneceu até 2007, quando seus restos mortais foram então acolhidos no Museu Histórico de Santa Catarina, que se chama Palácio Cruz e Sousa, no centro de Florianópolis.

Fontes consultadas em 21 de novembro de 2016 às 10:21:23:

  1. 200.192.66.20/…
  2. www.alesc.sc.gov.br/…
  3. www.beatrix.pro.br/…
  4. brasilescola.uol.com.br/…
  5. pt.wikipedia.org/…

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