Dia Estadual de Combate ao fumo (15 de março)

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Próxima Celebração "Dia Estadual de Combate ao fumo": Quinta-Feira, 15 de Março de 2018, : daqui 319 dias, 11:15:06-03:00.
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O Dia Estadual de Combate ao fumo em 15 de março de cada ano, é uma comemoração no Estado brasileiro da Paraíba, que foi estabelecida pela Lei Nº 8.356 de 19 de outubro de 2007, e que também é conhecida como "Dia Estadual de Combate ao Tabagismo".

De acordo com o apurado em minhas pesquisas, essa data comemorativa do Estado da Paraíba foi criada para ser celebrado com ações de conscientização promovidas pela Agevisa [Agência Estadual de Vigilância Sanitária] dos paraibanos, a partir de uma iniciativa do deputado paraibano e então presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa da Paraíba, Carlos Dunga Júnior, não se sabe bem ao certo com que motivação histórica.

Para conhecimento, o cigarro é fator de risco para diversas doenças. Isso significa que uma pessoa que fuma tem mais chances de contrair uma série de males. Alguns estão diretamente ligados ao tabaco. De cada dez casos de câncer de pulmão, por exemplo, nove são consequência do fumo, assim como 85% das mortes por enfisemas.
Não é à toa que vários países têm criado tantas medidas para desestimular o consumo de cigarro, principalmente nos últimos anos.

O fumo gera sobrecarga do sistema de saúde com tratamento de doenças ligadas ao tabaco, causa mortes precoces de cidadãos em idade produtiva, aumenta as faltas no trabalho, reduz a qualidade de vida de fumantes e de sua família. Uma pesquisa do Banco Mundial apontou que esses e outros fatores geram uma perda de 200 bilhões de dólares por ano em todo o mundo.
No Brasil, estima-se que 80 mil pessoas morram precocemente a cada ano devido ao tabagismo. Mas por que o fumo faz tanto mal?

Quando uma pessoa traga a fumaça de um cigarro, está inalando mais de 4700 substâncias tóxicas. Muitas delas vêm do processo de plantio do tabaco. veja que até os agrotóxicos utilizados na plantação, por tabela acabam por ser inalados pelo fumante.
Outras substâncias fazem parte da própria composição do tabaco ou são produzidas durante sua queima. O monóxido de carbono [o mesmo gás venenoso que sai do escapamento de automóveis], por exemplo, dificulta a oxigenação do sangue e causa doenças como a arteriosclerose.
O alcatrão é, na verdade, um composto de mais de 40 substâncias comprovadamente cancerígenas. Assim, 30% das mortes por câncer se devem ao fumo. O tabagismo pode causar tumores não apenas no pulmão, mas também na boca, laringe, faringe, esôfago, pâncreas, rim, bexiga e colo de útero.

Porém, um dos maiores vilões no consumo do cigarro é mesmo a nicotina, responsável pelo prazer e pela dependência. Ela acelera a frequência cardíaca e contribui para o surgimento de doenças cardiovasculares. Basta dizer que 45% dos infartos agudos do miocárdio em pessoas abaixo de 65 anos são causados por tabagismo. A nicotina também estimula a produção de ácido clorídrico, causando azia, o que pode levar a uma úlcera e até a um câncer de estômago.
Esses e muitos outros malefícios gerados pelo tabagismo não ficam restritos aos fumantes. As pessoas que convivem com os consumidores de tabaco também sofrem as consequências do cigarro. São os chamados fumantes passivos.

Ao respirar a fumaça do cigarro, a pessoa está absorvendo substâncias tóxicas e cancerígenas. Por isso, o fumante passivo tem 30% a mais de chances de ter câncer, e a probabilidade de sofrer um infarto do miocárdio aumenta 24%, em relação a uma pessoa que não convive com tabagistas. Daí a necessidade das chamadas áreas para fumantes.
Finalmente, nem tudo está perdido. As advertências do Ministério da Saúde sobre os malefícios do cigarro no Brasil, por exemplo, e outras leis antitabagistas podem incomodar algumas pessoas, mas seus resultados já podem ser sentidos. Uma pesquisa encomendada pelo INCA [Instituto Nacional do Câncer] no Brasil, demonstrou que, entre 1989 e 2002, o percentual de fumantes no Estado brasileiro do Rio de Janeiro, por exemplo, caiu de 29,8% para 21,4%.

A tendência é de forte queda para o consumo de tabaco em todas as faixas etárias. Em 1989, segundo a "Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição", 35% da população adulta no Brasil era fumante. 20 anos mais tarde, de acordo com um estudo de 2008 do VIGITEL [Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas Por Inquérito Telefônico] do Ministério da Saúde, esse índice caiu para 15,2%, sendo maior no sexo masculino (19,1%) do que no sexo feminino (11,9%). Apesar de o Brasil estar entre os países com menor incidência de tabagismo do mundo, o objetivo é reduzir esse número, em especial, entre adultos jovens e mulheres.

O tabagismo é considerado pela OMS [Organização Mundial da Saúde] ou WHO [World Health Organization] a principal causa de morte evitável em todo o mundo. A OMS estima que um terço da população mundial adulta ou cerca de 1 bilhão e 200 milhões de pessoas, seja de fumantes. De acordo com estimativas do Instituto Nacional do Câncer no Brasil, a Paraíba possui hoje 453.546 fumantes (11,5% da população) e, destes, 92.197 estão na cidade brasileira de João Pessoa-PB. No ano de 2014, por exemplo, em todo o Estado, 426 pessoas morreram vítimas de cânceres relacionados ao fumo. Em 2016, este número desceu para 359. Em João Pessoa, 85 pessoas morreram em 2015 em decorrência dos principais cânceres ligados ao fumo. Já em 2016, foram 87 mortes na Capital paraibana.

Para o tratamento, o paciente é atendido nas UBS [Unidades Básicas de Saúde] do seu município e, posteriormente, encaminhado ao serviço adequado para sua necessidade. Na Paraíba, existem atualmente 37 Centros de Referência para Tratamento dos Fumantes, onde se pode buscar apoio para se livrar do vício em nicotina. O serviço é oferecido em Unidades de Saúde da Família; em CAPS [Centros de Atenção Psicossocial]; CAIS [Centros de Atenção Integral à Saúde]; NASF [Núcleos de Apoio à Saúde da Família] e Centros de Saúde. Em alguns casos, os pacientes abandonam o cigarro com menos de um mês de acompanhamento. O tratamento nesses locais é mantido pelo Ministério brasileiro da Saúde, que repassa medicamentos ao Estado. Este, por sua vez, é responsável pela qualificação das equipes, monitoramento do trabalho nos centros e pelo encaminhamento do material enviado pelo Ministério. Os municípios entram com a administração das unidades de saúde.

Fontes consultadas:

  1. 201.65.213.154/…
  2. paraiba.pb.gov.br/…

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