Dia do Maçom Pernambucano (6 de março)

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Próxima Celebração "Dia do Maçom Pernambucano": Terça-Feira, 6 de Março de 2018, : daqui 194 dias, 11:29:31-03:00.
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O Dia do Maçom Pernambucano em 6 de março de cada ano, é uma comemoração de maçons do Estado brasileiro do Pernambuco, que foi instituída pela Lei Nº 1 de 2008 aprovada pela PAEL [Poderosa Assembléia Estadual Legislativa] Maçônica Grande Oriente do Pernambuco e sancionada pelo Grão-Mestre Estadual, obrigando todas as Lojas Jurisdicionadas a celebrarem esta data magna com Sessão Magna, interna ou pública.

Essa data comemorativa de maçons do Estado do Pernambuco é uma homenagem aos irmãos maçons que em defesa dos ideais de liberdade, fraternidade e igualdade, consagrados pela Maçonaria Universal, ofereceram suas vidas e suas liberdades, ao liderarem o 1º movimento republicano denominado "Revolução Pernambucana de 1817", de caráter Republicano e Liberal], que, enquanto Marco dos Ideais de Liberdade do Povo Pernambucano, envolveu proprietários de terras e de escravos, comerciantes e militares do Pernambuco a partir de 6 de março de 1817, contra o domínio dos portugueses que então reinavam desde a cidade brasileira do Rio de Janeiro-RJ, entre os quais se pode citar o Frei Caneca, o Padre Miguel Joaquim de Almeida Castro [o Frei Miguelinho], Domingos José Martins, o Padre João Ribeiro Pessoa de Melo Montenegro, o Vigário de Santo Antônio, Luiz José Cavalcanti, o comerciante Antônio Gonçalves da Cruz "Cabugá", o Capitão Domingos Teotônio Jorge, o capitão Pedro da Silva Pedroso o tenente José Mariano de Albuquerque Cavalcanti e o capitão José de Barros Lima, "O Leão coroado" tendo sido este maçom que deflagrou o movimento, ao resistir à prisão e matar o oficial que fora prendê-lo, entre muitos outros maçons que entregaram sua liberdade e vida acreditando nos ideais da revolução que viria a criar no Nordeste uma república livre do domínio português e da hegemonia político-econômica do Rio de Janeiro, a qual era a residência da Casa Real Portuguesa.

O padre maçom Francisco Muniz Tavares, participante da revolução, descreve da seguinte forma a influência da Maçonaria no movimento pernambucano: "[...] Na vida efêmera de 74 dias, decurso do regime republicano de 1817, a revolução espalhou-se rapidamente não só ao norte e sul, graças as credenciais de Suassuna preparando o espírito dos irmãos ao norte em repetidas viagens, de Teotônio Jorge fazendo o mesmo ao sul e de José Luiz Mendonça iniciando em sua casa os capitães do interior. Para o provar citamos as palavras de Oliveira Lima, referindo-se à generalização no centro da província e na Paraíba, onde não foi preciso inflamar a propaganda: “Os proprietários rurais, os militares e os populares que marchavam para a capital da capitania onde as lojas maçônicas havia anos se nutriam dos novos ideais, foram ali recebidos com efusão, sendo proclamado o novo regime no dia 13 de março e organizada uma junta temporária, a exemplo de Pernambuco. [...]"

Para conhecimento, a chamada "Revolução Pernambucana", também conhecida como "Revolução dos Padres" e "Revolução de 1817", foi um movimento emancipacionista que eclodiu em 6 de março de 1817, na então Capitania brasileira de Pernambuco.
Dentre as suas causas, destacam-se a influência das ideias Iluministas propagadas pelas sociedades maçônicas (sociedades secretas), a crise econômica regional, o absolutismo monárquico português e os enormes gastos da Família Real e seu séquito recém-chegados ao Brasil, pois o Governo de Pernambuco também era obrigado a enviar para o Rio de Janeiro, grandes somas de dinheiro para custear salários, comidas, roupas e festas da Corte, o que ocasionava o atraso no pagamento dos soldados, gerando grande descontentamento do povo brasileiro.
A "Revolução de 1817" foi o único movimento separatista do período colonial que ultrapassou a fase conspiratória e atingiu o processo revolucionário de tomada do poder.

O movimento se iniciou com a ocupação da atual cidade brasileira de Recife-PE, em 6 de março de 1817. No regimento de artilharia, o capitão José de Barros Lima [conhecido como Leão Coroado], reagiu à voz de prisão e matou a golpes de espada o comandante Barbosa de Castro. Depois, na companhia de outros militares rebelados, tomou o quartel e ergueu trincheiras nas ruas vizinhas para impedir o avanço das tropas monarquistas. O governador Caetano Pinto de Miranda Montenegro refugiou-se no Forte do Brum, mas, cercado, acabou se rendendo.

O movimento foi liderado por Domingos José Martins, com o apoio de Antônio Carlos de Andrada e Silva e de Frei Caneca. Tendo conseguido dominar o Governo Provincial, se apossaram do tesouro da província, instalaram um governo provisório e proclamaram a República.

Em 29 de março de 1817 foi convocada uma assembleia constituinte, com representantes eleitos em todas as comarcas. Nela, foi estabelecida a separação entre os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário; o catolicismo foi mantido como religião oficial — porém com liberdade de culto —; foi proclamada a liberdade de imprensa (uma grande novidade no Brasil); e foram abolidos alguns impostos. A escravidão, entretanto, foi mantida.

À medida que o calor das discussões e da revolta contra a opressão portuguesa aumentava, crescia, também, o sentimento de patriotismo dos pernambucanos, ao ponto de passarem a usar nas missas a aguardente (em lugar do vinho) e a hóstia feita de mandioca (em lugar do trigo), como forma de marcar a sua identidade.

Dominada a revolução cerca de 3 meses mais tarde, foi desmembrada de Pernambuco, com sanção do então Rei português, Dom João VI de Portugal, a comarca de Alagoas, cujos proprietários rurais haviam se mantido fiéis à Coroa, o que fez com que, como recompensa, pudessem formar uma província independente.

Apesar de os revolucionários haverem ficado no poder menos de 3 meses, conseguiram abalar a confiança na construção do império americano sonhado por Dom João VI. A coroa nunca mais estaria segura de que seus súditos eram imunes à contaminação das ideias responsáveis pela subversão da antiga ordem na Europa.

Em que pese essa constatação e diante de sentenças severas, um ano depois todos os revoltosos foram anistiados, e apenas quatro haviam sido executados.
Poucos anos mais tarde, vários desses revolucionários republicanos perdoados em 1817, viriam a participar da "Confederação do Equador", que também foi sufocada e terminou por causar mais uma perda territorial aos pernambucanos, quando o então Imperador do Brasil, Dom Pedro I, determinou, através de um decreto Imperial de 7 de julho de 1824, o desligamento do extenso território da então Comarca do Rio São Francisco (atual Oeste Baiano), passando-o, inicialmente, para o atual Estado brasileiro de Minas Gerais e, depois, para o atual Estado brasileiro da Bahia.

Fontes consultadas:

  1. xa.yimg.com/…
  2. blogjornalsinaculo.blogspot.com.br/…
  3. historiasylvio.blogspot.com.br/…

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