Dia Estadual da Literatura (10 de fevereiro)

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Próxima Celebração "Dia Estadual da Literatura": Sábado, 10 de Fevereiro de 2018, : daqui 226 dias, 17:55:40-03:00.
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O Dia Estadual da Literatura em 10 de fevereiro de cada ano, é uma comemoração no Estado brasileiro do Amapá, que foi criada pela Lei Nº 1721 de 21 de dezembro de 2012, e que foi ratificada no Artigo Nº 2 da Lei Nº 1751 de 12 DE JUNHO DE 2013, através da qual se instituiu também a Política Estadual para o Livro, a Leitura e a Literatura no Estado do Amapá e se deu outras providências.

Essa data comemorativa do Estado do Amapá tem por fim, marcar a data do nascimento do professor e literato brasileiro radicado no Amapá, Antônio Munhoz Lopes, que veio ao mundo em 10 de fevereiro de 1932 na cidade brasileira de Belém do Pará-PA, na condição de filho do farmacêutico brasileiro, José Ayres Lopes, com Dona Izabel Munhoz Lopes, e que mudou-se para o então Território Federal do Amapá em 8 de dezembro de 1959, para exercer o cargo de Delegado de Polícia do antigo DOPS [Departamento de Ordem Política e Social] do Brasil, mas que ingressou no magistério em 1960, lecionando por mais de 40 anos no Estado amapaense, além de ter visitado vários países pelo mundo a fora.

Para conhecimento, Munhoz Lopes Iniciou seus estudos com professor particular, e prestou exames no Grupo Escolar Barão do Rio Branco, na cidade de Belém do Pará, em 1943. Começou o ginásio no Colégio Nazaré dos Irmãos Maristas em Belém, transferindo-se depois para o Seminário Metropolitano de Nossa Senhora da Conceição. Na cidade brasileira de São Luís do Maranhão-MA, iniciou o curso de Filosofia, recebendo a batina no dia 8 de dezembro de 1950. Fez o curso jurídico em Belérn, na velha Faculdade de Direito do Pará, bacharelando-se em 4 de outubro de 1959. Em 1960, foi enquadrado na função de Professor do Ensino Secundário, lotado então na antiga Divisão de Educação, tendo exercido os cargos de Diretor do Colégio Amapaense(1960); Diretor da Divisão de Educação em 1963; Secretário da Justiça Federal de Primeira Instância; Orientador Educacional; Diretor do Conservatório Amapaense de Música em 1980; Diretor Adjunto da Escola de Arte Cândido Portinari em 1990. Em 1969 foi escolhido o "Mestre do Ano", recebendo uma caneta de ouro do então Governador do ex-Territóiro do Amapá, Ivanhoé Gonçalves Martins.

Em 29 de dezembro de 1972, a crítica brasileira de cinema do jornal "O Liberal", Luzia M. Álvares, considerou Antônio Munhoz "um dos pioneiros da verdadeira crítica cinematográfica no Pará", fazendo parte do livro "A crítica do Cinema em Belém". Na sua ânsia pela cultura e pelo conhecimento dos costumes dos povos, visitou o Japão, China, Indonésia, Cingapura, Tailândia, India, Nepal, Egito, Israel, Turquia, Rússia, África do Sul, Quênia, Marrocos, México e Finlândia. Além da Europa, conheceu os Estados Unidos da América e o Canadá. O jornalista brasileiro, Haroldo Franco, chamou-o de "cidadão do mundo", além de "um dos melhores mestres da nova civilização que o Brasil está implantando no Amapá". O último poema escrito pelo poeta brasileiro, Alcy Araújo, em abril de 1989, foi dedicado a "Antônio Munhoz, cidadão do mundo".

Munhoz, um literato fascinado por museus, visitou os mais importantes do mundo, como o Louvreem na cidade e capital francesa de Paris, o Errnitageem em São Petersburgo na Rússia, o Prado na cidade e capital espanhola de Madri, o Metropolitan deNova Iorque nos Estados Unidos da América, o Museu do Vaticano na cidade e capital italiana de Roma e o museu do Bardo na Tunísia, além de adorar ler, como sua atividade preferencial, e gostar de teatro, ópera e bailet: Assistiu a bailarina inglesa, Margot Fanteyn, dançar em Hong Kong, com Heinz Bels no Lec Teatre;Nureyev no Metropolitan Opera Hause em Nova Yorque; Baryshnikov e Fernando Bujones em Paris.

Por 20 anos seguidos, Antônio Munhoz Lopes foi professor de Literatura (Brasileira e Portuguesa), no Colégio Amapaense; Lecionou História da Arte, na Escola Cândido Portinari; deu cursos de Literatura Portuguesa no antigo Núcleo de Educação. Lecionou na Universidade Língua Latina. Em setembro de 1983, apresentou uma retrospectiva do pintor italiano radicado no Brasil, Fulvio Guiuliano, como parte dos festejos comemorativos do 40° aniversário de criação do Território do Amapá, fazendo uma análise das obras do artista italiano, que, por muitos anos viveu em Macapá. Antônio Munhoz é citado no livro "La Bellezza Salverá il Mondo", editado em Milãosobre a obra pictórica do missionário-artista. Além de ter os cursos de Filosofia e de Direito é formado também em letras e com essa bagagem literária, lecionou mais de 40 anos no Amapá. Munhoz guardou seu diploma de advogado e carrega consigo os de Letras.

Religioso, fez questão de conhecer as igrejas do Santo Sepulcro, em Jerusalém; as quatro maiores basílicas de Roma: São João de Latrão, Santa Maria Maior, São Pedro e São Paulo Extra-Muros; Duomo de Milão; a Catedral de Chartres onde estão os mais belos vitrais do mundo; Notre Dame, de Paris, uma das expressões máximas do gótico naFrança; a Catedral de Santa Marial Del Fiore em Florença; Santiago de Compostela, com o "Pórtico de Glória", na Galiza, Espanha; a Capela Polatina de Palerrno, naSicília, uma das maravilhas do mundo, dedicada a São Pedro, a Catedral de Monreale; aCatedral Cefalu e de Siracusa, construí da num templo grego no século V antes de Cristoe no Brasil a de S. Cosme e Damião em Igarassu. Visitou também as Pirâmides e a Esfinge no Egito; a Grande Muralha na China; aMesquita de Santa Sofiaem Istambul (Turquia); o Taj Mahal em Agra (Índia); aEstátua da Liberdade e o Empire States Bulding, em Nova Yorque; o Santo Sepulcroem Jerusalém; o Túmulo de São Pedro em Roma; o Palácio de Sehonbrunn naÁustria; o Museu de História Natural com a mais antiga escultura de mulher, com cerca de 24 mil anos, chamada de Vênus de Willendorf,também em Viena; a Torre de Eiffelem Paris; o Muro das Lamentações em Jerusalém; a Cidade Proibida em Pequim; oAqueduto de Segóvia, construído pelos romanos no final do século I, na Espanha; aUniversidade de Salamanca, com a belíssima fachada plateresca, que remonta ao ano de 1218; o Coliseu em Roma; a Fonti de Trevi; a prisão Mamertina, onde São Pedro foi aprisionado; o Pantheon, construído peloimperador Adriano (118-135-DC); a Escada Santa, na igreja de São João de Latrão; asTermas de Caracalla, concluídas no ano de 217-DC; o Templo de Barobudur em Java(Indonésia), o Pavilhão Dourado (Kinkaku-JI) em Kioto, Japão; O Templo de Ggantijana ilha de Gozo (Malta) datado do ano 36 aC; as Pirâmides no Cairo, Egito; o Templo de BudaInclinado e Bangkok, na Tailândia; as Ruínas da velha cidade de Canago naTunísia; o Partenon na Acrópole, em Atenas na Grécia; a Praça Vermelha, em Moscou, na Rússia; o Teatro Epidauro na Grécia; o The Rambogh Palace, antigo palácio de um marajá, hoje hotel, onde o biografado se hospedou; a Cisterna Portuguesa em El Jadid(antiga Mazagão), no Marrocos; a Medina de Fez, do século IX, a mais antiga das quatro cidade imperiais, no Marrocos e o Templo de Siddhi Lakshmi, o mais alto do Nepal, emBokhtapur.

A sua atuação na cidade brasileira de Macapá-AP se destaca no Cenário da Educação e da Cultura. O reconhecimento por esse seu trabalho está registrado nos jornais e nas homenagens que tem recebido: Diploma de Honra ao Mérito, concedido pela Câmara Municipal de Macapâ em 1987; "Destaque 1988" conferido pelo Jornal do Dia; Colar do Mérito Judiciário, concedido durante o I Congresso Internacional de Magistrados da Amazônia. Antônio Munhoz também fez parte do Conselho de Cultura do Amapádesde a sua criação em 1985 até sua extinçâo em 1989, além de ser membro da Academia Amapaense de Letras, ocupante da cadeira nº 38, que tem como patrono, Vicente Portugal Júnior. Estes são os dados biográficos do professor Dr.Antônio Munhoz Lopes, um homem que ama a poesia, a música, as cores e o Amapá.

Fontes consultadas:

  1. www.al.ap.gov.br/…
  2. www.al.ap.gov.br/…
  3. porta-retrato-ap.blogspot.com.br/…

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