Dia Estadual de Combate aos Maus Tratos Contra Idosos (21 de setembro)

Licença Creative Commons, para reproduzir tem que citar fonte com link. URL curta: http://datascomemorativas.org/3805

Próxima Celebração "Dia Estadual de Combate aos Maus Tratos Contra Idosos": Quinta-Feira, 21 de Setembro de 2017, : daqui 114 dias, 23:12:21-03:00.
Tempo médio de leitura para essa data comemorativa: ± 5 minutos.

O Dia Estadual de Combate aos Maus Tratos Contra Idosos em 21 de setembro de cada ano, é uma comemoração no Estado brasileiro do Mato Grosso, que foi estatuída pela Lei Nº 8.951 de 30 de julho de 2008, e que pode estar relacionada com o "Dia do Idoso" do Estado brasileiro de São Paulo, ou com o "Dia Nacional de Conscientização da Doença de Alzheimer" de brasileiros e com o "Dia Mundial do Doente de Mal de Alzheimer" ou "World Disease Alzheimer’s Day".

A data comemorativa internacional tem por fim, marcar a data da fundação da ADI [Doente de Mal de Alzheimer Internacional ou "Alzheimer's Disease International"], uma associação que congrega entidades de Mal de Alzheimer de todo o mundo, e que foi constituída em 21 de setembro de 1984, com 4 membros.

A ideia da criação da ADI surgiu da iniciativa da Associação de Alzheimer ou "Alzheimer's Association" dos Estados Unidos da América e da OMS [Organização Mundial da Saúde] ou WHO [World Health Organization]

, com o fim de tratar de questões dessa doença neurodegenerativa, progressiva e irreversível chamada Mal de Alzheimer.

Para conhecimento, o Mal de Alzheimer é a forma mais comum de demência e não faz parte do processo normal de envelhecimento do ser humano. Ainda não há cura para essa doença, que se agrava progressivamente até levar à morte, pois gradualmente, o corpo do doente vai perdendo as funções corporais normais. Desde 1906, quando foi descrita pela 1ª vez pelo psiquiatra e neuropatologista alemão, Alois Alzheimer, de quem recebeu o nome, têm sido emprendidos muitos esforços médicos para se tratar os pacientes acometidos, ou pelo menos para se dar mais conforto aos doentes.
Geralmente a doença é diagnosticada em pessoas com idade superior a 65 anos, muito embora possa ocorrer mais cedo. Em 2006, haviam no mundo cerca de 26,6 milhões de pessoas com Alzheimer e em 2050, estima-se que o Mal de Alzheimer afete aproximadamente 1 em cada 85 pessoas em escala mundial. A doença afeta mais ou menos 1% dos idosos entre os 65 e 70 anos, mas a prevalência aumenta exponencialmente com a idade, sendo de 6% aos 70, 30% aos 80 anos e mais de 60% depois dos 90 anos de idade.
Embora a doença de Alzheimer se manifeste de forma diferente em cada pessoa, existem diversos sintomas em comum. Os primeiros sintomas são geralmente confundidos com sinais relacionados a idade ou manifestações de stresse. Nos primeiros estágios, o sintoma mais comum é a dificuldade em recordar eventos recentes, o que se denomina perda de memória de curto prazo. À medida que a doença evolui, o quadro de sintomas pode incluir confusão, irritabilidade, alterações de humor, comportamento agressivo, dificuldades com a linguagem e perda de memória de longo prazo. Em grande parte dos casos, a pessoa com Alzheimer afasta-se gradualmente da família e da sociedade.

?Alguns dos sintomas mais comuns da Doença de Alzheimer são:

  • perda de memória com o esquecimento de nomes, telefones, compromissos, entre outras coisas;
  • dificuldades para executar tarefas domésticas como acender e apagar o fogão e outras atividades simples e rotineiras;
  • esquecimento de palavras comuns, com eventuais substituições por outras totalmente inadequadas;
  • dificuldades para localizar-se num determinado cômodo da própria casa, e/ou para localizar a própria casa na rua onde vive;
  • diminuição ou perda do senso crítico que pode levar a pessoa a ter comportamentos não usuais ou estranhos frente a outras pessoas;
  • dificuldades frequentes para entender e controlar o próprio dinheiro como talão de cheques ou cartão bancário;
  • dificuldades para colocar objetos usuais nos lugares certos e o doente guardar por exemplo um relógio no açucareiro ou um ferro elétrico na geladeira;
  • comportamentos de calma seguidos de choro ou sinais de raiva sem nenhuma razão aparente;
  • demonstração de medo, complexo de perseguição, desconfiança ou confusão, entre outros..., além de muita passividade, o que requer a necessidade de estímulos para que o doente volte a se envolver em alguma atividade.

Porém, como a doença se manifesta de forma diferente em cada indivíduo, é difícil prever como irá afetar determinada pessoa. Antes de se manifestar por completo, a doença evolui ao longo de um período de tempo desconhecido e variável, podendo progredir ao longo de anos sem ser diagnosticada. Em média, a esperança de vida após o diagnóstico é de cerca de sete anos. Pouco mais de 3% das pessoas tem uma sobrevida de mais de 14 anos após o diagnóstico. Quando se suspeita de Alzheimer, o diagnóstico é geralmente confirmado com exames que avaliam o comportamento e a capacidade de raciocínio da pessoa, os quais podem ser complementados por um exame cerebral. No entanto, só é possível determinar um diagnóstico definitivo através de um exame no tecido cerebral, ou seja, o diagnóstico apenas pode ser confirmado com elevado grau de precisão através de um exame histológico do tecido cerebral após a morte,muito embora várias organizações médicas estejam trabalhando para se criar critérios de diagnóstico com o intuito de padronizar e facilitar o processo de diagnóstico para o Mal de Alzheimer.

Uma vez que a doença de Alzheimer não tem cura e é degenerativa, a pessoa afetada torna-se gradualmente dependente da assistência de outros. Em muitos casos, é o cônjuge ou um familiar próximo quem assume o papel de principal cuidador. A doença tem um impacto significativo para os cuidadores, em nível social, psicológico, físico e económico. Em países desenvolvidos, Alzheimer é uma das doenças com maiores custos sociais.

A doença de Alzheimer é classificada como transtorno neurodegenerativo. As causas e a progressão da doença ainda não são completamente compreendidas, embora se saiba que estão associadas às placas senis e aos novelos neurofibrilares no cérebro. Os tratamentos atuais destinam-se apenas aos sintomas de Alzheimer, não existindo tratamentos para cessar ou regredir a progressão da doença. Até 2012, tinham sido realizados mais de mil ensaios clínicos para vários componentes da doença. Como forma de atrasar o desenvolvimento de sintomas cognitivos em idosos saudáveis, tem sido sugerida a realização de exercícios físicos e mentais, além de uma dieta equilibrada, embora não existam evidências conclusivas em relação a eventuais benefícios dessas medidas profiláticas para a Doença de Alzheimer.

Fontes consultadas:

  1. www.al.mt.gov.br/…
  2. www.planalto.gov.br/…
  3. www.portaldasaude.pt/…
  4. www.alzheimerspathanamthitta.org/…
  5. www.clicrbs.com.br/…
  6. pt.wikipedia.org/…

Para dúvidas, críticas, sugestões, reclamações, convites e outros assuntos, por favor, Entre em contato

Licença Creative Commons, para reproduzir tem que citar fonte com link. URL curta: http://datascomemorativas.org/3805

RSS/XML