Dia Estadual da Mulher (25 de março)

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Próxima Celebração "Dia Estadual da Mulher": Domingo, 25 de Março de 2018, : daqui 272 dias, 01:01:03-03:00.
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O Dia Estadual da Mulher em 25 de março de cada ano, é uma comemoração no Estado brasileiro do Rio de Janeiro, que foi criada pela Lei Nº 4.866 de 5 de outubro de 2006, e que foi ratificada pela Lei Nº 5.645 de 6 de janeiro de 2010, além de contar também com o "Dia Estadual da Mulher Cooperativista" no Estado dos cariocas.

Essa data comemorativa do Estado do Rio de Janeiro tem por fim, marcar a data do aniversário do nascimento da atriz brasileira, Leila Diniz, que veio ao mundo em 25 de março de 1945, e que foi considerada como uma mulher muito a frente de seu tempo, tendo escandalizado as alas mais conservadoras do Brasil, a partir de 1960 e até sua trágica morte num acidente de avião em 14 de Julho de 1972, com a explosão do avião da Japan Airlines em que viajava, durante um sobrevoo na cidade e capital indiana de Nova Délhi, cuja morte, aos 27 anos de idade, causou comoção nacional em todo o Brasil, e deu início à formação do mito em torno da mulher considerada revolucionária, que rompeu tabus e conceitos através de suas idéias e atitudes.

Coincidentemente, essa data comemorativa do Estado dos cariocas também poderia marcar numa data comemorativa já de grande importância histórica para as mulheres de todo o mundo, quando se deu a morte de pelo menos 146 trabalhadores - a maioria imigrantes) dos quais 125 eram mulheres de 13 a 23 anos em 25 de março de 1911, cujo enterro foi acompanhado por mais de cem mil pessoas e daria início ao movimento trabalhista nos estados Unidos da América, a partir de um incêndio na fábrica têstil da Triangle Shirtwaist Company na cidade norte-americana de Nova York, em cujo edifício, funciona hoje a Faculdade de Química da Universidade de Nova York, quando um trabalhador acendeu um cigarro perto de um monte de tecidos e as chamas se alastraram rapidamente, enquanto as portas das escadas de incêndio estavam trancadas por fora, para evitar que os funcionários saíssem mais cedo.

Para conhecimento, nascida na cidade brasileira de Niterói-RJ, Leila Diniz tinha apenas 7 meses de idade quando seus pais se separaram. Foi viver com os avós paternos e, pouco depois, com o pai e sua nova esposa. Aos 15 anos, começou a trabalhar como professora, ensinando crianças do maternal e jardim de infância. Nunca completou o segundo grau, e deixou de dar aulas, por não se adaptar às exigências dos pais dos alunos e dos diretores da escola. Aos 17 anos, já estava casada com o ator, dramaturgo e cineasta brasileiro, licenciado em Engenharia pelo da UB [Escola de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro], Domingos de Oliveira [Domingos José Soares de Oliveira], que nunca trabalhou na engenharia, já que depois de se ter envolvido no teatro amador, começou a escrever e a realizar para cinema. Foi quando Leila Diniz teve sua 1ª experiência como atriz, na peça infantil "Em busca do tesouro", dirigida pelo marido.

No ano seguinte, em 1963, trabalhou como corista num show do produtor, dançarino e mestre brasileiro de  cerimônia, Carlos Machado [José Carlos Penafiel Machado]. Em seguida, estreiou como atriz dramática, contracenando com uma das maiores lendas dos palcos nacionais no Brasil, a atriz brasileira, Cacilda Becker, em "O preço de um homem", que foi encenada em 1964. O ano seguinte, 1965, marca o final do casamento com Domingos de Oliveira e o início da carreira na televisão. Leila começou na TV Globo, com papéis menores, até trabalhar em "Eu compro essa mulher" da autora de telenovelas, nascida em Cuba e radicada no Brasil, Glória Magadan [María Magdalena Iturrioz y Placencia]. A projeção nacional veio meses depois com a personagem "Madelon" de "O sheik de Agadir" da mesma autora. A partir daí, ela participou de 12 novelas na TV Globo, na TV Excelsior e na TV Tupi. Na televisão, também foi modelo de propaganda, vendendo Coca-Cola, sabonetes e creme dental.

Sua estréia no cinema foi em "O Mundo Alegre de Helô", dirigido pelo roteirista, ator e diretor brasileiro de cinema, Carlos Alberto de Souza Barros. Participou também da co-produção entre Brasil e México, "Jogo Perigoso" do diretor, realizador, roterista e ator mexicano de origem espanhola, Luiz Alcoriza, conhecido pelo trabalho de roteirista com o seu amigo, realizador espanhol de cinema, naturalizado mexicano, Luis Buñuel Portolés. Mas é com "Todas as Mulheres do Mundo" que Leila Diniz se projetou como atriz e personalidade, atuando numa história dirigida por Domingos de Oliveira, que incorporou claras referências à vida em comum do casal. Voltou a ser dirigida pelo ex-marido em "Edu Coração" de Ouro". No cinema, a atriz alternou-se em papéis de protagonista, coadjuvante e participações especiais. Na cidade brasileira de Congonhas do Campo-MG filmou "Madona de Cedro", baseado no romance do jornalista, romancista, biógrafo e dramaturgo brasileiro, Antônio Callado. Nesse filme foi dirigida pelo cineasta, ator, roteirista e produtor brasileiro de cinema, Carlos Coimbra, com quem voltaria a trabalhar em "Corisco, o Diabo Loiro".

Em novembro de 1969, foi publicada em "O Pasquim" a entrevista de Leila Diniz que se tornaria histórica. Alegando razões morais, a TV Globo não renovou contrato com a atriz, que então recebeu o apoio do apresentador brasileiro de televisão, Flávio Cavalcanti. Em 1970, ela se tornou jurada no programa dele e passou a viver no sítio do apresentador, num momento em que também era acusada de ter ajudado militantes de esquerda. Mais tarde, Leila reabilitou o teatro de revista e deu início a uma curta, mas bem-sucedida, carreira de vedete. Protagonizou "Tem banana na banda", sempre improvisando a partir dos textos escritos por Millôr Fernandes, Luiz Carlos Maciel, José Wilker e Oduvaldo Viana Filho. Ganha o concurso de "Rainha das Vedetes", recebendo o título das mãos da atriz, cantora e vedete brasileira, Virgínia Lane [Virgínia Giaccone]. Também foi eleita Madrinha da "Banda de Ipanema".

Em 1971, fez uma ponta em "O Donzelo", no papel dela mesma. Como protagonista atuou em "Mãos Vazias", primeiro filme do seu amigo íntimo desde a adolescência, Luiz Carlos Lacerda. Namorando com o cineasta brasileiro, Ruy Guerra, engravidou nos primeiros meses deste mesmo ano, tornando-se a "grávida do ano" numa eleição do programa do Chacrinha. Exibindo a grande barriga de oito meses, deixou-se fotografar de biquíni na praia, numa atitude inédita e audaciosa para a época. Em novembro deste ano, nasceu a filha Janaína. Depois de uma temporada de dedicação integral ao bebê, Leila voltou aos palcos do teatro de revista. No Carnaval seguinte, filmou sua última participação no cinema: "Amor, Carnaval e Sonhos" do roteirista, produtor de cinema, ator e cineasta brasileiro, Paulo César Saraceni. Em junho, deixou o Brasil para representar "Mãos Vazias" no Festival de Cinema da Austrália. Com saudades da filha, antecipou a viagem de volta, partindo antes do encerramento do evento, para a morte no fatal acidente de avião.

Fontes consultadas:

  1. alerjln1.alerj.rj.gov.br/…
  2. alerjln1.alerj.rj.gov.br/…
  3. alerjln1.alerj.rj.gov.br/…
  4. alerjln1.alerj.rj.gov.br/…

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