Dia do Ecoturismo (17 de dezembro)

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Próxima Celebração "Dia do Ecoturismo": Domingo, 17 de Dezembro de 2017, : daqui 115 dias, 20:36:45-03:00.
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O Dia do Ecoturismo em 17 de dezembro de cada ano, é uma comemoração no Estado brasileiro do Rio Grande do Sul, que foi criada pela LEI Nº 12.490 de 15 de maio de 2006, e que também conta com o "Dia Estadual das Plantas Medicinais" para os sul-rio-grandenses e com o "Dia do Bioma Pampa" no Brasil.

Essa data comemorativa do Estado do Rio Grande do Sul tem por fim, marcar a data do aniversário do nascimento do agrônomo, escritor, filósofo, paisagista e ambientalista brasileiro, José Antônio Lutzemberger, que veio ao mundo em 17 de dezembro de 1926 na cidade brasileira de Porto Alegre-RS, em cujo Estado o Bioma Pampa é predominante, e que participou ativamente na luta pela conservação e preservação ambiental no Brasil, tendo sido nomeado secretário-especial do Meio Ambiente da Presidência da República brasileira no Governo de Fernando Collor de Mello, onde permaneceu por breve tempo, mas o suficiente para que ele pudesse fazer a diferença.

Filho de imigrantes alemães, José Lutzemberger formou-se como agrônomo especializado em adubos, e por muitos anos trabalhou para companhias do setor, a maior parte do tempo para a Basf, viajando a serviço para vários países como um técnico e executivo da empresa. No fim dos anos 1960 começou a se desiludir com as políticas agrícolas danosas para o meio ambiente, e em 1970, deixou seu emprego para dedicar-se à causa da ecologia.

Em 1971, juntamente com um grupo de simpatizantes da cidade brasileira de Porto Alegre-RS, fundou a AGAPAN [Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural], uma das primeiras associações ecológicas do Brasil, e à sua testa, depois de inúmeras campanhas ecológicas, José Lutzemberger ganharia projeção local, nacional e internacional, conseguindo importantes conquistas, numa época em que o ambientalismo ainda era coisa desconhecida do grande público.
De fato, conseguiu chamar grande atenção para o tema da proteção ambiental, com sua personalidade enérgica e combativa e com seu sólido preparo intelectual e científico sobre o assunto. Sua liderança do movimento no Brasil se consolidou em 1976, quando ele lançou o livro "Manifesto Ecológico Brasileiro: O Fim do Futuro?", sua obra mais conhecida. Publicou muitos outros textos e palestrou pelos 4 cantos do mundo, sensibilizando grandes e influentes audiências, e ao mesmo tempo despertando a fúria de outros setores da sociedade, sendo chamado, ao mesmo tempo, de "gênio pioneiro" e de "louco fanático".

Em 1987 se desligou da Agapan e criou a Fundação Gaia, dedicada à promoção de um modelo de vida sustentável, tendo presidido essa organização até sua morte. Continuava envolvido em inúmeros outros projetos locais e em outras regiões, conduzindo também uma empresa de reciclagem de resíduos industriais. Em 1990, foi convidado pelo então recém-eleito presidente do Brasil, Fernando Collor de Melo, para assumir a Secretaria-especial do Meio Ambiente. Sua atuação à frente da pasta foi breve e muito controversa, mas deixou realizadas obras importantes como a demarcação das terras ianomâmis, por exemplo. Seu estilo contundente de crítica, não poupando ninguém, muito menos o governo, não cessou de lhe trazer problemas, e, após ele haver denunciado a corrupção no IBAMA [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis] do Brasil, foi demitido em 1992.

Afastado da cena política, deu continuidade ao seu trabalho independente, sendo até o fim da vida, constantemente solicitado a dar entrevistas, palestras e assessorias de várias espécies, procurando manter-se atento aos novos problemas ambientais que o progresso vem trazendo, e sugerindo soluções que o mesmo progresso pode oferecer, se conduzido com sabedoria. O valor de sua contribuição foi reconhecido mundialmente, com inúmeras distinções importantes, como por exemplo, o "Prêmio Nobel Alternativo", a "Ordem do Ponche Verde", a "Ordem de Rio Branco", a "Ordem do Mérito da República Italiana" e doutorados honoris causa, além de ser celebrado como um dos pioneiros e um dos maiores ícones do movimento ecológico brasileiro.

Lutzenberger faleceu em 14 de maio de 2002, aos 75 anos de idade, depois de sofrer várias crises de asma, seguidas de um ataque cardíaco. O governo do Rio Grande do Sul decretou luto oficial de 3 dias e sua morte foi noticiada no Brasil e no exterior, com muitos louvores ao seu gênio e sua carreira brilhante e frutífera. Foi sepultado em um bosque no Rincão Gaia, na localidade brasileira de Pantano Grande-RS, como pediu: nu, envolto em um lençol de linho e sem caixão, ou seja, sem deixar marcas no ambiente, de forma coerente com sua filosofia de vida.

Fontes consultadas:

  1. www.planalto.gov.br/…
  2. www.al.rs.gov.br/…
  3. www.al.rs.gov.br/…
  4. www.al.rs.gov.br/…
  5. www.al.rs.gov.br/…
  6. pt.wikipedia.org/…

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