Dia do Espiritualismo Moderno (31 de março)

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Próxima Celebração "Dia do Espiritualismo Moderno": Sábado, 31 de Março de 2018, : daqui 336 dias, 06:57:34-03:00.
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O Dia do Espiritualismo Moderno em 31 de março de cada ano, é uma comemoração extraoficial de brasileiros, que aparece listada em vários calendários de dias festivos no Brasil.

Essa data comemorativa extraoficial de brasileiros tem por fim, marcar a data de 31 de março de 1849, em que os modernos espiritualistas norte-americanos costumam considerar como o início do seu movimento. Naquela data, as modernas espriritualistas estadunidenses, Kate e Margaret Fox, da localidade norte-americana de Hydesville em Nova Iorque, relataram que tinham feito contato com o espírito de um mascate assassinado, o que fez disso um evento extraordinário, pois, segundo elas, o espírito se comunicava por pancadas audíveis em vez de simplesmente aparecer a uma pessoa em transe. A evidência dos sentidos dizia fundo aos norte-americanos práticos, e as irmãs Fox tornaram-se uma sensação. As demonstrações de mediunidade mostraram ser um negócio lucrativo, e logo se tornaram formas populares de entretenimento e catarse espiritual. As irmãs Fox acabaram fazendo disso sua fonte de renda, e outros seguiram seu exemplo.

Nos anos seguintes, o exibicionismo tornou-se uma parte cada vez mais importante do moderno espiritualismo norte-americano, e a evidência visível, audível e tangível de espíritos cresceu à medida que os médiuns competiam por audiências pagas. A fraude tornou-se certamente disseminada, como comissões de investigação independentes demonstraram, mais notadamente, o relatório da comissão Sybert, talvez o caso mais conhecido de fraude, envolvendo os Irmãos Davenport. Entretanto, hoje sabe-se que muitos que declararam serem fraudes os acontecimentos ditos "inconcebíveis" na época, tinham então receio de serem encarados, publicamente, como transviados ou loucos, caso relatassem concordância com os fatos investigados, o que fez com que muitos homens ilustres negassem os acontecimentos, realizados, muitas vezes, em sua frente. Poucos eram suficientemente corajosos para dizer à sociedade que, de duas uma: ou não sabiam como explicar tais fenômenos, o que mancharia a figura sábia e inatingível dos ilustres da época, ou que tais fatos eram verdadeiros, e que mereceriam respeito e maiores investigações sérias, e não preconceituosas.

No entanto, a despeito da "fraude" generalizada, o apelo do moderno espiritualismo era forte. Antes de tudo, o movimento atraía a simpatia dos que sofriam pela morte de uma pessoa amada: o ressurgimento do interesse pelo moderno espiritualismo durante e após a 1ª Guerra Mundial, foi uma resposta direta ao número maciço de mortos e feridos. Entretanto, o movimento também atraía a simpatia dos reformistas, que descobriram que os espíritos apoiavam "casos da moda", tais como, a igualdade de direitos, por exemplo.

O movimento também despertou a simpatia daqueles que tinham um orientação materialista, e que tinham rejeitado religiões. O influente reformista social galês, Robert Owen, por exemplo, abraçou o moderno espiritualismo, após algumas experiências em encontros espiritualistas de sua época. Muitos cientistas que se preocuparam em investigar os fenômenos do moderno espiritualismo, também acabaram por se converter ao moderno espiritualismo anglo-saxão, que especifica o moderno espiritualismo desenvolvido nos países de língua inglesa, ou ao espiritismo, doutrina codificada e sistematizada pelo pedagogo francês Allan Kardec, entre eles, o físico e químico britânico, William Crookes, o naturalista, geógrafo, antropólogo e biólogo evolucionista britânico nascido no País de Gales, Alfred Russel Wallace, e o escritor e médico britânico, nascido na Escócia, Arthur Conan Doyle.

Para conhecimento, o moderno espiritualismo é um movimento religioso, que teve origem por volta do século XIX em países de língua inglesa, e que depois se propagou por todo o mundo. A característica marcante deste movimento é a crença em que os espíritos dos mortos podem ser contatados pelos vivos. Acredita-se que esses espíritos residem em um plano espiritual diferente dos vivos, sendo que os mais evoluídos deles são capazes de servir de guias para o aperfeiçoamento dos seres, tanto em assuntos mundanos, quanto em assuntos espirituais. Assim como os termos espiritismo (1857) e espiritualismo não tem o mesmo significado, o moderno espiritualismo também difere destes em sua definição, pois especifica o movimento espiritualista surgido por volta do século XIX. É importante ressaltar, que o espiritualismo refere-se ao oposto do materialismo, ou seja, quem quer que acredite haver em si alguma coisa mais do que matéria, é espiritualista. O vocábulo "espiritualismo", atualmente, é utilizado para denominar uma variedade enorme de religiões, sistemas filosóficos, doutrinas, crenças e seitas. Já o "moderno espiritualismo" especifica o espiritualismo desenvolvido, aproximadamente, a partir do polímata e espiritualista sueco, com destacada atividade como cientista, inventor, místico e filósofo, Emanuel Swedenborg, ao início do século XX, baseando-se na crença da comunicação dos espíritos com o mundo visível.

Nos Estados Unidos da América, desde os primórdios de seu aparecimento, o moderno espiritualismo tem sido mais comumente denominado sinônimo de espiritismo, em face da introdução de um novo caráter científico-filosófico-religioso nas ideias já existentes do espiritualismo. Contudo, algumas ideias fundamentadas pelos "modernos espiritualistas" dos países de língua inglesa, distinguem dos ideais espiritas, embora ambos tenham surgido no mesmo século. O moderno espiritualismo desenvolvido nos países de língua inglesa não se baseia na codificação espírita. É bastante conhecida também a divergência entre o que se convencionou chamar de "espiritismo latino" e "espiritismo anglo-saxão", visto que este último, particularmente, era integrado por ingleses e estadunidenses. Essa divisão ocorreu por causa do número de pessoas que passaram a utilizar a denominação de "espíritas", ambos apresentavam diferenças em relação a reencarnação.

Contudo, na França, o "espiritismo anglo-saxão" é comumente chamado de "moderno espiritualismo anglo-saxão" ou "Spiritualisme Moderne Anglo-Saxon)", cuja substituição encontra respaldo na realidade, visto que, o espiritismo (em francês: spiritisme) é uma doutrina baseada nas obras codificadas pelo espritualita francês, Hippolyte León Denizard Rivail, sob o pseudônimo de Allan Kardec, enquanto que, o moderno espiritualismo, antecedendo o surgimento do Espiritismo, trata-se praticamente das manifestações de entidades incorpóreas que espalharam-se por todo o mundo por volta do século XIX, mas em alguns casos, com identidade própria. Esta foi a causa para o surgimento da designação moderno espiritualismo anglo-saxão. A palavra composta "anglo-saxão" foi adicionada para especificar certas crenças adotadas pelos modernos espiritualistas dos países de língua inglesa.

No espiritismo (ou doutrina espírita), conforme definido pela 1ª vez por Allan Kardec, inclusive esta palavra trata-se de um neologismo cunhado e codificado por ele com a publicação francesa de O Livro dos Espíritos em 1857, a reencarnação está presente em todas as obras básicas da doutrina espírita. Enquanto que, para a maior parte dos modernos espiritualistas britânicos do começo do século XX, segundo o escritor e médico britânico), Arthur Conan Doyle, a doutrina da reencarnação era tratada com certa indiferença, com poucos a apoiando e uma minoria significativa lhe sendo veementemente a favor. Os que contestavam o reencarnacionismo, alegavam que tal conceito ainda não havia sido suficientemente demonstrado como real. Embora a resistência mantida à época na Inglaterra e nos Estados Unidos da América contra o princípio reencarnacionista, Arthur Conan Doyle e outros espíritas britânicos e estadunidenses, apesar de serem relativamente poucos, admitiam a reencarnação conforme disposta nas obras básicas espíritas.

Fontes consultadas:

  1. www.leouve.com.br/…
  2. diariodocongresso.com.br/…
  3. www.agoravale.com.br/…
  4. www.recantodasletras.com.br/…
  5. pt.wikipedia.org/…

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