Dia do Início da Semana Estadual do Portador de Alzheimer (semana X 21 de setembro)

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Próxima Celebração "Dia do Início da Semana Estadual do Portador de Alzheimer": Segunda-Feira, 18 de Setembro de 2017, : daqui 26 dias, 06:38:33-03:00.
Tempo médio de leitura para essa data comemorativa: ± 5 minutos.

A Semana Estadual do Portador de Alzheimer na semana em que esteja incluso o dia 21 de setembro de cada ano, é uma comemoração móvel do Estado brasileiro do Acre, que foi estabelecida pela Lei Nº 1.724 de 31 de janeiro de 2006, em apoio ao "Dia Nacional de Conscientização da Doença de Alzheimer" de brasileiros e ao "Dia Mundial do Doente de Mal de Alzheimer" ou "World Disease Alzheimer’s Day" em 21 de setembro.

Segundo a Lei supracitada do Acre, os temas e as reflexões a serem abordadas nessa semana comemorativa, deverão dizer respeito a manifestações clínicas, sintomas, forma de tratamento e auto-estima, dentre outros aspectos relacionados ao Mal de Alzheimer.
Ainda conforme a referida Lei já mencionada, as atividades programadas para o período deverão incluir manifestações educativas e publicitárias, além de debates relacionados com a situação dos portadores de Alzheimer no Estado acreano.

Diz ainda a Lei supra-mencionada do Acre, que as secretarias de Saúde, Educação e Cultura, Cidadania e Políticas Sociais do Estado acreano deverão realizar, em conjunto com entidades de apoio aos portadores de Alzheimer no Estado, atividades voltadas para prevenção, tratamento e divulgação de outras informações úteis aos doentes, seus familiares e cuidadores.

A data comemorativa internacional tem por fim, marcar a data da fundação da ADI [Doente de Mal de Alzheimer Internacional ou "Alzheimer's Disease International"], uma associação que congrega entidades de Mal de Alzheimer de todo o mundo, e que foi constituída em 21 de setembro de 1984, com 4 membros.

A ideia da criação da ADI surgiu da iniciativa da Associação de Alzheimer ou "Alzheimer's Association" dos Estados Unidos da América e da OMS [Organização Mundial da Saúde] ou WHO [World Health Organization]

, com o fim de tratar de questões dessa doença neurodegenerativa, progressiva e irreversível chamada Mal de Alzheimer.

Para conhecimento, o Mal de Alzheimer é a forma mais comum de demência e não faz parte do processo normal de envelhecimento do ser humano. Ainda não há cura para essa doença, que se agrava progressivamente até levar à morte, pois gradualmente, o corpo do doente vai perdendo as funções corporais normais. Desde 1906, quando foi descrita pela 1ª vez pelo psiquiatra e neuropatologista alemão, Alois Alzheimer, de quem recebeu o nome, têm sido emprendidos muitos esforços médicos para se tratar os pacientes acometidos, ou pelo menos para se dar mais conforto aos doentes.
Geralmente a doença é diagnosticada em pessoas com idade superior a 65 anos, muito embora possa ocorrer mais cedo. Em 2006, haviam no mundo cerca de 26,6 milhões de pessoas com Alzheimer e em 2050, estima-se que o Mal de Alzheimer afete aproximadamente 1 em cada 85 pessoas em escala mundial. A doença afeta mais ou menos 1% dos idosos entre os 65 e 70 anos, mas a prevalência aumenta exponencialmente com a idade, sendo de 6% aos 70, 30% aos 80 anos e mais de 60% depois dos 90 anos de idade.
Embora a doença de Alzheimer se manifeste de forma diferente em cada pessoa, existem diversos sintomas em comum. Os primeiros sintomas são geralmente confundidos com sinais relacionados a idade ou manifestações de stresse. Nos primeiros estágios, o sintoma mais comum é a dificuldade em recordar eventos recentes, o que se denomina perda de memória de curto prazo. À medida que a doença evolui, o quadro de sintomas pode incluir confusão, irritabilidade, alterações de humor, comportamento agressivo, dificuldades com a linguagem e perda de memória de longo prazo. Em grande parte dos casos, a pessoa com Alzheimer afasta-se gradualmente da família e da sociedade.

?Alguns dos sintomas mais comuns da Doença de Alzheimer são:

  • perda de memória com o esquecimento de nomes, telefones, compromissos, entre outras coisas;
  • dificuldades para executar tarefas domésticas como acender e apagar o fogão e outras atividades simples e rotineiras;
  • esquecimento de palavras comuns, com eventuais substituições por outras totalmente inadequadas;
  • dificuldades para localizar-se num determinado cômodo da própria casa, e/ou para localizar a própria casa na rua onde vive;
  • diminuição ou perda do senso crítico que pode levar a pessoa a ter comportamentos não usuais ou estranhos frente a outras pessoas;
  • dificuldades frequentes para entender e controlar o próprio dinheiro como talão de cheques ou cartão bancário;
  • dificuldades para colocar objetos usuais nos lugares certos e o doente guardar por exemplo um relógio no açucareiro ou um ferro elétrico na geladeira;
  • comportamentos de calma seguidos de choro ou sinais de raiva sem nenhuma razão aparente;
  • demonstração de medo, complexo de perseguição, desconfiança ou confusão, entre outros..., além de muita passividade, o que requer a necessidade de estímulos para que o doente volte a se envolver em alguma atividade.

Porém, como a doença se manifesta de forma diferente em cada indivíduo, é difícil prever como irá afetar determinada pessoa. Antes de se manifestar por completo, a doença evolui ao longo de um período de tempo desconhecido e variável, podendo progredir ao longo de anos sem ser diagnosticada. Em média, a esperança de vida após o diagnóstico é de cerca de sete anos. Pouco mais de 3% das pessoas tem uma sobrevida de mais de 14 anos após o diagnóstico. Quando se suspeita de Alzheimer, o diagnóstico é geralmente confirmado com exames que avaliam o comportamento e a capacidade de raciocínio da pessoa, os quais podem ser complementados por um exame cerebral. No entanto, só é possível determinar um diagnóstico definitivo através de um exame no tecido cerebral, ou seja, o diagnóstico apenas pode ser confirmado com elevado grau de precisão através de um exame histológico do tecido cerebral após a morte,muito embora várias organizações médicas estejam trabalhando para se criar critérios de diagnóstico com o intuito de padronizar e facilitar o processo de diagnóstico para o Mal de Alzheimer.

Uma vez que a doença de Alzheimer não tem cura e é degenerativa, a pessoa afetada torna-se gradualmente dependente da assistência de outros. Em muitos casos, é o cônjuge ou um familiar próximo quem assume o papel de principal cuidador. A doença tem um impacto significativo para os cuidadores, em nível social, psicológico, físico e económico. Em países desenvolvidos, Alzheimer é uma das doenças com maiores custos sociais.

A doença de Alzheimer é classificada como transtorno neurodegenerativo. As causas e a progressão da doença ainda não são completamente compreendidas, embora se saiba que estão associadas às placas senis e aos novelos neurofibrilares no cérebro. Os tratamentos atuais destinam-se apenas aos sintomas de Alzheimer, não existindo tratamentos para cessar ou regredir a progressão da doença. Até 2012, tinham sido realizados mais de mil ensaios clínicos para vários componentes da doença. Como forma de atrasar o desenvolvimento de sintomas cognitivos em idosos saudáveis, tem sido sugerida a realização de exercícios físicos e mentais, além de uma dieta equilibrada, embora não existam evidências conclusivas em relação a eventuais benefícios dessas medidas profiláticas para a Doença de Alzheimer.

Fontes consultadas:

  1. sapl.ac.gov.br/…
  2. www.planalto.gov.br/…
  3. www.portaldasaude.pt/…
  4. www.alzheimerspathanamthitta.org/…
  5. www.clicrbs.com.br/…
  6. pt.wikipedia.org/…

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