Dia do Sulanqueiro (20 de novembro)

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O Dia do Sulanqueiro em 20 de novembro de cada ano, é uma comemoração no Estado brasileiro do Pernambuco, que foi instituída pela Lei Nº 11.012 de 27 de dezembro de 1993.

Para conhecimento, sulanqueiro é um profissional ligado à atividade de sulanca, que começou no final dos anos 40, quando a atual cidade brasileira de Santa Cruz do Capibaribe-PE, hoje, com mais de 70 mil moradores, ainda era uma vila de cerca de 2 mil habitantes, com o trabalho pioneiro dos comerciantes brasileiros, Pedro Diniz, Manoel Caboclo e Dedé Moraes, na venda de retalhos, enquanto subprodutos de fábricas de tecidos, o que permitiu a confecção de cobertas de retalhos, a partir do que se partiu para o fabrico de roupas com retalhos maiores, tudo a preços populares, até chegar nos dias atuais, em que a região converteu-se no maior polo de confecções do Norte/Nordeste do Brasil, tudo por causa da sulanca, que passou de simples cobertas e roupas populares para confecção de qualidade, que hoje nada fica a dever a outros produtos convencionais do gênero no mercado, fazendo com que a Sulanca signifique hoje, por extensão, todos os tecidos e confecções fabricados ou comercializados na região de Santa Cruz do Capibaribe-PE, Toritama-PE e Caruaru-PE, que formam hoje o destacado circuito das confecções em Pernambuco, ou produzidos noutras partes que acompanharam o modelo santa-cruzense.

O termo sulanca pode ter surgido da união das palavras sul com helanca, uma malha vinda do Sul do Brasil ou, ainda, a partir de uma designação depreciativa dada ao produto no seu início [algo como sucata ou coberta ou roupa feita pelo povo de maneira mal acabada com pedaços de retalhos]. Assim, é provável que o sude sulanca tenha vindo de sucata assim como o lanca, de helanca. Nessa última versão, a sulanca com seus retalhos e formas mal acabadas de fabrico, originariamente, estaria para a confecção usual da mesma maneira que a sucata está para o equipamento normal, representado por ferros velhos, produtos imprestáveis, entre outros.

O negócio de sulancas deu tão certo que outras regiões deste e de outros estados o copiaram com êxito. Pelo menos no Nordeste, ela está presente hoje praticamente em toda parte.
Tal qual em seu princípio, o comércio de sulanca ainda é caracterizado pela informalidade dominante, por suas vendas no atacado e por ter preços mais reduzidos [em grosso ou no varejo], num modo eficiente de gerar e distribuir renda, apesar de pecados como sonegação e outros.

Fontes consultadas em 30 de outubro de 2016 às 04:38:20:

  1. legis.alepe.pe.gov.br/…
  2. www.oocities.org/…

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