Dia do início da Semana de Doação de Sangue (semana X 25 de novembro)

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Próxima Celebração "Dia do início da Semana de Doação de Sangue": Segunda-Feira, 20 de Novembro de 2017, : daqui 56 dias, 04:00:42-03:00.
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A Semana de Doação de Sangue na semana em que esteja incluso o dia 25 de novembro de cada ano, é uma comemoração móvel dos Estados brasileiros de Minas Gerais [Lei Nº 18.026 de 9 de janeiro de 2009] e Paraná [Lei Nº 14.528 de 9 de novembro de 2004 (alterada pela Lei Nº 15406 de 15 de janeiro de 2007)], através da qual se criou implicitamente também, o "dia do Doador de Sangue" para os paranaenses, em apoio ao "Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue" e à "Semana Nacional do Doador Voluntário de Sangue" de brasileiros na última semana de novembro, cuja data do início das celebrações pode ocorrer entre os dias 19 de novembro e 25 de novembro de cada ano no calendário gregoriano.

A Lei supracitada do Paraná, concedeu também, por ocasião do dia celebrativo de paranaenses, passe livre nos ônibus urbanos para pessoas que formalmente comprovarem a sua condição de doador regular de sangue, qualquer que seja o seu trajeto e finalidade, bastando tão somente apresentar sua carteira de doador devidamente atualizada no "dia do Doador de Sangue" do Paraná.

A data e a semana comemorativa de brasileiros tem por fim, marcar a data da fundação da ABDVS [Associação Brasileira de Doadores Voluntários de Sangue], que teria sido constituída em 25 de novembro de ****, segundo consta, por volta do nício da década de 1960, a partir do trabalho da voluntária brasileira do sangue nascida na Áustria, Leonora Carlota Osório, que havia ingressado na Cruz Vermelha onde assumiu como bandeira o combate ao comércio de sangue e o incentivo à doação voluntária e altruísta de sangue logo depois de sua chegada ao Brasil em 1939, e que era viúva de um neto do General Osório e uma senhora da sociedade, que transitava com desembaraço nos meios políticos brasileiros, tendo sido condecorada em 30 países, e recebido o título de presidente de honra da FIODS [Federação Internacional das Organizações de Doadores Voluntários de Sangue ou "International Federation of Blood Donor Organizations"], por sua dedicação à causa da doação voluntária de sangue no Brasil, muito embora, em pesquisas realizadas até o momento, eu apenas tenha encontrado uma Associação de Doadores Voluntários de Sangue com data de abertura em 13 de novembro de 1989, inscrita no CNPJ [Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas] Nº 30.298.996/0001-24, e com possível sede no Apartamento 2 do número 126 da Avenida Henrique Dumont no bairro Ipanema no Rio de Janeiro-RJ.
Em que pese isso, ainda segundo minhas pesquisas, desde meados do século XXI, o Brasil já contava com a Associação de Doadores Voluntários do Brasil, que já se contrapunha à doação remunerada de sangue com a ideia do sangue doado como expressão de altruísmo e não como uma fonte de lucro, e que foi fundada inicialmente como Associação de Doadores Voluntários de Sangue do Rio de Janeiro em 1949, pela iniciativa do médico brasileiro, Arthur de Siqueira Cavalcanti, e sob a presidência de Nair Aranha, pouco antes da promulgação da Lei Nº 1.075 de 27 de março de 1950, que foi criada a partir da iniciativa do Banco de Sangue do Distrito Federal brasileiro, àquele tempo, na cidade brasileira do Rio de Janeiro-RJ, e que então dispunha sobre doação voluntária de sangue no Brasil e incluía o doador voluntário de sangue entre os que prestam serviços relevantes à sociedade e à Pátria brasileira, além de bonificar de alguma maneira os funciona´rios públicos civis ou militares que se dispusessem a ser doadores voluntários de sangue.
Também data dessa época, a criação da SBHH [Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia], que foi fundada em 26 de maio de 1950, durante o "1º Congresso Brasileiro de Hematologia e Hemoterapia", realizado na cidade brasileira de Petrópolis-RJ.

Para conhecimento, o serviço de transfusão de sangue confirmou sua força, sobretudo durante a "Primeira Guerra Mundial", auxiliando a recuperar pacientes. Já com a Segunda Grande Guerra, foi imprescindível o armazenamento de sangue, o que incidiu a ser uma tática de segurança nacional, transformando, com isso, toda uma cultura.

No Brasil, a hemoterapia surgiu por volta de 1930, com a concepção de serviços de transfusão em hospitais de pronto socorro e em outros lugares. As transfusões eram então realizadas de uma pessoa para outra sem qualquer tipo de exame ou técnica de anticoagulação e preservação do sangue, a partir de um procedimento chamado "braço a braço".
Nessa época e ainda por vários anos depois disso, era corriqueira a doação paga de sangue no Brasil, por meio dos bancos de sangue privados, que surgiram com mais força a partir da "Segunda Guerra Mundial", contribuindo para a comercialização e a lucratividade do sangue, num tempo em que os poucos doadores voluntários eram muitas vezes os menos indicados, como pessoas doentes, o que colocava em risco a vida das pessoas que recebiam este sangue.

Por exemplo, ainda na década de 1950, havia grande descaso e descuido dos serviços de transfusão de sangue no Brasil. A ausência de normas técnicas permitia que os bancos de sangue funcionassem com grande autonomia, e a prestação de serviço dependia da ética e do compromisso de cada profissional de saúde, além de muitas vezes possuir um aspecto meramente comercial. O Estado se limitava ao funcionamento das unidades existentes nos hospitais públicos.

Com uma política de sangue carente, o Brasil tinha uma fiscalização precária dos serviços e crescia a demanda por transfusões. Estes aspectos contribuíram para que os bancos de sangue privados tornassem um negócio lucrativo, pois estes compravam sangue dos doadores a baixo custo e os revendiam aos hospitais a preços mais altos, sem se preocuparem com a qualidade do sangue fornecido.

Apenas em 1964, é que o Ministério brasileiro da Saúde criou um grupo de trabalho para estudo e regulação disciplinadora da Hemoterapia no Brasil, a partir do qual, em 1965, foi formada a Comissão Nacional de Hemoterapia, sob a presidência da médica brasileira, Maria Brasília Leme Lopes, que, através de decretos, portarias e resoluções, estabeleceu o primado da doação voluntária de sangue no Brasil, e que definiu a necessidade de medidas de proteção, tanto a doadores, quanto a receptores, e disciplinou o fornecimento de matéria-prima para a indústria de fracionamento plasmático e a importação e exportação de sangue e hemoderivados.
Entre as atividades dessa Comissão, destacam-se a implantação de registro oficial dos bancos de sangue públicos e privados, a publicação de normas básicas para atendimento a doadores e para prestação de serviço de transfusão e a determinação da obrigatoriedade dos testes sorológicos necessários para segurança nas transfusões.

Apesar de todo esse trabalho, foi só a partir da década de 1980, que por uma iniciativa da SBHH [Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia], atual ABHH [A Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular], o Brasil passou a travar uma luta institucionalizada para não mais contar com doações remuneradas de sangue, começando pelo Estado de São Paulo em 1 de maio de 1980, mas só com a promulgação da Constituição brasileira de 1988, é que se proibiu oficialmente e de forma legal, toda e qualquer forma de comercialização do sangue ou de seus derivados no país.

Fontes consultadas:

  1. www.almg.gov.br/…
  2. www.legislacao.pr.gov.br/…
  3. www.planalto.gov.br/…
  4. www.planalto.gov.br/…
  5. www.planalto.gov.br/…
  6. www.portaleducacao.com.br/…
  7. www.abhh.org.br/…
  8. ppg.unit.br/…
  9. www.arca.fiocruz.br/…
  10. www.unimedvtrp.com.br/…
  11. www.portaleducacao.com.br/…
  12. www.infoplex.com.br/…
  13. guiaja.net/…
  14. www.entrei.net/…
  15. docplayer.com.br/…
  16. www.ucv.edu.br/…
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  18. livros01.livrosgratis.com.br/…
  19. www.scielo.br/…
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