Dia do Idoso (30 de novembro)

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O Dia do Idoso em 30 de novembro de cada ano, é uma comemoração de angolanos, que foi instituída pelo Decreto Nº 1 de 10 de janeiro de 2005 do Conselho de Ministros de Angola, em reconhecimento do valor importância da pessoa idosa na sociedade angolana.

Em que pese inúmeras pesquisas e muitos esforços, ainda não me foi possível obter maiores explicações e porquês para a criação dessa data comemorativa de angolanos em 30 de novembro.

Todo caso, em Angola, estima-se que 4% da população tem mais de 60 anos de idade, ou seja, está na faixa etária considerada idosa. O MINARS [Ministério da Assistência e Reinserção Social] de Angola, através da sua Direção Nacional de Assistência e Reinserção Social, controlava, até 2011, 14 lares de assistência, que albergavam pelo menos mil e cinquenta idosos.

Para conhecimento, segundo a OMS [Organização Mundial de Saúde] ou WHO [World Health Organization], idoso é todo indivíduo com 60 e 65 anos ou mais. Todavia, para efeito de formulação de políticas públicas, esse limite mínimo pode variar segundo as condições de cada país. A própria OMS reconhece que, qualquer que seja o limite mínimo adotado, é importante considerar que a idade cronológica não é um marcador preciso para as alterações que acompanham o envelhecimento, podendo haver em diferentes contextos, grandes variações quanto a condições de saúde, nível de participação na sociedade e nível de independência entre as pessoas idosas.
O estudo do processo de envelhecimento é chamado gerontologia, enquanto o estudo das doenças que afetam as pessoas idosas é chamado geriatria. Existe em alguns países o chamado "Estatuto do Idoso" ou coisa do gênero, que "garante" direitos especiais a essa população que já tem idade avançada.

Os idosos tendem a apresentar capacidades regenerativas decrescentes, o que pode levar, por exemplo, à síndrome da fragilidade, um processo de crescente vulnerabilidade, predisposição ao declínio funcional e, no estágio mais avançado, a morte. Ademais, mudanças físicas ou emocionais também podem comprometer a qualidade de vida dessas pessoas.
Além dos sinais mais visíveis do envelhecimento, tais como: rugas e manchas na pele, mudança da cor do cabelo para cinza ou branco ou, em alguns casos, alopécia; os idosos tendem ainda a sofrer a diminuição da capacidade visual e auditiva, diminuição dos reflexos, perda de habilidades e funções neurológicas, como raciocínio e memória, diminuídas. Ademais, podem desenvolver incontinência urinária e incontinência fecal, além de doenças tais como Alzheimer, demência com corpos de Lewy e mal de Parkinson.

Ultimamente, o número de pessoas com 65 anos de idade ou mais está crescendo mais rapidamente que antes no mundo inteiro. A maioria desse incremento acontece nos países desenvolvidos. Nos Estados Unidos da América, por exemplo, a percentagem de pessoas de 65 anos ou mais aumentou de 4% em 1900 para cerca de 13% em 1998. Em 1990, somente cerca de 3 milhões de cidadãos atingiram 65 anos. Em 1998, o número de idosos aumentou para cerca de 34 milhões. Segundo o especialista norte-americano,Keith Wetzel, o número de idosos está crescendo no mundo porque também mais crianças atingem a idade adulta.
Na maior parte do mundo, as mulheres vivem, em média, 4 anos a mais que os homens. No Brasil, de acordo com a OMS, a expectativa de vida é de 68 anos para os homens e 75 anos para as mulheres. Nos países pobres, como a Etiópia, por exemplo, a expectativa de vida em média, para ambos os sexos, é entre 60 e 65 anos.

Numa evolução histórica, nos anos 1990, a velhice foi convertida em matéria de interesse público, sendo cada vez mais abordada pela mídia, verificando-se também um crescimento do número de geriatras e gerontólogos, entre outros especialistas, além de serviços voltados para essa faixa etária. A chamada terceira idade tornou-se uma espécie de moda, com a constituição de um mercado de consumo específico para atender esse público. 1999 foi declarado Ano Internacional da pessoa Idosa ou "International Year of Older Persons" pela ONU Organização das Nações Unidas, o que parece ter marcado uma nova fase da história social da velhice também aqui no Brasil, verificando-se com isso, mudanças nas formas de representação da velhice; agora ligada a um novo fato demográfico: o envelhecimento da população, considerado como objeto de políticas públicas.

No entanto, a partir do início do século XX, como resultado da eleição da velhice para objeto de práticas assistenciais e institucionalização da velhice, em consequência do desenvolvimento de práticas institucionais de assistência à pobreza, ao longo do século XIX, florescem as instituições filantrópicas, os chamados asilos. A imprensa da época destaca o drama da velhice desamparada, situação em que a pobreza seria dramaticamente agravada pela decadência e degeneração física e mental, e enaltece o papel dessas instituições. Ao mesmo tempo, ao falar dos asilados, os jornalistas já apontam para os efeitos da institucionalização. O ingresso no asilo é tratado como um rompimento dos laços sociais, já que o contato com o mundo externo passaria a ser mediado pela instituição. Ao isolar a velhice do mundo de fora, o asilo assume, portanto, as feições de uma instituição total. Simbolicamente, é representado como uma espécie de limbo, onde a velhice, por um lado é sacralizada, situando-se fora do tempo e do espaço; por outro lado, a velhice vista como degeneração, está colocada entre a vida e a morte. Assim, o surgimento do asilo significa dar à velhice um "lugar", ou, nos termos do Antropólogo francês, Marc Augé, um não lugar, ou, ainda, uma das heterotopias de Foucault. Assim, à velhice é afinal atribuído um determinado lugar no mundo administrado, ao mesmo tempo em que ela perde o seu lugar no mundo da vida real.

Fontes consultadas em 11 de novembro de 2016 às 06:27:49:

  1. www.ilo.org/…
  2. www.angop.ao/…
  3. pt.wikipedia.org/…

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