Dia Estadual do Frevo de Bloco (11 de outubro)

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Próxima Celebração "Dia Estadual do Frevo de Bloco": Quarta-Feira, 11 de Outubro de 2017, : daqui 104 dias, 18:02:10-03:00.
Tempo médio de leitura para essa data comemorativa: ± 3 minutos.

O Dia Estadual do Frevo de Bloco em 11 de outubro de cada ano, é uma comemoração no Estado brasileiro do Pernambuco, que foi instituída pela Lei Nº 15.105 de 20 de setembro de 2013, quando a sociedade civil pernambucana poderá organizar eventos em celebração desse dia festivo.

Apesar de muitos esforços e inúmeras pesquisas, ainda não me foi possível obter maiores explicações e porquês para a criação dessa data comemorativa de pernambucanos em 11 de outubro, mesmo depois da leitura da íntegra com a respectiva justificação do Projeto de Lei Nº 1.427 de 28 de maio de 2013 da Assembleia Legislativa do Estado do Pernambuco, pela qual apenas foi possível saber que, essa efeméride pretendia atender um pedido do presidente da Liga dos Blocos Líricos de Pernambuco, Seronildo Silva, para homenagear todos os blocos de orquestras de pau e corda, os filiados dessas agremiações e, ainda, reverenciar o carnavalesco, teólogo e professor brasileiro, Teodomiro Pereira da Silva, enquanto fundador do Bloco "Flor da Lira" da cidade brasileira de Olinda-PE.
Para conhecimento, o frevo de bloco é considerado uma das mais poéticas expressões do gênero. Executado por uma orquestra de pau e corda, acompanhada por um coro feminino, o ritmo embala os blocos líricos e é chamado pelos compositores mais tradicionais de marcha de bloco.

O frevo é um ritmo musical e dança de brasileiros do estado pernambucano, que até os nossos dias, mistura marcha, maxixe e elementos da capoeira, sendo que a palavra frevo vem de ferver ou "frever", pois o estilo acelerado dessa dança faz parecer que abaixo dos pés das pessoas exista uma superfície com água fervendo. Ele foi considerado como Patrimônio Cultural Imaterial no Livro das Formas de Expressão no Brasil, como forma de expressão musical, coreográfica e poética enraizada em Recife e Olinda pelo IPHAN [Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional] do Brasil, e, , a partir de proposta feita pelo Ministério brasileiro da Cultura e pelo próprio Iphan, foi reconhecido em 4 de dezembro de 2012, como Patrimônio Imaterial da Humanidade pela UNESCO [Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura ou "United Nations Educational, Scientific and Cultural Organisation"].

O frevo nasceu do improviso dos passistas e da reinvenção nos blocos de rua no final do século XIX, num momento de transição e efervescência social, durante o Carnaval, como expressão das classes populares na configuração dos espaços públicos e das relações sociais nessas cidades. O 1º bloco foi o das Flores, fundado por músicos, compositores e carnavalescos liderados por Felinto, Pedro Salgado, Guilherme, Fenelon e Raul Moraes. Assim como ele, outras agremiações antigas como Madeira do Rosarinho (1926), Banhistas do Pina (1932) e Batutas de São José (1932), ainda estão em atividade. A história do frevo está registrada na memória coletiva do povo pernambucano, nos modos como essas pessoas povoam a vida sociocultural do Recife, sua forma de organização; participação da população na festa, no cotidiano, nas intenções políticas e sentidos por elas atribuídos. Manifestação artística da cultura pernambucana, desempenha importante papel na formação da música brasileira, sendo uma das suas raízes.

A riqueza melódica, a criatividade e a originalidade, proveniente da grande mescla com gêneros diversos, somadas à inventividade e capacidade criadora dos seus compositores, engrandecem e legitimam as múltiplas identidades, assim como a diversidade cultural do povo brasileiro. As bandas militares e suas rivalidades, os escravos recém-libertos, os capoeiras, a nova classe operária e os novos espaços urbanos foram elementos definidores da configuração do Frevo. Do repertório eclético das bandas de música, composto por variados estilos musicais, resultaram suas 3 modalidades, ainda existentes e praticadas: frevo de rua, frevo de bloco e frevo-canção. Simultaneamente, à música, foi-se inventando; o passo, isto é, a dança frenética característica do frevo. Improvisada na rua, liberta e vigorosa, movimentação, criada e recriada por passistas. A dança de jogo de braços e de pernas é atribuída à ginga dos capoeiristas, que assumiam a defesa de bandas e blocos, ao mesmo tempo em que criavam a coreografia. Produto desse contexto sociohistórico singular, desde suas origens, o Frevo expressa um protesto político e uma crítica social em forma de música, de dança e de poesia, constituindo-se em símbolo de resistência da cultura pernambucana, e em expressão significativa da diversidade cultural brasileira.

Fontes consultadas:

  1. legis.alepe.pe.gov.br/…
  2. www.alepe.pe.gov.br/…
  3. vozdoplanalto.com.br/…
  4. www.teresaleitao.com.br/…
  5. g1.globo.com/…
  6. portal.iphan.gov.br/…

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