Dia Estadual do Deficiente Surdo-Cego (último domingo de novembro)

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Próxima Celebração "Dia Estadual do Deficiente Surdo-Cego": Domingo, 26 de Novembro de 2017, : daqui 154 dias, 14:42:15-03:00.
Tempo médio de leitura para essa data comemorativa: ± 4 minutos.

O Dia Estadual do Deficiente Surdo-Cego no último domingo de novembro, é uma comemoração móvel do Estado brasileiro de São Paulo, que foi criada pela Lei Nº 12.899 de 8 de abril de 2008, cuja data das celebrações pode ocorrer entre os dias 24 de novembro e 30 de novembro de cada ano no calendário gregoriano.

De acordo com o Artigo 3º da Lei supracitada de São Paulo,
os objetivos da instituição dessa data festiva, são:

  • estimular ações educativas visando à prevenção da rubéola durante a gestação;
  • promover debates sobre políticas públicas voltadas à atenção integral ao portador de surdocegueira;
  • apoiar os portadores de surdocegueira, seus familiares e educadores;
  • sensibilizar todos os setores da sociedade para que compreendam e se solidarizem com os surdocegos, combatendo qualquer forma de discriminação; e
  • informar os avanços técnico-científicos relacionados à educação e inclusão social do portador de surdocegueira.

Apesar de muitos esforços e inúmeras pesquisas, ainda não me foi possível obter maiores explicações e porquês para a criação desse dia festivo de paulistas no último domingo de novembro, mesmo depois da leitura da íntegra com a respectiva justificação do Projeto de Lei Nº 142 de 21 de março de 2006 da Assembleia Legislativa de São Paulo, que bem poderia ter sido direcionado para o dia 27 de julho, quando o mundo festeja o "Dia Internacional da Pessoa Surdo-cega" ou "International Day of Deaf-blind" e a "Semana Internacional da Pessoa Surdo-Cega" ou "International Deafblindness Awareness week", para marcar a data do aniversário do nascimento da ativista social, conferencista, escritora e filósofa norte-americana, Helen Adams Keller, que veio ao mundo em 27 de junho de 1880, e que, depois de haver ficado cega e surda em tenra idade, conseguiu superar as limitações educacionais de seu tempo para a surdo-cegueira com a ajuda da educadora estadunidense, Anne Sullivan, converteu-se numa ativista dos direitos dos portadores de deficiências sensoriais, falando os idiomas francês, latim e alemão e tendo sido agraciada com títulos e diplomas honorários de diversas instituições e países por esse seu trabalho em prol dos deficientes.

Para conhecimento, a surdocegueira é a incapacidade total ou parcial, que pode ser em diversos graus, de audição e visão, simultaneamente; isto é, o surdocego pode ver ou ouvir em pequenos níveis, dependendo do caso. Assim como no caso da surdez, a surdocegueira pode ser identificada com a cultura das pessoas que pertencem a este grupo.

A maior parte das pessoas com surdocegueira têm ainda limitações noutros domínios, em muitos casos, devido ao isolamento e desconexão com o mundo, que a privação sensorial gera em muitas áreas para as pessoas surdocegas, tais como: acesso à informação, educação, formação, trabalho, relações sociais e atividades culturais, (formação adequada para guias, intérpretes e mediadores, centros específicos de formação, medidas de acessibilidade, etc...

Com base nos estudos do ex-presidente da Associação Internacional para a Educação de Pessoas Surdo-Cegas ou "International Association for the Education of Deafblind Persons", John M. McInnes, a fim de classificarmos alguém de surdocego é preciso que esse indivíduo não tenha suficiente visão para compensar a perda auditiva, ou vice-versa, que não possua audição suficiente para compensar a falta de visão.
Vários autores (tais como Writer, Freeman, Wheeler & Griffin, McInnes) defendem a surdocegueira como única, não como a soma de dois comprometimentos sensoriais.
Segundo o ponto de vista sensorial dos especialistas em surdo-cegueira, Barbara Miles e Marianne Riggio, surdocegos podem ser:

  • indivíduos surdos profundos e cegos;
  • indivíduos surdos e têm pouca visão;
  • indivíduos com baixa audição e que são cegos; e
  • indivíduos com alguma visão e audição.

Acredita-se que cerca de 80 a 90% da informação é recebida pelo ser humano visual ou auditivamente; assim sendo, a privação destas duas capacidades provoca alterações drásticas no acesso da pessoa à informação e no seu desenvolvimento. Por isso, é fácil compreender que, devido às limitações visuais ou auditivas, em qualquer um dos grupos acima descritos, os alunos apresentam dificuldades na comunicação, na aprendizagem, no acesso à informação, na movimentação e na exploração do mundo que os rodeia. Contudo, nem sempre apresentam alterações na sua capacidade de aprendizagem. Podem sim, devido às dificuldades de comunicação e compreensão, demonstrar alterações no seu comportamento e estado emocional.

A dependência do surdocego aos outros é total, quer para ter acesso a objetos e à pessoas, quer para obter ajuda quanto à organização e à compreensão da informação acerca do meio que o rodeia, com o objetivo de se relacionar com o mundo, quebrando assim o isolamento.
O tato desempenha um papel crucial na comunicação e desenvolvimento com estes indivíduos.

Há quem defenda que diversos graus de surdez e deficiência visual gerem quadros específicos de comportamento e de adaptação educacional. Assim sendo, este conceito desencadeia a necessidade de categorização dos surdocegos em dois níveis: o sensorial e o educacional. Os comportamentos apresentados por surdocegos são decorrentes de como eles estabelecem contato com o ambiente, de qual o recurso que usam para se comunicar e se conseguem fazer-se compreender e compreender os outros. A singularidade da surdocegueira prende-se ao prejuízo no processo de desenvolvimento devido à falta de comunicação e de interação social.

No que toca ao comportamento infantil, ressaltam-se dois grupos: um de crianças que apresentam comportamento hipoativo (distanciando-se do ambiente social, isolando-se, evitando comunicar-se), e outro de crianças com comportamento hiperativo (que nunca param, apresentam contato visual e apresentam defesa tátil). Pesquisadores afirmam que a privação sensorial, no caso das crianças, lhes limita as respostas aos indivíduos ou às atividades do seu ambiente, isto é, interagem de forma artificial, ou estereotipada. Afirmam ainda que essas crianças demonstram uma alteração significativa no desenvolvimento das habilidades de comunicação, mobilidade e acesso à comunicação. A criança surdocega pode apresentar os seguintes comportamentos:

  • comportamento autista (movimentos estereotipados e/ou rítmicos;
  • comportamento social imaturo;
  • inabilidade de comportamento afetivo; e
  • dificuldade de uso dos sentidos próximos.

Fontes consultadas:

  1. www.al.sp.gov.br/…
  2. www.al.sp.gov.br/…
  3. eric.ed.gov/…
  4. www.senseinternational.org.uk/…
  5. www.fasocide.org/…
  6. conheceroautismo.blogspot.com/…
  7. pt.wikipedia.org/…

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