Dia do Inventor (12 de novembro)

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Próxima Celebração "Dia do Inventor": Domingo, 12 de Novembro de 2017, : daqui 200 dias, 22:08:33-03:00.
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O Dia do Inventor em 12 de novembro de cada ano, é uma comemoração do Estado brasileiro do Rio de Janeiro, que foi instituída pela Lei Nº 1.880 de 31 de outubro de 1991, e que foi ratificada pela Lei Nº 5.645 de 6 de janeiro de 2010, tendo dado origem mais tarde ao "Dia Nacional do Inventor" no Brasil.

Essa data comemorativa inicialmente do Estado dos cariocas e depois de todo o Brasil tem por fim, marcar a data de 12 de novembro de 1906, em que o aviador e inventor brasileiro, Alberto Santos Dumont, ao voar 220 metros com o seu 14-bis na cidade francesa de Paris, depois de 4 tentativas, bateu o recorde de então e conquistou o Prêmio do Aeroclube da França, instituído em 1904 e prometido então àquele que se convertesse no 1º a percorrer a distância de 100 metros voando em avião.

Para conhecimento, o 14-bis era inicialmente constituído por um aeroplano unido ao balão 14, para testes realizados por Santos Dumont em meados de 1906 - daí o nome "14-bis", isto é, o "14 de novo". A função do balão era reduzir o peso efetivo do aeroplano e facilitar a decolagem. O aeróstato, porém, gerava muito arrasto e não permitia ao avião desenvolver velocidade.

O 1º teste do 14-bis foi feito em 19 de julho de 1906, conectado ao balão nº 14. Em 23 de agosto, o 14-bis foi finalmente testado sem estar acoplado ao balão. Após uma 1ª corrida sem decolar, na 2ª tentativa o aeroplano elevou-se do chão e voou. Entretanto a sua estabilidade não agradou a Santos-Dumont, que, mesmo assim, declarou-se satisfeito.

No dia 3 de setembro de 1906, foi instalado o motor náutico Antoinette de 50 cavalos-vapor no lugar do de 24, até então utilizado. Essa alteração transformou o 14-bis no Oiseau de Proie, com o qual obteve um salto de 11 metros em 13 de setembro de 1906; infelizmente o pouso brusco danificou a estrutura e o motor do avião, e quebrou as duas rodas, interrompendo então os testes.

Diante disso, Santos-Dumont fez novas modificações no avião: envernizou a seda das asas para aumentar a sustentação, retirou a roda traseira, por atrapalhar a decolagem, e cortou a estrutura portadora da hélice. Em 23 de outubro de 1906, no campo de Bagatelle da cidade e capital francesa de Paris, o Oiseau de Proie II, após várias tentativas, percorreu sessenta metros em sete segundos, a uma altura de aproximadamente dois metros, perante mais de mil espectadores. Esteve presente a Comissão Oficial do Aeroclube da França, entidade reconhecida internacionalmente e autorizada a homologar qualquer evento significante, tanto no campo dos aeróstatos, quanto no dos "mais pesado que o ar". Novamente, porém, o pouso brusco danificou as rodas do avião. O 14-bis ainda não era totalmente controlável.

Finalmente, em 12 de novembro do mesmo ano, com o avião, agora o Oiseau de Proie III, provido de ailerons rudimentares para ajudar na direção, percorreu 220 metros em 21,5 segundos, estabelecendo o recorde de distância da época. O feito foi registrado pelo Aeroclube da França em um monumento, preservado no campo de Bagatelle.

Em 14 de abril de 1907, o 14 bis realizou seu último voo. Após tentativas frustradas de estabilizar a aeronave, Santos-Dumont perdeu o controle e bateu contra o chão. Ao invés de reparar o avião, Santos-Dumont preferiu canibalizar as peças do protótipo em outros projetos: seu motor equipou os projetos 15, 16 e 18, e as hélices e as rodas também foram aproveitadas em outros aparelhos.

Réplicas do avião foram construídas com base nas plantas originais. Uma delas, construída pelo empresário brasileiro, Alan Calassa, em 2004, a partir de fotos e registros expostos em museus da Europa, pois o projeto original de Dumont não existe mais, está no Museu do Ar da Força Aérea Portuguesa.

A idéia de emplacar uma réplica do 14-Bis era um sonho de infância de Alan. Em 2002, na Europa, embarcou numa viagem pela vida de Dumont. De volta ao Brasil, trouxe cópias de registros do 14-Bis, uma tatuagem do avião nas costas e a ideia de construir a réplica. Depois de 3 anos de trabalho e vários momentos em que pensou em desistir por falta de patrocínio, concluiu a engenhoca com um investimento pessoal de R$ 1,5 milhão. Uma ajuda de R$ 230 mil, da Embraer, quase veio em meados do ano passado. A empresa desistiu de oferecer o dinheiro depois que técnicos da Força Aérea Brasileira consideraram a proposta dos Calassa inviável. O 1º voo da engenhoca ocorreu na pista do aeroporto da cidade brasileira de Caldas Novas_GO, em dezembro de 2005.
De lá para cá, o 14 Bis dos Calassa já voou 50 horas. São vôos de até 55 segundos no ar, alcançando 600 m de distância, a uma altura de 10 m. O 14 Bis de Dumont era mais modesto. Foram 3 voos de 21 segundos a 3 m do solo, sobrevoando até 220 m de extensão. Mas por que essa diferença? Calassa garante que o motivo é a pilotagem. “Apesar de Santos Dumont ter o espírito do inventor, ele não era piloto”, avalia o fã.

Fontes consultadas:

  1. www.planalto.gov.br/…
  2. alerjln1.alerj.rj.gov.br/…
  3. istoe.com.br/…
  4. pt.wikipedia.org/…

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