Dia Estadual da Mobilização contra o aquecimento global (10 de março)

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Próxima Celebração "Dia Estadual da Mobilização contra o aquecimento global": Sábado, 10 de Março de 2018, : daqui 169 dias, 07:27:20-03:00.
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O Dia Estadual da Mobilização contra o aquecimento global em 10 de março de cada ano, é uma comemoração no Estado brasileiro do Ceará, que foi criada pela Lei Nº 14.085 de 16 de janeiro de 2008.

Conforme a Lei do Ceará supracitada, as celebrações dessa data festiva têm como objetivo:

  • propagar o conhecimento sobre o aquecimento global;
  • estimular o debate acerca dos problemas ambientais;
  • incentivar ações de conservação do meio ambiente; e
  • promover a educação e conscientização ambiental.

Apesar de meus muitos esforços e pesquisas eu ainda não logrei obter maiores explicações e porquês para a criação dessa data comemorativa, mesmo depois da leitura da íntegra com a respectiva justificação do Projeto de Lei Nº 355 de 30 de outubro de 2007.

Para conhecimento, aquecimento global é o processo de aumento da temperatura média dos oceanos e do ar perto da superfície da Terra, que ocorre desde meados do século XIX, e que deverá continuar no século XXI, causado pelas emissões humanas de gases do efeito estufa, e amplificado por respostas naturais a esta perturbação inicial, em efeitos que se auto reforçam numa realimentação positiva.

Segundo o 5º Relatório de Avaliação do IPCC [Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas ou "Intergovernmental Panel on Climate Change"], que estava previsto para aparecer na íntegra até fins de 2014, e que foi elaborado sob os auspícios da WMO [Organização Mundial de Meteorologia ou "World Meteorological Organization"] da ONU [Organização das Nações Unidas], e do PNUE [Programa das Nações Unidas para o Ambiente] ou UNEP ["United Nations Environment Programme"], representando a síntese científica mais ampla, atualizada e confiável sobre o assunto, a mudança na temperatura da superfície terrestre vem ocorrendo com certeza no último século, com um aumento médio de 0,78 °C quando comparadas as médias dos períodos 1850–1900 e 2003–2012.
A média teve uma variação de 0,72 a 0,85°C.

Cada uma das tês últimas décadas bateu o recorde anterior de ser a mais quente desde o início dos registros. É virtualmente garantido que os extremos de temperatura têm aumentado globalmente desde 1950, e que desde 1970 a Terra acumulou mais energia do que perdeu.

A maior parte do aumento de temperatura na terra se deve a concentrações crescentes de gases do efeito estufa, emitidos por atividades humanas como a queima de combustíveis fósseis, o uso de fertilizantes e o desmatamento. Esses gases atuam obstruindo a dissipação do calor terrestre no espaço.

Por várias questões práticas, os modelos climáticos referenciados pelo IPCC normalmente limitam suas projeções até o ano de 2100 na base de análises globais, e por isso não oferecem grande definição de detalhes. Embora isso gere mais incerteza para previsão das manifestações regionais e locais do fenômeno, as tendências globais já foram bem estabelecidas e têm se provado confiáveis.

Os modelos usam para seus cálculos diferentes possibilidades (cenários) de evolução futura das emissões de gases estufa pela humanidade, de acordo com tendências de consumo, produção, crescimento populacional, aproveitamento de recursos naturais, etc... Senários estes, que são todos igualmente plausíveis, muito embora não se possa ainda determinar qual deles se materializará, pois muitas coisas podem mudar no caminho.

Atualmente, as probabilidades estimadas com razoável segurança, indicam que as temperaturas globais deverão subir entre 1,1°C e 6,4°C até 2100, uma faixa de variação que depende do cenário selecionado e da sensibilidade dos modelos utilizados nas simulações. Em geral espera-se uma elevação em torno de 4°C até o fim do século. Projeções mais além são mais especulativas, mas não é impossível que o aquecimento progrida ainda mais, desencadeando efeitos devastadores.

O declínio do gelo flutuante do Ártico é um dos sinais mais evidentes do aquecimento global. A animação mostra a redução entre 1979 e 2010.

O aumento nas temperaturas globais e a nova composição da atmosfera desencadeiam várias alterações decisivas nos sistemas da Terra.
Afetam os mares, provocando a elevação de seus níveis e mudanças nas correntes marinhas e na composição química da água, verificando-se acidificação, dessalinização e desoxigenação. Prevê-se uma importante alteração em todos os ecossistemas marinhos, com impactos na sociedade humana em larga escala.
Afetam irregularmente o regime de chuvas, produzindo enchentes e secas mais graves e frequentes; tendem a aumentar a frequência e a intensidade de ciclones tropicais e outros eventos meteorológicos extremos como as ondas de calor e de frio; devem provocar a extinção de grande número de espécies e desestruturar ecossistemas em larga escala, e gerar por consequência problemas sérios para a produção de alimentos, o suprimento de água e a produção de bens diversos para a humanidade, benefícios que dependem da estabilidade do clima e da riqueza dos ecossistemas.

O aquecimento e as suas consequências serão diferentes de região para região, sendo ainda difícil determinar de maneira exata a natureza destas variações regionais, mas sabe-se que nenhuma região do mundo será poupada de mudanças, e muitas deverão ser penalizadas, principalmente as mais pobres.

O Ártico é a região que tem aquecido mais rapidamente, verificando-se progressivo derretimento do permafrost e do gelo marinho, temperaturas recordes, secas mais intensas e profunda modificação nos biomas Árticos, com desaparecimento de espécies nativas e invasões em massa por espécies exóticas.
Gelos de montanha em todo o planeta estão também em recuo acelerado, modificando os respectivos ecossistemas montanheses e reduzindo a disponibilidade de água potável.

Mesmo que as concentrações de gases estufa cessem imediatamente, certas reações já foram desencadeadas e seus efeitos não podem mais ser evitados, de forma que, se já existem muitos problemas, inevitavelmente eles vão piorar em alguma medida por um efeito cumulativo retardado. É evidente que a mudança para um modelo econômico de baixa emissão não acontecerá de imediato, por isso a sociedade deve preparar-se para enfrentar em breve dificuldades maiores do que as que vive hoje. Ao mesmo tempo, isso diz que as mudanças devem se acelerar o quanto antes para que dificuldades ainda mais dramáticas não se concretizem, o que lançaria um pesado fardo para as futuras gerações, provavelmente impossível de ser suportado, e que poderia levar ao colapso da civilização.

Apesar de a maioria dos estudos ter seu foco até 2100, já se sabe também que o aquecimento e suas consequências deverão continuar por séculos adiante, e algumas dessas consequências, graves, serão irreversíveis dentro dos horizontes da atual civilização.

Os governos do mundo em geral trabalham hoje para evitar uma elevação da temperatura média acima de 2°C, considerada o máximo tolerável antes de se produzirem efeitos globais em escala catastrófica.

Num cenário de elevação de 3,5°C, a IUCN [União Internacional para a Conservação da Natureza ou "International Union for Conservation of Nature"] prevê a extinção provável de até 70% de todas as espécies hoje existentes.

Se a elevação chegar ao extremo de 6,4°C, que não está descartada, e de fato a cada dia parece se tornar mais plausível, pode-se prever sem dúvidas mudanças ambientais em todo o planeta em escala tal, que comprometerão irremediavelmente a sobrevivência da civilização tal qual a conhecemos hoje, e ainda grandes mudanças na maior parte de toda a vida na Terra.

Com um modelo de vida predatório e imprevidente, a sociedade já está esgotando mais de 60% das riquezas naturais da Terra, produzindo taxas de emissão de gases estufa em elevação contínua. Considerando que a população mundial está em crescimento rápido, devendo chegar a 9 bilhões de pessoas em 2050, e que lá suas necessidades de recursos naturais serão muito maiores do que as atuais, entende-se assim por quê, se a geração presente não fizer nada para mudar as tendências em vigor de seu modo de vida, deixará de herança um planeta à beira da exaustão e com um clima profundamente perturbado, tornando a sobrevivência das gerações futuras necessariamente muito mais difícil.

Nesse sentido, esperam-se importantes desafios sociais se agravando em larga escala, como a fome, a pobreza e a violência. Muitas pesquisas mais recentes trouxeram novas evidências de que as projeções do IPCC, por mais preocupantes que já sejam, foram conservadoras, e que as medidas preventivas e mitigadoras adotadas pela sociedade estão acontecendo num ritmo lento demais e são pouco ambiciosas, aumentando, portanto, a probabilidade de que o resultado da inação seja desastroso num futuro próximo.

Embora a imprensa ainda alimente muitas controvérsias, frequentemente mal informadas, tendenciosas ou distorcidas, e haja grande pressão política e econômica para se negar ou minimizar as fortes evidências já reunidas, o consenso científico é de que o aquecimento global está a acontecer inequivocamente, e precisa ser contido com medidas vigorosas sem nenhuma demora, pois os riscos da inação, sob todos os ângulos, são altos demais.

O "Protocolo de Quioto", e inúmeras outras políticas e ações nacionais e internacionais, visam a estabilização da concentração de gases de efeito estufa, para evitar uma interferência antrópica perigosa no ambiente. Em novembro de 2009 eram 187 os Estados que haviam assinado e ratificado o protocolo.

A 5ª atualização do relatório do IPCC deve sintetizar o resultado de novas pequisas com modelos teóricos mais avançados e novos dados observacionais. Seu esboço aprovado do Sumário para Criadores de Políticas, no entanto, já foi divulgado, e segundo declaração do IPCC, o novo relatório deve confirmar com ainda maior segurança a origem humana do problema, e enfatizar que os riscos da inação se tornaram maiores.

Fontes consultadas:

  1. www.al.ce.gov.br/…
  2. www.al.ce.gov.br/…

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