Dia do Vendedor de Livros (14 de março)

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Próxima Celebração "Dia do Vendedor de Livros": Quarta-Feira, 14 de Março de 2018, : daqui 288 dias, 23:10:44-03:00.
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O Dia do Vendedor de Livros em 14 de março de cada ano, é uma comemoração extraoficial no Brasil, que aparece listada em vários calendários brasileiros de dias festivos, e que também conta com o "Dia Nacional da Poesia" no Brasil e com o "Dia Estadual da Poesia e dos Poetas Populares" no Estado brasileiro do Rio de Janeiro.

Provavelmente, essa data comemorativa extraoficial de brasileiros também tem por fim, marcar a data do aniversário do nascimento do abolicionista e poeta brasileiro do romantismo, Antônio Frederico de Castro Alves [ou simplesmente, Castro Alves], que veio ao mundo em 14 de março de 1847 na fazenda Cabaceiras, a 7 léguas (42 quilômetros) da vila de Nossa Senhora da Conceição de "Curralinho", hoje Castro Alves, no estado da Bahia, e que teve apenas 24 anos de vida, passando à posteridade como o "Poeta dos Escravos", pois suas principais poesias foram marcadas pelo combate à escravidão nas Terras Brasilis.

Há não muitos anos atrás, os vendedores de livros tinham as portas abertas com facilidade, pois os fregueses compradores de enciclopédias e dicionários, além de oferecerem acomodação no sofá para a realização da negociação, forneciam pelo menos sucos, durante a exposição dos catálogos que o vendedor rotinamente carregava durante todo o dia. Ao contrário da agilidade oferecida pelos cartões de crédito durante as compras de nossos dias, os vendedores de livros de antigamente vendiam por meio de promissórias. Além disso, o Show room era feito através da  exposição de catálogos. "A 1ª promissória, além de garantir a compra do produto, também permitia a retirada de uma parte da comissão". O vendedor de livros foi trocado pela internet, que, atualmente, através de leituras resumidas, permite a praticidade da obtenção da busca pela informação, além de também ofertar facilidades para a compra de livros, sejam eles livros físicos, ou digitais.

Para conhecimento, Castro Alves era filho de Antônio José Alves e Clélia Brasília Castro. Sua mãe faleceu em 1859. No colégio, no lar por seu pai, iria encontrar uma atmosfera literária, produzida pelos oiteiros, ou saraus, festas de arte, música, poesia, declamação de versos. Aos 17 anos fez as primeiras poesias. O pai se casou pela 2ª vez em 24 de janeiro de 1862 com a viúva brasileira, Maria Rosário Guimarães. Temendo que seu filho fosse acometido pelo "Mal do Século", no dia seguinte ao do seu casamento, Antônio José Alves embarcou o poeta e seu irmão, Antônio José, para a cidade brasileira de Recife-PE.

Em maio de 1863, submeteu-se à prova de admissão para o ingresso na Faculdade de Direito do Recife, mas foi reprovado. Porém, seria no Recife, tribuno e poeta sempre requisitado nas sessões públicas da Faculdade, nas sociedades estudantis, na plateia dos teatros, incitado desde logo pelos aplausos e ovações, que começava a receber, e ia num crescendo de apoteose. Era um belo rapaz, de porte esbelto, tez pálida, grandes olhos vivos, negra e basta cabeleira, voz possante, dons e maneiras que impressionavam a multidão, impondo-se à admiração dos homens e arrebatando paixões às mulheres. Ocorreram então os primeiros romances, que nos fez sentir em seus versos, os mais belos poemas líricos do Brasil. ainda nesse ano, se apresentou no Teatro Santa Isabel a atriz portuguesa, Eugénia Câmara. Influência decisiva em sua vida, exerceria a atriz, vinda ao Brasil com o ator, dramaturgo, compositor, pianista, poeta e empresário português, Furtado Coelho [Luís Cândido Cordeiro Pinheiro Furtado Coelho].

No dia 17 de maio, Castro Alves publicou no 1º número de "A Primavera" seu 1º poema contra a escravidão: "A canção do africano". A tuberculose se manifestou nele, e, em 1863, teve uma 1ª hemoptise. Em 1864, seu irmão, José Antônio, que parecia sofrer de distúrbios mentais desde a morte de sua mãe, suicidou-se em Curralinho. Ele enfim conseguiu matricular-se na Faculdade de Direito de Recife e, em outubro, viajou para a Bahia. Só retornaria ao Recife em 18 de março de 1865, acompanhado pelo também poeta brasileiro, Fagundes Varela. A 10 de agosto, recitou O Sábio na Faculdade de Direito e se ligou a uma moça desconhecida, Idalina. Em 19 de agosto, alistou-se no Batalhão Acadêmico de Voluntários para a "Guerra do Paraguai". Em 16 de dezembro, voltou com Fagundes Varela a Salvador. Seu pai morreu no ano seguinte, em 23 de janeiro de 1866. Castro Alves voltou ao Recife, matriculando-se no 2º ano da faculdade. Nessa ocasião, juntamente com outros amigos e o então estudante brasileiro de Direito, Rui Barbosa, fundou uma sociedade abolicionista. Em 1866, tornou-se amante de Eugénia Câmara.

A partir daí, teve fase de intensa produção literária e a do seu apostolado por duas grandes causas: uma, social e moral, a da abolição da escravatura; outra política, a república, aspiração política dos liberais mais exaltados. Data de 1866 o término de seu drama "Gonzaga" ou a "Revolução de Minas", representado na Bahia e depois em São Paulo, no qual conseguiu consagrar as duas grandes causas de sua vocação. No dia 29 de maio, resolveu partir para Salvador, acompanhado de Eugénia. Na estreia de "Gonzaga", dia 7 de setembro, no Teatro São João, foi coroado e conduzido em triunfo.

Em janeiro de 1868, embarcou com Eugénia Câmara para a cidade brasileira do Rio de Janeiro-RJ, sendo recebido pelo escritor brasileiro, José de Alencar, e visitado pelo também escritor brasileiro, Machado de Assis, que havia recebido uma missiva de recomendação do escritor de Iracema, onde ele indicava o "Poeta dos Escravos" com as seguintes palavras: "Seja o Virgílio do jovem Dante, conduza-o pelos ínvios caminhos por onde se vai à decepção, à indiferença e finalmente à glória, que são os três círculos máximos da divina comédia do talento". A imprensa publica, mais tarde, a troca de cartas entre ambos, com grandes elogios ao poeta. Em março, viajou com Eugénia para a cidade brasileira de São Paulo-SP. Decidira ali, na Faculdade de Direito de São Paulo, continuar seus estudos, e se matriculou no 3º ano de Direito.

Continuou principalmente a produção intensa dos seus poemas líricos e heroicos, publicados nos jornais ou recitados nas festas literárias, que produziam a maior e mais arrebatadora repercussão. Tinha 21 anos de idade e uma nomeada incomparável na sua geração, que deu entretanto os mais formosos talentos e capacidades literárias e políticas do Brasil. Basta lembrar os nomes de Fagundes Varela, Ruy Barbosa, Joaquim Nabuco, Afonso Pena, Rodrigues Alves, Bias Fortes, Martim Cabral, Salvador de Mendonça, e tantos outros, que lhe assistiram aos triunfos e não lhe disputaram a primazia. É que ele, na linguagem divina que é a poesia, lhes dizia a magnificência de versos que até então ninguém dissera, numa voz que nunca se ouvira, como afirmou o médico, jornalista, orador e ensaísta brasileiro, Antônio Constâncio Alves. Possuía uma voz dessas que fazem pensar no glorioso arauto de Agamenon, imortalizado por Homero, Taltibios, semelhante aos deuses pela voz…, como disse Rui Barbosa. Pregava o advento de uma "era nova", segundo Euclides da Cunha.

Em 7 de setembro de 1868 fez a apresentação pública de "Tragédia no mar", que depois ganharia o nome de "O Navio Negreiro". No dia 25 de outubro, foi reapresentada sua peça "Gonzaga" no Teatro São José, musicada então pelo compositor mineiro, então residente em São Paulo, Emílio do Lago.

Em 28 de agosto de 1868, desfez-se sua ligação com Eugénia Câmara. Depois de aprovado nos exames da Faculdade de Direito, em 11 de novembro, sobreveio-lhe tragédia de grandes consequências: Castro Alves se feriu no pé com um tiro, durante uma caçada na várzea do Brás. Disso resultou longa enfermidade, cirurgias. Em março de 1869, matriculou-se no 4º ano do curso jurídico, mas a 20 de maio, tendo piorado seu estado, decidiu viajar para o Rio de Janeiro, para salvar a vida, mas com o martírio de uma amputação. Em junho, os cirurgiões e professores da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, Andrade Pertence e Mateus de Andrade, amputaram seu membro inferior esquerdo sem qualquer anestesia. No dia 31 de outubro, assistiu a uma representação de Eugénia Câmara, no Teatro Fênix Dramática. Ali a viu por última vez, pois a 25 de novembro decidiu partir para Salvador. Mutilado, estava obrigado a procurar o consolo da família e os bons ares do sertão.

Em fevereiro de 1870, seguiu para Curralinho, para melhorar a tuberculose que se agravara, tendo vivido na fazenda Santa Isabel, na localidade brasileira de Itaberaba-BA. Em setembro, voltou para Salvador. Ainda leria, em outubro, "A Cachoeira de Paulo Afonso" para um grupo de amigos, e lançaria "Espumas flutuantes". Mas pouco durou. Sua última aparição em público se deu em 10 de fevereiro de 1871, numa récita beneficente. Morreu às três e meia da tarde, no solar da família no Sodré, Salvador-BA, em 6 de julho de 1871. Seus escritos póstumos incluem apenas um volume de versos: "A Cachoeira de Paulo Afonso" (1876), "Os Escravos" (1883) e, mais tarde, "Hinos do Equador" (1921). É patrono da cadeira 7 da Academia Brasileira de Letras.

Fontes consultadas:

  1. homenagemdodia.wordpress.com/…
  2. www.portaldapropaganda.com.br/…
  3. espaconovomundo.com.br/…
  4. www1.folha.uol.com.br/…
  5. gigadicas.com/…

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