Dia dos Lanceiros Negros (14 de novembro)

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O Dia dos Lanceiros Negros em 14 de novembro de cada ano, é uma comemoração extraoficial de movimentos negros do Brasil, em homenagem aos Revolucionários Farroupilhas negros [extensiva aos escravos brasileiros que lutaram na "Guerra do Paraguai" ou "Guerra da Tríplice Aliança": Argentina, Brasil e Uruguai contra o Paraguai].

Essa extraoficial de movimentos negros do Brasil tem por fim, marcar a data do traiçoeiro "Massacre de Porongos", que foi protagonizado em 14 de novembro de 1844 nos campos de Porongos [hoje município brasileiro de Pinheiro Machado-RS], por tropas do militar do Brasil Imperial coronel Francisco Pedro de Abreu [mais conhecido como "Moringue"], contra o Corpo de Lanceiros Negros da "Guerra dos Farrapos", matando então de 100 a 700 negros desarmados e desprotegidos, e prendendo mais de 300 farrapos [principalmente brancos] e 35 oficiais,além de cerca de 20 negros [que foram mandados para o Rio de Janeiro, onde provavelmente voltaram a ser escravos], pois conta a história que, na madrugada de 14 de novembro e pouco antes do massacre, o líder revolucionário, David Canabarro, teria mandado tirar todas as armas dos escravos, com o argumento de que os cativos poderiam se rebelar, e [segundo historiadores mais modernos] com o obscuro fim de abrir caminho para a continuação das negociações de paz já em curso por debaixo dos panos com o Governo imperial do Brasil, visto que os farroupilhas sempre prometeram de mentirinha dar liberdade aos escravos que batalhassem a seu favor.

Tal versão é relativamente plausível porque, após o traiçoeiro "Massacre de Porongos", as tais negociações resultaram na assinatura do "Tratado de Ponche Verde", que foi firmado em 25 ou 28 de fevereiro de 1945 pelo próprio revolucionário brasileiro, David Canabarro, com representantes do militar brasileiro do Império do Brasil, Duque de Caxias [Luís Alves de Lima e Silva], pondo então fim à "Revolução Farroupilha", sendo a Farroupilha a única rebelião com quem o Império do Brasil negociou, visto que nas outras revoltas ele sempre reprimiu até o total esmagamento dos levantes.

O "Tratado de Ponche Verde" previa anistia e alforria aos escravos que lutaram na "Guerra dos Farrapos", muito embora para os escravos farroupilhas, esse acordo nada tenha valido na prática, visto que tal documento não foi assinado de fato por qualquer líder imperial mais expressivo, e ainda não contou com a presença do também líder revolucionário, Bento Gonçalves da Silva, que então alegou estar com gripe, e que terminaria ele próprio, por deixar a seus herdeiros 48 escravos de herança.

Aliás, quando se fala de negros farrapos, nunca houve igualdade nas tropas farroupilhas, muito menos democracia racial. Negros e brancos marchavam, comiam, dormiam, lutavam e morriam separadamente. Os oficiais dos combatentes negros eram brancos, e jamais um negro chegou a um posto significante, mesmo que intermediário, de comando. Também era vedado o uso de espadas e armas de fogo de grande porte por parte dos Lanceiros Negros, que também Não lutavam a cavalo, como costumam mostrar nos filmes e mini-séries de TV, mas sim a pé, pois havia o temor de se estes heróis se rebelassem ou fugissem. A arma principal desses guerreiros era a grande lança de madeira, que lhes deu nome e fama, algumas facas, facões, pequenas garruchas, os pés descalços, a bravura e o anseio pela liberdade prometida.

Para conhecimento, Lanceiros Negros é o nome dado a dois corpos de lanceiros, constituídos, basicamente, de negros livres ou de libertos pela República Rio-Grandense, que lutaram na Revolução Farroupilha. Possuíam 8 companhias de 51 homens cada, totalizando 426 lanceiros .
Tornou-se célebre o 1º Corpo de Lanceiros Negros organizado e instruído, inicialmente, pelo antigo capitão do Exército Imperial, coronel Joaquim Pedro, que participara da Guerra Peninsular, e se se destacara nas guerras platinas. Ajudou, nesta tarefa, o veterano e com ação destacada na Guerra Cisplatina, major Joaquim Teixeira Nunes. Este bravo, à frente deste Corpo de Lanceiros Negros, libertos, prestaria relevantes serviços militares à República Rio-Grandense.

Fontes consultadas em 28 de outubro de 2016 às 15:44:06:

  1. pt.wikipedia.org/…
  2. www.diarioliberdade.org/…
  3. anovademocracia.com.br/…
  4. sindjus-rs.jusbrasil.com.br/…
  5. www.sintectrs.org.br/…

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