Dia do Presente das Águas (2 de fevereiro)

Licença Creative Commons, para reproduzir tem que citar fonte com link. URL curta: http://datascomemorativas.org/3654

Próxima Celebração "Dia do Presente das Águas": Sexta-Feira, 2 de Fevereiro de 2018, : daqui 222 dias, 14:50:05-03:00.
Tempo médio de leitura para essa data comemorativa: ± 3 minutos.

O Dia do Presente das Águas em 2 de fevereiro de cada ano, é uma comemoração no Estado brasileiro do Rio de Janeiro, que foi estabelecida pela Lei Nº 1.017 de 15 de julho de 1986, e que foi ratificada pela Lei Nº 5.645 de 6 de janeiro de 2010, como parte do calendário turístico da FLUMITUR [COMPANHIA DE TURISMO DO ESTADO DO RIO S/A], atual TurisRio.

Essa data comemorativa do Estado do Rio de Janeiro está relacionada com o "Dia de Iemanjá" de várias localidades brasileiras, que é celebrada, por exemplo, com a "Festa de Iemanjá" no bairro soteropolitano do Rio Vermelho da cidade brasileira de Salvador-BA, envolvendo milhares de pessoas que, trajadas de branco, saem em procissão até ao templo-mor, localizado próximo à foz do rio Vermelho, onde depositam variedades de oferendas, tais como espelhos, bijuterias, comidas, perfumes e toda sorte de agrados para a Rainha do mar, além de que esse dia festivo está declarado como Patrimônio Imaterial do Estado do Rio de Janeiro pela Lei Nº 5.495 de 29 de junho de 2009, para ser também comemorado com festejos programados e realizados pelas Secretarias de Turismo e Ciência e Cultura e incluídos no calendário oficial e turístico do Estado dos cariocas, sendo que as Secretarias acima mencionadas também deverão dar especial atenção às providências necessárias à segurança e ao bem-estar do público, muito embora o "Dia de Iemanjá" do Estado do Rio de Janeiro esteja oficialmente instituído para a data de 31 de dezembro de cada ano, de acordo com a Lei Nº 1.088 de 3 de dezembro de 1986 e Lei Nº 5.645 de 6 de janeiro de 2010.

Para conhecimento, Iemanjá é um orixá de grande popularidade entre os seguidores de religiões afro-brasileiras, e também respeitado por membros de outras religiões. Ela é o orixá africano do povo Egba, divindade originalmente associada aos rios e desembocaduras de águas, tanto doces, quanto salgadas. Seu culto principal situava-se em Abeokuta e outros povoados na beira do rio Ògùn na nigéira, de onde manifesta-se em qualquer outro corpo de água. É também conhecida no Brasil pelos epítetos Iyá Ori, Mãe d'água, Rainha do Mar, Sereia, Inaê, Aiucá, ou Maria princesa do Aioká, sendo, por vezes, confundida com o NkisiNdanda Lunda e a entidade Mami Wata. Iemanjá também é popularmente conhecida como Dona Janaína. É identificada no jogo do merindilogun pelos odus Irosun e ossá e representada no candomblé através do assentamento sagrado denominado igba yemanja. Manifesta-se nos iniciados em seus mistérios (eleguns) ou médiuns através de possessão ou transe, ato em que os orixás, nas palavras da socióloga brasileira, Rosamaria Barbara: "vem para dançar e mostrar os seus poderes, representando em gestos suas ações míticas".

Na mitologia yoruba, Iemanjá é filha de Olokun, soberana dos mares. Em Cuba, Iemanjá confunde-se com o culto de Olokun, ao ponto de serem postas em algumas ocasiões como duas manifestações do mesmo princípio, compartilhando atributos mas ambivalentes em arquétipo, lhe sendo associado um papel primordial na criação. É a estreita relação com Olokun, juntamente com a perda do culto a esta no processo de diáspora africana, o motivo para a associação de Iemanjá aos mares no Novo Mundo. Principalmente no Brasil e em Cuba, seu culto passou por novas reinterpretações. Também consolidou-se a atribuição de Mãe de todos os Orixás e, consequentemente, seu papel na gênese da vida. Nas palavras da professora brasileira de artes cênicas, Denise Mancebo Zenícola, Iemanjá "representa o poder progenitor feminino; é ela que nos faz nascer, divindade que é maternidade universal, a Mãe do Mundo".

No Brasil, Iemanjá desenvolveu profunda influência na cultura popular, como música e literatura, adquirindo, no processo de consolidação da cultura brasileira, cada vez mais aspectos sincréticos às influências étnicas do Novo Mundo, ou que neste se encontraram, se tornando personagem mítico mais ilustrativamente brasileiro do que ancestral africano, conforme pode ser observado através de sua representação por diversos intelectuais, artistas, e pelo folclore popular que, em sua imagem, reuniram as "3 raças". Figura, na Dona Janaína, uma personalidade à parte, sedutora, sereia dos mares nordestinos, com cultos populares simbólicos que, muitas vezes, não expressam, necessariamente, uma liturgia real, esta última ainda conservada rigorosamente pelos cultos afro-brasileiros. Nessa visão, segundo a professora brasileira de ciências sociais, Teresinha Bernardo, Iemanjá "(...)é mãe e esposa. Ela ama os homens do mar e os protege. Mas quando os deseja, ela os mata e faz deles seus esposos no fundo do mar".

É considerado o orixá mais popular do Brasil e em Cuba, sendo festejado com festas públicas. Iemanjá é reverenciada como majestade dos mares. Senhora dos oceanos, sereia sagrada. Iemanjá é a Rainha das águas salgadas, considerada como a mãe de todos os Orixás, regente absoluta dos lares, protetora da família. Chamada também como a Deusa das Pérolas. Por isso, seguindo a tradição, todos os anos, muitos pescadores homenageiam e oferecem presentes à Iemanjá, pedindo a ela que lhes dê fartura de peixes e um mar tranquilo.

Fontes consultadas:

  1. alerjln1.alerj.rj.gov.br/…
  2. alerjln1.alerj.rj.gov.br/…
  3. alerjln1.alerj.rj.gov.br/…
  4. pt.wikipedia.org/…
  5. www.significados.com.br/…

Para dúvidas, críticas, sugestões, reclamações, convites e outros assuntos, por favor, Entre em contato

Licença Creative Commons, para reproduzir tem que citar fonte com link. URL curta: http://datascomemorativas.org/3654

RSS/XML