Dia do Paleontólogo (7 de março)

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Próxima Celebração "Dia do Paleontólogo": Quarta-Feira, 7 de Março de 2018, : daqui 166 dias, 07:25:27-03:00.
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O Dia do Paleontólogo em 7 de março de cada ano, é uma comemoração no Brasil, que foi estabelecida pelo Artigo XXXVI do Título VIII do Estatuto da SBP [Sociedade Brasileira de Paleontologia].

Essa data comemorativa da Sociedade Brasileira de Paleontologia no Brasil tem por fim, marcar a data da fundação da própria SBP, que foi constituída em 7 de março de 1958, com sede na cidade brasileira do Rio de Janeiro-RJ, e com um emblema escolhido e aprovado em Assembleia realizada em 24 de julho de 1961, e que está aberta aos profissionais das áreas de Geologia, Biologia, Geografia, Arqueologia, Medicina e Química, na ciência que estuda fósseis animais e vegetais.

De acordo com o seu próprio Estatuto supracitado, a Sociedade é uma associação científica, sem fins lucrativos, que pretende promover, incrementar e divulgar estudos e pesquisas paleontológicas e de ciências correlatas, bem como fomentar o intercâmbio entre paleontólogos do Brasil e do exterior, com a finalidade de aumentar os conhecimentos científicos para o bem estar da Humanidade. Ela representa os interesses de Paleontologia perante a comunidade e outras instituições nacionais e internacionais.

Para conhecimento, paleontólogo é o cientista responsável pelos estudo da paleontologia, e paleontologia é a ciência natural que estuda a vida do passado da Terra e o seu desenvolvimento ao longo do tempo geológico, bem como os processos de integração da informação biológica no registro geológico, isto é, a formação dos fósseis. Segundo se estima, a vida na Terra surgiu há aproximadamente 3,5 bilhões de anos e, desde então, restos de animais e vegetais, ou indícios das suas atividades ficaram preservados nas rochas. Estes restos e indícios são denominados fósseis e constituem o objeto de estudo da Paleontologia.

A paleontologia desempenha um papel importante nos dias de hoje. Já não é a ciência hermética, restrita aos cientistas e universidades, porque todos, de uma forma ou de outra, terminam por se interessar pela história da Terra e dos seus habitantes durante o passado geológico, para melhor conhecerem as suas origens. O objeto imediato de estudo da Paleontologia são os fósseis, pois são eles que, na atualidade, encerram a informação sobre o passado geológico do planeta Terra. Por isso, se diz frequentemente que a Paleontologia é, simplesmente, a ciência que estuda os fósseis. Contudo, esta é uma definição redutora, que limita o alcance da Paleontologia, pois os seus objetivos fundamentais não se restringem ao estudo dos restos fossilizados dos organismos do passado. A Paleontologia não procura apenas estudar os fósseis, procura também, com base neles, entre outros aspectos, conhecer a vida do passado geológico da Terra.
Uma vez que os fósseis são objetos geológicos com origem em organismos do passado, a Paleontologia é a disciplina científica que estabelece a ligação entre as ciências geológicas e as ciências biológicas. Conhecimentos acerca da Geografia, por exemplo, são de suma importância para a paleontologia, entre outros, porque através da geografia se pode relacionar o posicionamento e distribuição dos dados coligidos pelo globo.

A informação sobre a vida do passado geológico está contida nos fósseis e na sua relação com as rochas e os contextos geológicos em que ocorrem. O mundo biológico que hoje conhecemos é o resultado de milhares de milhões de anos de evolução. Assim, só estudando paleontologicamente o registo fóssil, ou seja, o registo da vida na Terra, é possível entender e explicar a diversidade, a afinidade e a distribuição geográfica dos grupos biológicos atuais. Este tipo de estudo tornou-se viável através dos trabalhos do naturalista francês da 1ª metade do século XIX, Georges Cuvier [Jean Leopold Nicolas Fréderic Cuvier], que desenvolveu métodos diversamente variados e programas de pesquisas nas áreas da história natural, e que, mediante a aplicação das suas leis da Anatomia Comparada, comprovou o fenómeno da extinção e da sucessão biótica. Estas leis permitiram as reconstruções paleontológicas dos organismos que frequentemente eram encontrados no registo fossilífero somente de forma fragmentada, ou mesmo, apenas como algumas partes fossilizadas.

Desta maneira, os resultados dos trabalhos de Georges Cuvier possibilitaram, posteriormente, a elaboração de sequências evolutivas, que seriam fundamentais para a defesa do evolucionismo, uma teoria Desenvolvida principalmente pelo cientista inglês, Charles Darwin. Também com base no princípio de que "o presente é a chave do passado", enunciado pelo advogado e geólogo britânico, Charles Lyell, enquanto popularizador do uniformitarianismo, e partindo do conhecimento dos seres vivos atuais e ainda do seu estudo biológico, é possível extrapolar-se muita informação sobre os organismos do passado, como o modo de vida, tipo trófico, de locomoção e de reprodução, entre outros, e isso é fundamental para o estudo e a compreensão dos fósseis.

Assim, a partir dos fósseis, uma vez que são vestígios de organismos de grupos biológicos do passado que surgiram e se extinguiram em épocas definidas da história da Terra, se pode fazer a datação relativa das rochas em que ocorrem e estabelecer correlações, (isto é, comparações cronológicas, temporais) entre rochas de locais distantes que apresentem o mesmo conteúdo fossilífero. O estudo dos fósseis e a sua utilização como indicadores de idade das rochas são imprescindíveis para a prospecção e exploração de recursos geológicos tão importantes, como o carvão e o petróleo, por exemplo.

Fontes consultadas:

  1. www.sbpbrasil.org/…
  2. pt.wikipedia.org/…

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