Dia de Reconhecimento por George Washington Carver ou "George Washington Carver Recognition Day" (5 de janeiro)

Licença Creative Commons, para reproduzir tem que citar fonte com link. URL curta: http://datascomemorativas.org/3536

Próxima Celebração "Dia de Reconhecimento por George Washington Carver" ou "George Washington Carver Recognition Day": Sexta-Feira, 5 de Janeiro de 2018, : daqui 134 dias, 20:43:59-03:00.
Tempo médio de leitura para essa data comemorativa: ± 4 minutos.

O Dia de Reconhecimento por George Washington Carver ou "George Washington Carver Recognition Day" em 5 de janeiro de cada ano, é uma comemoração nos Estados Unidos da América, que não tem sido muito celebrada nos últimos tempos, e que foi instituída durante o 79º Congresso Direito Público 290 ou "79th Congress, Public Law 290", tendo recebido inclusive a Proclamação Presidencial Nº 2.677 de 28 de dezembro de 1945, que foi assinada pelo então presidente norte-americano, Harry S. Truman.

Essa data comemorativa de estadunidenses tem por fim, marcar a data do aniversário da morte do botânico, educador e inventor estadunidense, George Washington Carver, que faleceu em 5 de janeiro de 1943, e que recebeu inúmeras homenagens por seu trabalho, incluindo a "Medalha Spingarn" ou "Spingarn Medal" da NAACP [Associação Nacional para o Avanço das Pessoas de Cor ou "National Association for the Advancement of Colored People"] dos Estados Unidos da América, por seu trabalho de investigação e promoção de alternativas para as culturas de algodão, como amendoim, soja e batata doce, que também ajudaram na melhoria da nutrição para as famílias de agricultores estadunidenses mais pobres em seu tempo.

Carver nasceu na escravidão, em Diamond Grove no condado de Newton, próximo a Crystal Place, hoje conhecido como Diamond, no Missouri, possivelmente em 1864 ou 1865, apesar de a data exata não ser conhecida. Seu dono, Moses Carver, era descendente de imigrantes alemães que compraram os pais de Carver, Mary e Giles, de William P. McGinnis, em 9 de outubro de 1855, por 700 dólares. Carver teve 10 irmãs e um irmão.
Quando tinha apenas uma semana de vida, ele, uma irmã e sua mãe foram sequestrados por pistoleiros do Arkansas. Seu irmão, James, conseguiu correr dos sequestradores, que vendiam escravo no Kentucky. Moses Carver então contratou John Bentley para encontrá-los, mas ele localizou apenas o pequeno George. Moses negociou com os sequestradores pelo retorno do garoto e recompensou Bentley pelo trabalho.

Depois da abolição da escravidão nos Estados Unidos da América, Moses Carver e sua esposa, Susan, criaram George e seu irmão mais velho James como filhos, incentivando George a estudar, enquanto Susan o ensinava a ler e escrever. Mas negros não tinham autorização para frequentar a escola pública em Diamond Grove. Havia uma escola para crianças negras em Neosho Missouri, a 16 quilômetros, e George decidiu estudar lá. Quando alcançou a cidade, à noite, encontrou a escola fechada, obrigando-o a dormir em um celeiro.

Aos 13 anos, desejando continuar os estudos, ele se mudou para a casa de uma família adotiva, em Fort Scott no Kansas. Então, estudou em diversas escolas antes de ganhar seu diploma de ensino médio, na Minneapolis High School, no Kansas.
Carver se candidatou a diversas faculdades, até ser aceito na Highland University, no Kansas. Ao chegar, no entanto, foi rejeitado por ser negro.

Utilizando-se do Homestead Act, cuja Lei definia a posse de uma propriedade com 160 hectares a quem a cultivasse por 5 anos, ele protocolou um pedido, próximo a Beeler no Kansas, onde mantinha uma pequena estufa, com várias amostras de plantas e flores, além de uma coleção geológica. Manualmente, ele arou 17 acres (69.000 metros quadrados) do arrendamento, plantando arroz, milho, produtos de jardim, além de uma grande variedade de árvores frutíferas e arbustos, ganhando dinheiro com bicos na cidade, além de ajudante em colheitas.

Por volta de 1888, ele conseguiu um empréstimo de 300 dólares para investir em sua educação. Em junho, ele deixou a região e começou a estudar piano e artes, em 1890, no Simpson College, em Indianola no Iowa. Sua professora de artes, Etta Budd, reconheceu o talento de Carver para pintar plantas e flores e o encorajou a estudar botânica na Iowa State Agricultural College, em Ames no Iowa. Quando começou seu curso, era o 1º aluno negro da instituição. Seu trabalho de conclusão de curso chamava-se "Plantas Modificadas pelo Ser Humano", datando de 1894.
Seus professores na universidade em Iowa, Joseph Budd e Louis Pammel, o convenceram a continuar os estudos no mestrado, onde, por dois anos, George conduziu pesquisas sob a supervisão de Pammel. Seu trabalho como patologia de plantas e micologia lhe rendeu seu 1º reconhecimento em nível nacional como botânico, fazendo com que ele conseguisse ser o primeiro professor negro a ensinar na universidade em Iowa.

O mais popular de seus 44 boletins de práticas para fazendeiros continha 105 receitas usando apenas amendoins. Por anos ele desenvolveu e promoveu diversos produtos feitos de amendoins, nenhum teve sucesso comercial, pois pouco tem sido feito para se utilizar comercialmente as descobertas do Dr. Carver. Foi também um grande promotor do ambientalismo.
Por exemplo, seu trabalho fez com que essas culturas alternativas pudessem ser fonte do próprio alimento e fonte de outros produtos, para melhorar a qualidade de vida das gentes menos favorecidas do país dos ianques, o que fez com que ele desenvolvesse e promovesse cerca de 100 produtos feitos de amendoim, que que ele pretendia fossem úteis para a casa dos trabalhadores agrícolas e para efeitos de exploração comercial, incluindo cosméticos, corantes, tintas, plásticos, gasolina e nitroglicerina.

Tendo vivido numa época de grande polarização racial, sua fama estendeu-se para além da comunidade negra, principalmente depois um seu depoimento perante o comitê tarifário da Câmara no Congresso dos Estados Unidos da América, em prol da tarifação do amendoim barato vindo da China, o que fez com que a tarifa "Fordney-McCumber" de 1922 fosse aprovada no Congresso do país dos ianques, tarifando também os amendoins importados, além de fazer de Carver uma figura pública muito conhecida na época, principalmente porque, por conta da segregação racial de então, era bastante incomum que um negro testemunhasse como um especialista no Congresso norte-americano, representando uma indústria e fazendeiros. Depois disso, ele foi amplamente reconhecido e elogiado na comunidade branca, por suas muitas conquistas e talentos. Em 1941, por exemplo, a revista Time o nomeou como o Leonardo da Vinci dos negros.

Fontes consultadas:

  1. www.presidency.ucsb.edu/…
  2. en.wikipedia.org/…
  3. www.aaregistry.org/…
  4. pt.wikipedia.org/…

Para dúvidas, críticas, sugestões, reclamações, convites e outros assuntos, por favor, Entre em contato

Licença Creative Commons, para reproduzir tem que citar fonte com link. URL curta: http://datascomemorativas.org/3536

RSS/XML