Dia do Inventor Mexicano ou "Día del Inventor Mexicano" (17 de fevereiro)

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Próxima Celebração "Dia do Inventor Mexicano" ou "Día del Inventor Mexicano": Sábado, 17 de Fevereiro de 2018, : daqui 233 dias, 18:04:54-03:00.
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O Dia do Inventor Mexicano ou "Día del Inventor Mexicano" em 17 de fevereiro de cada ano, é uma comemoração no México desde pelo menos 1993, que aparece listada em vários calendários mexicanos de dias festivos, muito embora eu não tenha encontrado até o momento, qualquer norma legal ou entidade de classe que endosse tal celebração.

Essa data comemorativa de mexicanos tem por fim, marcar a data do aniversário do nascimento do engenheiro e inventor mexicano, Guillermo González Camarena, que veio ao mundo em 17 de fevereiro de 1917, e que criou um tipo de televisão a cores, apresentada em 1939 ou 1940 na sua própria casa, ante o assombro de inúmeros espectadores.

Segundo se conta, ele inventou um sistema para se transmitir televisão a cores em todo o mundo, que ficou conhecido como STSC [sistema tricromático sequencial de campos]. Mais tarde, nos anos 1960, inventou também, um sistema mais simples para geração de transmissão de TV a cores, o sistema bicolor simplificado. Foi um homem de facetas múltiplas, que, com igual perspicácia, pesquisava, inventava ou compunha canções. González Camarena lançou a TV a cores no México, bem antes, cerca de 14 anos, que o aparecimento do NTSC [Comitê Nacional de Sistema de Televisão ou "National Television System Committee"], o sistema analógico de transmissão de televisão usado na América do Norte, América Central e grande parte da América do Sul, além do Japão, entre outros países. Uma tecnologia derivada do NTSC é o sistema PAL [Linha de Fase Alternada ou "Phase Alternate Line"], que tem versões empregadas na Europa e alguns países da América do Sul, como Argentina, Uruguai e Brasil.

Para conhecimento, os pais de Guillermo foram Arturo Jorge González e Sara Camarena Navarro; seu avô materno foi o distinto advogado do foro Jalisciense e Governador Constitucional do Estado mexicano de Jalisco de 1875 a 1876 e 1877 a 1879, Lic. Jesús Leandro Camarena. Foi o mais novo de 8 irmãos, entre eles, o pintor e escultor mexicano, Jorge González Camarena.
Após viver na cidade mexicana de Guadalajara-JC, a sua família se mudou para a Cidade do México, quando Guillermo tinha 7 anos de idade. Quando era ainda um menino, fabricou brinquedos movidos a eletricidade, aos 8 anos, logrou fazer seu 1º transmissor de rádio, e aos 12 anos, construiu seu 1º rádio amador; cabe ressaltar que, desde tenra idade Guillermo manifestou um interesse muito grande pela eletricidade e pela eletrônica, havendo quem assegurasse que o verdadeiro interesse dele, era por tratar de conseguir transportar as coisas de um lugar para o outro por meio da eletricidade. Ao que parece, isso se derivou de algumas experiências feitas por ele juntamente com seus amigos ao contemplar no céu, algo que hoje em dia poderia ser denominado como un disco voador.

Muito jovem Guillermo ingressou ao CECYT 1 [Centro de Estudos Tecnológicos Número 1 ou "Centro de Estudios Científicos y Tecnológicos Número 1"], IPN [Gonzalo Vázquez Vela" (Vocacional 1], e, en 1939, se graduou na então ESIME [Escola Superior de Engenharia Mecânica e Elétrica ou "Escuela Superior de Ingeniería Mecánica y Eléctrica"] do IPN [Instituto Politécnico Nacional] do México; obteve sua 1ª licença de Rádio 2 anos mais tarde. Também foi um aficionado por astronomia, construindo seus próprios telescópios e foi membro da Sociedade Astronômica do México ou "Sociedad Astronómica de México"; seu interesse pela observação do céu e cultivar a possibilidade de viajar pelo espaço levou-o a fazer inúmeros experimentos juntamente com o também engenheiro mexicano, Humberto Ramírez Villareal, cujos experimentos chegaram ao ponto de que tivessem desenvolvido o que ele chamou de o "Electrodisco", a partir de desenhos retirados e aperfeiçoados de revistas científicas norte-americanas e Dossiês ou "Dossieres" do mundo dos Discos Voadores; pois é importante lembrar que, em fins dos anos 1940 e princípios e meados dos anos 1950, esse tema estava em alta nas Américas.

No ano de 1939, González Camarena inventou o seu Adaptador Cromoscópico para aparelhos de televisão ou "Adaptador Cromoscópico para Aparatos de Televisión", considerado o 1º sistema de transmissão para a televisão a cores. em 19 de agosto de 1940, apresentou seu 1º pedido de patente, junto à então Secretaria de Economia Nacional ou "Secretaría de la Economía Nacional" do México, outorgada sob o número MX-402355, conforme a classificação Australiana de Patentes 05.8, que se referia a um sistema Tricromático de frequência de campos, utilizando as cores primárias vermelho, verde e azul, para a captação e reprodução de imagens.

em 14 de agosto de 1941, entrou com um pedido de Patente junto ao USPTO [Escritório de Patentes e Marcas Comerciais dos Estados Unidos da América ou "United States Patent and Trademark Office"], com o número de protocolo US406,876, obtendo a concessão da patente US2,296,019 em 15 de setembro de 1942, sendo que a concessão da Patente "US" reconheceu seu direito de prioridade mexicana da MX-40235. No início da descrição da patente se lê: "Meu invento se relaciona à transmissão e à recepção de imagens a cores ou imagens, tanto por cabo, quanto pelo ar, e ademais de seus objetivos e vantagens, o promover um melhor "cromoscópio ", adaptado para aparelhos de televisão, e que se opera com raios catódicos" ou "My invention relates to the transmission and reception of colored pictures or images by wire or Wireless, and has among its objects and advantages the provision of an improved chromo scopic , adapter for television equipment and operated with cathode rays".

A partir desse seu 1º sistema, começaram a surgir diferentes processos mais elaborados para tevês a cores em diversos países do mundo, porém, todos baseados na sua ideia original. Apesar disso, em 1958, o inventor mexicano ainda apresentou melhoras de sua patente para sistemas de televisão a cores. em 31 de agosto de 1946, González Camarena iniciou a 1ª transmissão de TV a cores, a partir de seu laboratório nas instalações da Liga Mexicana de Experimentos de Rádio ou "Liga Mexicana de Radio Experimentos", no Nº 1 da rua de Lucerna da cidade do México. O sinal de vídeo foi transmitido na Frequência de 115 MHz e na banda de áudio de 40 metros.

A 1ª internacionalização de televisores mexicanos se deu em 1950, quando o Colégio Colúmbia ou "Columbia College" de Chicago" nos Estados Unidos da América solicitou a fabricação do sistema de televisão ao jovem inventor mexicano, e se exportaram então ao país vizinho, aparelhos de televisão a cor, desenhados e fabricados no México. A preocupação fundamental de González Camarena, sempre foi que seus inventos pudessem ser acessíveis ao público em geral, incluindo as pessoas carentes. Devido ao fato de que então não havia um padrão internacional de televisão a cores no mundo, em 6 de maio de 1963, o inventor mexicano apresentou seu sistema bicolor simplificado, que foi então bem recebido em nível internacional, porque também resolvia o problema do aspecto econômico que sua aquisição representava para os futuros compradores, precisamente pelo fato de que seu sistema estava baseado no sistema preto e branco da época.
visto que não se implantou o sistema mexicano em outros países, acredita-se que se retardou a chegada da TV a cores por quase uma década mais a esses países. Com esse mesmo objetivo, ele se interessou em fabricar por conta própria aparelhos receptores, e em 1964, surgiu o 1º modelo de fabricação em grande escala no México. No ano seguinte, assinou um convênio com a empresa fábrica Majestic, então uma propriedade do empreendedor mexicano, Emilio Azcárraga Vidaurreta, e em maio de 1965, começou a venda de aparelhos de televisão a cores já fabricados no México. Guillermo González Camarena se interessava que seu sistema fosse utilizado para alfabetizar e, juntamente com a Secretaria de Educação Pública ou "Secretaría de Educación Pública" do México, projetou o que mais tarde ficaria conhecido como o Sistema de Educação Telessecundária ou "Sistema de Educación de Telesecundaria".

Finalmente, González Camarena logrou apresentar seu sistema bicolor simplificado na Feira Mundial de Nova Iork nos Estados Unidos da América. Em 18 de abril de 1965, enquanto voltava de de uma inspeção ao transmissor repetidor do Canal 5 no Morro de Las Lajas em Veracruz, para expandir o sinal da red de televisão gerada na cidade do México para essa região oriental do país, encontrou a morte, aos 48 anos de idade, num acidente de automóvel, ocorrido no povoado de Chachapa, cerca de 10 kilômetros a da cidade mexicana de Puebla e para o povoado de Amozoc. Se transmitiu via rádio e televisão a notícia do trágico acontecimento, assim como os eventos fúnebres. Em sinal de luto, foram interrompidas as transmissões de televisão durante todo o dia.

Depois da morte de González Camarena, a televisão mexicana passou por una uma grande crise, até selecionar o sistema que passariam a usar as futuras transmissões de televisão a cores no país, visto que vários países tinham seus sistemas de transmissão a cores em desenvolvimento: Alemanha, Inglaterra, França e Estados Unidos da América.
Apesar de que o México já tivesse o seu próprio sistema de televisão a cores, principalmente por conta da morte do seu inventor, González Camarena, somado ao fato da proximidad dos Jogos olímpicos do México em 1968, o Telessistema Mexicano se encontraba numa encruzilhada para decidir qual seria o sistema de transmissão a cores a ser implementado para todo o mundo naquelas olimpíadas: se contava então com o sistema a cores francês, PAL/SECAM, o padrão de origem norte-americana, NTSC, e o sistema bicolor de González Camarena. numa commissão, um grupo de engenheiros não conseguia colocar-se em consonância com o então presidente do Telesistema Mexicano, Emilio Azcárraga Vidaurreta, já que Azcárraga havia apoiado Guillermo González Camarena até o final de seus dias, em todos os projetos e inventos para a televisão mexicana, Mesmo assim, se fazia necessário decidir rapidamente sobre o futuro da transmissão de TV a cores no México, depois da morte do criador da televisão a cores mexicana. Assim, levando em conta que havia poucas possibilidades de que, em curto tempo, alguém continuasse com o desenvolvimento e implementação em grande escala do sistema mexicano de tevê a cores, se optou por usar o NTSC, que tem sido usado até a atualidade por grande parte da América e alguns países da Ásia.

Em que pese essa desfeita para com uma invenção local, durante as décadas de 1960 e 1970 foram enviadas ao espaço nas Missões Apolo e Voyager da NASA [Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço ou "National Aeronautics and Space Administration"] dos Estados Unidos da América, equipamentos de televisão baseados na patente de González Camarena, para receber imagens desde a lua e os planetas do sistema solar, numa época em que os Estados Unidos da América já contavam com o NTSC, visto que o volume de espaço e peso ocupado então pela eletrônica desses equipamentos norte-americanos, tornava impossível sua utilização nas reduzidas cabines dessas naves, o que fez com que se optasse por utilizar como instrumentos de observação, o Sistema Tricromático Frequencial de Campo, patenteado por Guillermo no México e outros países.

Fontes consultadas:

  1. www.senado.gob.mx/…
  2. es.wikipedia.org/…

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