Dia do Frevo de Bloco (1 de novembro)

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Próxima Celebração "Dia do Frevo de Bloco": Quarta-Feira, 1 de Novembro de 2017, : daqui 100 dias, 20:09:07-03:00.
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O Dia do Frevo de Bloco em 1 de novembro de cada ano, é uma comemoração na cidade brasileira de Recife-PE, que foi estabelecida pela Lei Nº 17.026 de 15 de setembro de 2004.

Essa data comemorativa da capital pernambucana tem por fim, marcar a data do aniversário do nascimento do compositor brasileiro, Edgard Moraes [também conhecido como "O General Cinco Estrelas da Folia"], que veio ao mundo em 1 de novembro de 1904, e que foi fundador de vários blocos líricos, além de haver sido um dos grandes nomes do carnaval recifense.

Para conhecimento, o frevo é um ritmo musical e dança de brasileiros do estado pernambucano, que até os nossos dias, mistura marcha, maxixe e elementos da capoeira, sendo que a palavra frevo vem de ferver ou "frever", pois o estilo acelerado dessa dança faz parecer que abaixo dos pés das pessoas exista uma superfície com água fervendo. Ele foi considerado como Patrimônio Cultural Imaterial no Livro das Formas de Expressão no Brasil, como forma de expressão musical, coreográfica e poética enraizada em Recife e Olinda pelo IPHAN [Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional] do Brasil, e, , a partir de proposta feita pelo Ministério brasileiro da Cultura e pelo próprio Iphan, foi reconhecido em 4 de dezembro de 2012, como Patrimônio Imaterial da Humanidade pela UNESCO [Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura ou "United Nations Educational, Scientific and Cultural Organisation"].

O frevo nasceu do improviso dos passistas e da reinvenção nos blocos de rua no final do século XIX, num momento de transição e efervescência social, durante o Carnaval, como expressão das classes populares na configuração dos espaços públicos e das relações sociais nessas cidades. O 1º bloco foi o das Flores, fundado por músicos, compositores e carnavalescos liderados por Felinto, Pedro Salgado, Guilherme, Fenelon e Raul Moraes. Assim como ele, outras agremiações antigas como Madeira do Rosarinho (1926), Banhistas do Pina (1932) e Batutas de São José (1932), ainda estão em atividade. A história do frevo está registrada na memória coletiva do povo pernambucano, nos modos como essas pessoas povoam a vida sociocultural do Recife, sua forma de organização; participação da população na festa, no cotidiano, nas intenções políticas e sentidos por elas atribuídos. Manifestação artística da cultura pernambucana, desempenha importante papel na formação da música brasileira, sendo uma das suas raízes.

A riqueza melódica, a criatividade e a originalidade, proveniente da grande mescla com gêneros diversos, somadas à inventividade e capacidade criadora dos seus compositores, engrandecem e legitimam as múltiplas identidades, assim como a diversidade cultural do povo brasileiro. As bandas militares e suas rivalidades, os escravos recém-libertos, os capoeiras, a nova classe operária e os novos espaços urbanos foram elementos definidores da configuração do Frevo. Do repertório eclético das bandas de música, composto por variados estilos musicais, resultaram suas 3 modalidades, ainda existentes e praticadas: frevo de rua, frevo de bloco e frevo-canção. Simultaneamente, à música, foi-se inventando; o passo, isto é, a dança frenética característica do frevo. Improvisada na rua, liberta e vigorosa, movimentação, criada e recriada por passistas. A dança de jogo de braços e de pernas é atribuída à ginga dos capoeiristas, que assumiam a defesa de bandas e blocos, ao mesmo tempo em que criavam a coreografia. Produto desse contexto sociohistórico singular, desde suas origens, o Frevo expressa um protesto político e uma crítica social em forma de música, de dança e de poesia, constituindo-se em símbolo de resistência da cultura pernambucana, e em expressão significativa da diversidade cultural brasileira.

Fontes consultadas:

  1. cm-recife.jusbrasil.com.br/…
  2. www.guerreirosdopasso.com.br/…
  3. g1.globo.com/…
  4. portal.iphan.gov.br/…

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