Dia do Jongo (26 de julho)

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Próxima Celebração "Dia do Jongo": Quinta-Feira, 26 de Julho de 2018, : daqui 304 dias, 04:01:56-03:00.
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O Dia do Jongo em 26 de julho de cada ano, é uma comemoração do Estado brasileiro do Rio de Janeiro, que foi instituída pela Lei Nº 6098 de 5 de dezembro de 2011, pela qual se alterou a Lei Nº 5.645 de 6 de janeiro de 2010, para oficializar uma data comemorativa que já vinha sendo festejada há mais de 150 anos por comunidades jongueiras no "Dia de Nanã" do Estado dos cariocas.

A Lei supracitada do Rio de Janeiro, além de autorizar o Poder Executivo do Estado dos cariocas a disponibilizar os recursos necessários a viabilizar o disposto na referida Lei, determina que por ocasião dos festejos desse dia comemorativo, deverão fser desenvolvidas em todo o Estado e em especial nas escolas públicas estaduais, ações, estratégias e políticas, elaboração de projetos e organização de debates, seminários, audiências públicas e outros eventos relacionados ao jongo.

Os jongueiros festejavam esse dia comemorativo já a tanto tempo, porque Nanã é tida como padroeira do Jongo [conhecido ainda como caxambu e tambu], uma importante manifestação cultural africana desde os tempos da escravidão no Brasil, integrando tambores, canto e dança, que se acredita ter influído na formação do samba carioca e brasileiro, enquanto dança comunitária de origem rural, vinda com os escravos bantos trazidos de Angola.

Essa manifestação cultural dos então escravos, uma dança de roda, espécie de samba, que se movimenta em sentido anti-horário, e que só é dançada à noite,foi difundida nas fazendas de café e cana-de-açúcar na região do Vale do Paraíba no sul do Rio de Janeiro e norte de São Paulo,além do Espírito Santo e do Sul e Sudeste de Minas Gerais, durante o período colonial e da escravidão brasileira, sendo dançada com uma coreografia diferente em cada lugar, como forma de resistência à dominação dos Senhores e porque não, também dos portugueses.

Em 2005, o jongo foi reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil pelo IPHAN [Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional] brasileiro.

Para conhecimento, Nanã , também chamada Nanã Buruku, Nanã Buluku, Nanã Buru, Nanã Boroucou, Nanã Borodo, Anamburucu ou Nanã Borutu, é um orixá das chuvas, dos mangues, do pântano, da lama [barro molhado], senhora da Morte e deusa dos mistérios, responsável pelos portais de entrada [reencarnação] e saída [desencarne] em cultos de religiões afro-brasileiras.
Nanã é um sincretismo de Sant'Ana ou Santa Ana de várias igrejas Cristãs, nos cultos africanos, esposa de Oxalá e mãe de Obaluaiyê, Iroko, Osanyin, Oxumarê, Yewá, Omolu e Exu.

Fontes consultadas:

  1. alerjln1.alerj.rj.gov.br/…
  2. pt.wikipedia.org/…
  3. www.robsonleite.com.br/…

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