Dia Estadual do Artesão (19 de março)

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Próxima Celebração "Dia Estadual do Artesão": Segunda-Feira, 19 de Março de 2018, : daqui 211 dias, 02:41:19-03:00.
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O Dia Estadual do Artesão em 19 de março de cada ano, é uma comemoração nos Estados brasileiros do Ceará [Lei Nº 13.472 de 20 de maio de 2004], Mato Grosso do Sul [Lei Nº 4.098 de 14 de outubro de 2011 e Lei Nº 3.945 de 4 de agosto de 2010] e Rio de Janeiro [Lei Nº 403 de 5 de janeiro de 1981, alterada pela Lei Nº 5.463 de 4 de junho de 2009 e ratificada pela Lei Nº 5.645 de 6 de janeiro de 2010, através da qual se extinguiu o "Dia do Artesão" do Estado dos Cariocas, erroneamente referido muitas vezes como "Dia Mundial do Artesão", mas que pode ter dado origem ao "Dia Nacional do Artesão" no Brasil], em louvor a São José, que também é tido na conta de Padroeiro dos artesãos, por ele ter exercido a profissão de carpinteiro.

Para conhecimento, artesanato é o próprio trabalho manual, utilizando-se de matéria-prima natural, ou produção de um artesão. Porém, com a mecanização da indústria o artesão é identificado como aquele que produz objetos pertencentes à chamada cultura popular. Tradicionalmente, o artesanato é a produção de caráter familiar, na qual o produtor (artesão) possui os meios de produção, sendo o proprietário da oficina e das ferramentas, e trabalha com a família em sua própria casa, realizando todas as etapas da produção, desde o preparo da matéria-prima, até o acabamento; ou seja, não havendo divisão do trabalho ou especialização para a confecção de algum produto. Em algumas situações, o artesão tinha junto a si um ajudante ou aprendiz. O artesanato pode ser erudito, popular e folclórico, podendo ser manifestado de várias formas como, nas cerâmicas utilitária, funilaria popular, trabalhos em couro e chifre, trançados e tecidos de fibras vegetais e animais (sedenho), fabrico de farinha de mandioca, monjolo de pé de água, engenhocas, instrumentos de música, tintura popular. E também encontra-se nas pinturas e desenhos (primitivos), esculturas, trabalhos em madeiras, pedra guaraná, cera, miolo de pão, massa de açúcar, bijuteria, renda, filé, crochê, papel recortado para enfeite, etc...

A história do artesanato tem início no mundo com a própria história do homem, pois a necessidade de se produzir bens de utilidades e uso rotineiro, e até mesmo adornos, expressou a capacidade criativa e produtiva como forma de trabalho. Os primeiros objetos feitos pelo homem eram artesanais. Isso pode ser identificado no período neolítico (6.000 a.C.), quando o homem aprendeu a polir a pedra, a fabricar a cerâmica, e descobriu a técnica de tecelagem das fibras animais e vegetais. O mesmo pode ser percebido no [Brasil] no mesmo período. Pesquisas permitiram identificar uma indústria lítica e fabricação de cerâmica por etnias de tradição nordestina que teriam vivido no sudeste do atual Estado brasileiro do Piauí em 6.000 a.C. A partir do século XIX, o artesanato ficou concentrado então em espaços conhecidos como oficinas, onde um pequeno grupo de aprendizes viviam com o mestre-artesão, detentor de todo o conhecimento técnico. Este oferecia, em troca de mão-de-obra barata e fiel, conhecimento, vestimentas e comida. Criaram-se então as Corporações de Ofício, organizações que os mestres de cada cidade ou região formavam, a fim de defender seus interesses.

A partir da "Revolução Industrial" que se iniciou na Inglaterra, o artesanato foi fortemente desvalorizado, deixando de ser tão importante, já que neste período capitalista, o trabalho foi dividido, colocando-se determinadas pessoas para realizarem funções específicas na chamada "linha de montagem", e fazendo com que elas deixassem de participar de todo o processo de fabricação. Além disso, os artesãos eram submetidos à péssimas condições de trabalho e baixa remuneração. No entanto, os artistas do romantismo e teóricos do século XIX, como o filósofo, sociólogo, jornalista e revolucionáriosocialista. Nascido na Prússia que mais tarde se assumiu como apátrida, Karl Marx, e o crítico de arte e crítico social británico, escritor, poeta e desenhista, John Ruskin, criticavam essa desvalorização. Os intelectuais da época consideravam que o artesão tinha uma maior liberdade, por possuir os meios de produção e pelo alto grau de satisfação e identificação com o produto.

Na tentativa de lidar com as contradições da "Revolução Industrial", o designer têxtil, poeta, romancista, tradutor e ativista socialista inglês. Associado com o movimento artístico britânico Arts & crafts, William Morris, fundou o grupo de Artes e Ofícios na 2ª metade do século XIX, tentando valorizar o trabalho artesanal e se opondo à mecanização, o que fez dele um dos principais contribuidores para o revivalismo das artes têxteis e métodos tradicionais de produção na Europa. Já no Brasil, o artesanato brasileiro é um dos mais ricos do mundo e garante o sustento de muitas famílias e comunidades. O artesanato faz parte do folclore e revela usos, costumes, tradições e características de cada região. Os índios são os mais antigos artesãos. Eles utilizavam a arte da pintura, usando pigmentos naturais, a cestaria e a cerâmica, sem esquecer a arte plumária como os cocares, tangas e outras peças de vestuário feitos com penas e plumas de aves.

Fontes consultadas:

  1. www.al.ce.gov.br/…
  2. aacpdappls.net.ms.gov.br/…
  3. alerjln1.alerj.rj.gov.br/…
  4. alerjln1.alerj.rj.gov.br/…
  5. pt.wikipedia.org/…

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