Dia do Reservatório Billings (27 de março)

Licença Creative Commons, para reproduzir tem que citar fonte com link. URL curta: http://datascomemorativas.org/4059

Próxima Celebração "Dia do Reservatório Billings": Terça-Feira, 27 de Março de 2018, : daqui 331 dias, 11:15:34-03:00.
Tempo médio de leitura para essa data comemorativa: ± 4 minutos.

O Dia do Reservatório Billings em 27 de março de cada ano, é uma comemoração no Estado brasileiro de São Paulo, que foi estatuída pela Lei Nº 12.365 de 27 de abril de 2006.

Essa data comemorativa do Estado de São Paulo tem por fim, marcar a data de 27 de março de 1925, em que o então presidente da República dos Estados Unidos do Brasil, Arthur Bernardes, concedeu à empresa de energia elétrica da região, ros de São Paulo Railway, Light & Power Co., o direito de represamento de alguns rios do ABC e da Capital paulista, para que se formasse um reservatório [lago artificial] no Alto da Serra do Mar, que, mais tarde, seria batizado como "Reservatório Billings", cujo nome teve por fim homenagear o engenheiro norte-americano, Asa White Kenney Billings, que então foi o responsável pela obra ligada aos municípios brasileiros de Santo André-SP, São Bernardo-SP, Diadema-SP, Mauá-SP, Ribeirão Pires-SP e Rio Grande da Serra-SP, com seus mais de um trilhão de litros d'água represados e uma capacidade total de produção de 890 mil KW, em conjunto com o reservatório do Rio das Pedras na orla da serra do mar.

Para conhecimento, a represa Billings é um dos maiores e mais importantes reservatórios de água da Região Metropolitana de São Paulo. A oeste, faz limite com a bacia hidrográfica da Guarapiranga e, ao sul, com a serra do Mar. Seus principais rios e córregos formadores são o rio Grande ou Jurubatuba. Inicialmente, a represa tinha o objetivo de armazenar água para gerar energia elétrica para a usina hidrelétrica Henry Borden, em Cubatão. O engenheiro Billings propôs o barramento do rio Grande (ou Jurubatuba), nas proximidades do bairro Pedreira, em Santo Amaro, para formação de um reservatório e, posteriormente, o desvio das águas desse para o rio das Pedras. Em seguida a água assim desviada seria lançada em um túnel escavado na Serra do Mar para movimentar as turbinas de uma usina hidrelétrica a ser construída ao pé da serra, em Cubatão. Por fim, após passar pela usina, a água seria despejada no rio Cubatão e seguiria em direção ao mar.

Em função do elevado crescimento populacional e industrial da Grande São Paulo ter ocorrido sem planejamento, principalmente ao longo das décadas de 1950 a 1970, a represa Billings possui pequenos trechos poluídos com esgotos domésticos, industriais e metais pesados. Apenas os braços Taquecetuba e Riacho Grande são utilizados para abastecimento de água potável pela SABESP [Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo S.A.], às águas de São Paulo, São Bernardo, Diadema e Santo André. A pesca amadora é muito praticada, devido às espécies de peixes encontradas, como tilápias, lambaris, carpas húngaras e traíras, entre outras.

A construção da represa teve início em 1925 e término em 1927, quando se iniciou o enchimento do reservatório. Na década de 1940 teve início o desvio de parte das águas do rio Tietê para a represa, aumentando-se assim sua vazão, o que possibilitou a ampliação da capacidade de geração de energia elétrica. O desvio das águas foi possível revertendo-se o curso natural do rio Pinheiros por meio da construção de duas usinas elevatórias, Pedreira e Traição, situadas no leito do próprio rio. O crescimento populacional da RMSP [Região Metropolitana de São Paulo] obrigou o Poder Público a buscar alternativas para atender à crescente demanda por água. A dificuldade para viabilizar novos locais onde a água pudesse ser armazenada, captada, transportada, tratada e oferecida à população obrigou ao uso múltiplo das águas, como é o caso da represa Billings. Atualmente os sistemas produtores de água para abastecimento da Metrópole são oito: Alto Cotia, Baixo Cotia, Alto Tietê, Cantareira, Guarapiranga, Ribeirão da Estiva, Rio Claro e Rio Grande.

Mesmo com 8 Sistemas Produtores, o total da água produzida na Bacia é suficiente para abastecer somente metade das necessidades da RMSP. Uma das principais causas é o comprometimento da qualidade das águas dos rios Tietê, Pinheiros, Ipiranga, Anhangabaú e Tamanduateí. O Sistema Rio Grande, situado na represa Billings, produz 4,8 mil litros de água por segundo e abastece 1,6 milhão de pessoas em Diadema, São Bernardo do Campo e parte de Santo André. A represa Billings é o maior reservatório da Região Metropolitana de São Paulo. Subdivide-se em 8 braços principais, correspondentes aos cursos d’água que são seus formadores: Alvarenga, Bororé, Capivari, Cocaia, Pedra Branca, Rio Grande, Rio Pequeno e Taquacetuba. Foi originalmente criada para geração de energia elétrica, mas, posteriormente, com a reversão das águas do rio Pinheiros, constatou-se sua utilidade no controle de enchentes e afastamento de efluentes industriais e domésticos da cidade de São Paulo, despejados no rio Tietê.

A cidade crescia rapidamente e a falta de investimentos em sistemas de coleta e tratamento de esgotos ocasionou aumento da poluição do rio Tietê e de seus afluentes. Com o passar do tempo, o bombeamento das águas poluídas dos rios Tietê e Pinheiros passou a comprometer a qualidade da água da represa, também utilizada para abastecer a população. A gravidade da situação provocou embate entre o Poder Público e setores da sociedade civil organizada. Entidades ambientalistas exigiam a paralisação do bombeamento; representantes de indústrias reivindicavam sua manutenção para suprir a demanda por energia elétrica. O impasse foi finalizado em 1993, com a decisão do governo estadual de limitar o bombeamento para controlar enchentes em São Paulo, nos períodos de chuvas intensas.

Fontes consultadas:

  1. www.al.sp.gov.br/…
  2. pt.wikipedia.org/…
  3. www2.santoandre.sp.gov.br/…
  4. novosestudos.org.br/…

Para dúvidas, críticas, sugestões, reclamações, convites e outros assuntos, por favor, Entre em contato

Licença Creative Commons, para reproduzir tem que citar fonte com link. URL curta: http://datascomemorativas.org/4059

RSS/XML