Dia Estadual do Carimbó (3 de novembro)

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O Dia Estadual do Carimbó em 3 de novembro de cada ano, é uma comemoração no Estado brasileiro do Pará, que foi criada pela Lei Nº 7.457 de 24 de agosto de 2010, valorizando uma das mais expressivas representações culturais do Estado paraense.

Essa data comemorativa do Estado do Pará tem por fim, marcar a data da morte do cantor e compositor brasileiro de carimbó, Augusto Gomes Rodrigues [Mestre Verequete], que faleceu em 3 de novembro de 2009, e que ficou conhecido por seu trabalho de promoção do carimbó, um gênero musical paraense, que é baseado no batuque e danças ancestrais dos negros do Pará

Para conhecimento, o carimbó é uma dança de roda de origem indígena, típica do litoral do estado paraense. O nome também se aplica ao tambor utilizado nesse estilo de dança, que é chamado de "curimbó", representando uma forma de expressão marcada pelo ritmo e pela dança, sendo, também, uma das principais fontes rítmicas da lambada.
Segundo definição de 1905 no "Glossário Paraense" do pesquisador brasileiro, Vicente Chermont de Miranda, o instrumento carimbó seria um "tambor feito de madeira oca e coberto, em uma de suas extremidades, por um couro de veado". Tal definição, ainda hoje, serve para explicar o formato do instrumento e apresentar suas principais características.

Na forma tradicional, o carimbó é acompanhado por tambores de tronco de árvores, afinados a fogo. Mas Existe também uma variante musical do carimbó que possui o mesmo nome, chamado de "carimbó eletrônico", mas que, ao invés da marcação rítmica com os tambores característicos, utiliza uma bateria eletrônica e guitarras.

A dança carimbó se espalhou também pela Região nordeste do Brasil. O carimbó se caracteriza pela utilização de dois tambores (carimbós), que deram nome à música e à dança, além de outros instrumentos próprios como a onça (nome local dado à cuíca), o reco-reco (instrumento dentado feito de bambu) ou a viola, sendo considerado um gênero de dança de origem indígena, porém, como diversas outras manifestações culturais brasileiras, miscigenou-se, recebendo outras influências, principalmente da cultura negra.

Peculiar pela batida dos tambores, instrumentos de cordas como o banjo e também chocalhos, essa expressão cultural da região amazônica
foi instituída como símbolos da cultura folclórica do Estado do Pará
pela Lei Nº 7.459 de 24 de agosto de 2010, se tornou patrimônio Cultural Imaterial do Brasil em setembro de 2014, quando o registro foi aprovado por unanimidade pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do IPHAN [Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional] brasileiro.

Augusto Gomes Rodrigues, o mestre Verequete, nasceu em um lugar conhecido por "Careca" que fica localizado próximo à Vila de Quatipuru, no município de Bragança, no Pará, em 26 de agosto de 1926. Seu pai, Antônio José Rodrigues, era oficial de justiça, marchante de gado e músico. Sua mãe, Maximiana Gomes Rodrigues, faleceu quando Verequete tinha apenas três anos de idade. Tal acontecimento antecedeu a primeira migração de Verequete para outro município. Ele, juntamente com seu pai, passou a residir no município de Ourém. Aos doze anos de idade mudou-se sozinho para Capanema, onde trabalhou como foguista, e em 1940 chegou a Belém, indo morar em Icoaraci (antiga Vila de Pinheiro). Neste período, Verequete trabalhou como ajudante de capataz na Base Aérea da cidade e subiu de posto até chegar a ser ajudante de agrimensor. Quando deixou de trabalhar na Base, Verequete exerceu outras atividades para garantir sua subsistência. Foi arremate de vísceras, açougueiro, marchante de porco e outros, no entanto a experiência de trabalho na Base Aérea marcaria para sempre sua vida, pois foi durante este trabalho que ele perdeu seu nome original, Augusto Gomes Rodrigues, e passou a ser identificado como Verequete.

A história de Verequete é muito parecida com a história de muitos homens do interior do Pará que deixaram tudo, em seus lugares de origem, para tentar conseguir melhorias de vida na capital do estado. A diferença, no entanto, é que Verequete, nesta sua “diáspora”, carregou consigo diversos elementos de sua cultura “original” e os reelaborou em um novo contexto, um contexto urbano, construindo uma identidade cultural que lhe acompanha desde muito tempo até os nossos dias. O carimbó é a sua arte de transformação. Na verdade, sua música não pode ser considerada como um carimbó típico. Trata-se de um “ponto cantado” que é acompanhado pelos instrumentos do carimbó, ao invés dos tradicionais atabaques. Além disso, em "Chama Verequete", como em outros "pontos" reinterpretados por Verequete, não há o acompanhamento musical feito por instrumentos de sopro (clarinete ou flauta), tal como é comum na prática do carimbó. O mesmo acontece com os "pontos" “Balanço do mar” e “A sereia”. "Chama Verequete", por exemplo, é iniciado com a vibração intensa de dois maracás, enquanto se inicia a invocação da entidade.

Fontes consultadas em 5 de novembro de 2016 às 19:34:15:

  1. www.buscaoficial.com/…
  2. pt.wikipedia.org/…
  3. revistaraiz.uol.com.br/…

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