Dia do Caju (12 de novembro)

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O Dia do Caju em 12 de novembro de cada ano, é uma comemoração no Estado brasileiro do Ceará, que foi criada pela Lei Nº 15.042 de 18 de novembro de 2011.

De acordo com a Lei supracitada do Estado do Ceará, por ocasião desse dia festivo, poderão ser desenvolvidas ações de conscientização da utilização do fruto cientificamente chamado "Anacardium occidentale L" [que inclui a castanha e o pseudofruto] e de seus derivados, como também programações e eventos direcionados ao turismo cearense.

Essa data comemorativa do Estado do Ceará tem por fim, marcar a data da fundação da CIONE [Companhia Industrial de Óleos do Nordeste], que foi constituída em 12 de novembro de 1962 e oficialmente inaugurada no dia 1 de maio de 1963 pelo empreendedor brasileiro, Jaime Tomaz de Aquino, e que figura entre as 4 maiores exportadoras de amêndoas de castanha de caju do Brasil, processando anualmente cerca de 35 mil toneladas de castanha de caju “in natura, produzidas nas empresas do Ceará e Piauí e numa área de mais de 70 mil hectares de cajueiros plantados, com 95% da produção voltada para o mercado internacional, gerando emprego e renda para mais de 700 funcionários no ramo de cajucultura: plantio, colheita, beneficiamento e comercialização de castanha de caju e líquido de castanha de caju.
Em suas fazendas, os funcionários podem usurfuir de escolas, creches, posto de saúde além de uma creche para os filhos dos funcionários da indústria de beneficiamento localizada na cidade brasileira de Fortaleza-CE.

A empresa tem preocupação com o Meio Ambiente e possui uma forte ação na economia dos recursos naturais e gerenciamento dos resídios sólidos, emissões atmosférica e efluentes líquidos, utilizando para tanto, recursos renováveis para geração de energia como a Casca da Castanha de Caju; e possui um know-how em mais de 40 anos no cultivo do cajueiro. Conta com a EMPRAPA [Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária] como parceira no desenvolvimento de técnicas de cultivo, no cajueiro anão precoce, enxerto, poda e melhoramento genético nas árvores e irrigação.

Para conhecimento, caju é muitas vezes tido como o fruto do cajueiro, quando, na verdade, trata-se de um pseudofruto.
O que entendemos popularmente como "caju" se constitui de duas partes: o fruto propriamente dito, que é a castanha; e seu pedúnculo floral, o pseudofruto, um corpo piriforme, amarelo, rosado ou vermelho.

Muito antes do descobrimento do Brasil e antes da chegada dos portugueses, o caju já era alimento básico das populações autóctones. Por exemplo: os tremembé já fermentavam o suco do caju, o mocororó, que era e é bebido na cerimônia do Torém. O caju, o pseudofruto, é suculento e rico em vitamina C e ferro. Depois do beneficiamento do caju, preparam-se sucos, mel, doces, como cajuada, caju passas, rapadura de caju. Como seu suco fermenta rapidamente, pode ser destilado para produzir uma aguardente o cauim. Do caju também são fabricadas bebidas não alcoólicas, como a cajuína. Existe também uma variedade enorme de pratos feitos com o caju e com a castanha de caju. De suas fibras (resíduo/bagaço), ricas em aminoácidos e vitaminas, misturadas com temperos, é feita a "carne de caju". O fruto propriamente dito, é duro e oleaginoso, mais conhecido como "castanha de caju", cuja semente é consumida depois do fruto ser assado, para se remover a casca, ao natural, salgado ou assado com açúcar.

A extração da amêndoa da castanha de caju depois de seca, é um processo que exige tempo, método e mão-de-obra. O método de extração da amêndoa da castanha de caju utilizado pelos indígenas era a sua torragem direta no fogo, para eliminar o "Líquido da Castanha de Caju" ou LCC; depois do esfriamento, quebrava-se da casca para se retirar a amêndoa. Com a industrialização este método possui mais etapas: lavagem e umidificação, cozimento, esfriamento, ruptura da casca, estufamento.

A amêndoa da castanha de caju é rica em fibras, proteínas, minerais (magnésio, ferro, cobre e zinco), vitamina K, vitamina PP, complexo B (menos a vitamina B12), carboidratos, fósforo, sódio e vários tipos de aminoácidos. No entanto, a castanha de caju não possui quantidades relevantes de vitamina A, vitamina D e cálcio. Acredita-se que a castanha do caju contribua no combate às doenças cardíacas. Ainda verde (maturi), a castanha-de-caju também pode ser usada nos pratos quentes. A castanha possui uma casca dupla contendo a toxinaUrushiol (também encontrada na hera venenosa), um alergênico que irrita a pele. Por isso a castanha deve ter sua casca removida através de um processo que causa dolorosas rachaduras nas mãos. A castanha também possui ácido anacárdico, potente contra bactérias gram-positivas, como Staphylococcus aureus e Streptococcus mutans, que provocam cáries dentárias.

O "Líquido da Castanha de Caju" ou LCC, depois de beneficiado é utilizado em resinas; materiais de fricção; em lonas de freio e o outros produtos derivados; vernizes; detergentes industriais; inseticidas; fungicidas e até biodiesel.

O terreno para o plantio do caju deve ser ligeiramente inclinado para evitar a erosão, profundo, com pelo menos dois metros de terra, bem drenado, de modo a não empoçar. O solo deve ser fértil e de textura média (barrenta), e de preferência deve ser próximo de uma fonte de água potável. O plantio deve ser realizado no início da estação chuvosa, e antes de replantar a muda no local definitivo deve-se verificar se a planta possui pelo menos seis folhas maduras e saudáveis. Na hora de escolher as sementes, deve-se colocá-las em uma bacia com água, e descartar as que boiarem. As sementes têm um poder germinativo de até 12 meses se forem armazenadas em sacos de pano ou de papel.

A mais antiga descrição do fruto foi feita em 1558 pelo frade franciscano francês, explorador, cosmógrafo e escritor, André Thévet (Angoulême, que comparou este a um ovo de pata, quando ele viajou ao Brasil no século XVI, tendo escrito obras sobre os costumes da terra naquele tempo. Posteriormente, o conquistador holandês, Maurício de Nassau, protegeu os cajueiros por decreto, e fez o seu doce, em compotas, chegar às melhores mesas da Europa. O caju é muito cultivado nas regiões tropicais da América, África e Ásia. Os maiores exportadores mundiais de (ACC [amêndoa de castanha de caju] são Índia, Vietnã e Brasil.

Fruto nativo do Brasil, o caju foi levado pelos portugueses do Brasil para a Ásia e a África, fazendo com que a castanha-de-caju seja hoje um produto de base comum em todas as regiões com um clima suficientemente quente e úmido, repartindo-se por mais de 31 países, para uma produção anual, em 2006 de mais de três milhões de toneladas, segundo números da FAO [Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação ou "Food and Agriculture Organization of the United Nations". A área total de cultivo é de 54.570 km²[15], para um rendimento médio de 814 quilos por hectare.

Fontes consultadas em 15 de novembro de 2016 às 17:14:42:

  1. www.al.ce.gov.br/…
  2. pt.wikipedia.org/…
  3. www.cione.com.br/…

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