Dia de Elis Para Sempre na Nossa Memória (19 de janeiro)

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Próxima Celebração "Dia de Elis Para Sempre na Nossa Memória": Sexta-Feira, 19 de Janeiro de 2018, : daqui 150 dias, 20:37:07-03:00.
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O Dia de Elis Para Sempre na Nossa Memória em 19 de janeiro de cada ano, é uma comemoração na cidade brasileira de Porto Alegre-RS, que foi estatuída pela Lei Nº 10.263 de 2 de outubro de 2007, para ser festejada no bairro Passo da Areia, com incentivo à participação de escolas, de associações de bairros, de grupos, de entidades organizadas e da comunidade em geral no Evento, ficando autorizado, mediante prévia licença dos órgãos municipais competentes e condicionado à garantia de passagem dos pedestres, a utilização dos passeios públicos do bairro Passo da Areia e de todos aqueles frontais a bares e restaurantes.

Essa data comemorativa de porto-alegrenses tem por fim, marcar a data do aniversário da morte da cantora brasileira de MPB, Elis Regina Carvalho Costa, que faleceu em 19 de janeiro de 1982, aos 36 anos de idade e no auge de sua carreira [possivelmente por Overdose de cocaína], deixando uma vasta obra na música popular brasileira, depois de ela haver sido Conhecida por sua competência vocal, musicalidade e presença de palco, e também como um expoente da resistência cultural contra a ditadura militar de 1964 no Brasil.

Para conhecimento, Elis começou a carreira como cantora, aos 11 anos de idade, num programa de rádio para crianças, chamado "O Clube do Guri", apresentado pelo radialista brasileiro, Ari Rego, na Rádio Farroupilha. Em Porto Alegre, sua família morava num apartamento na chamada Vila do IAPI, no bairro Passo d'Areia, na Zona Norte da cidade. Em dezembro de 1958, com 13 anos, foi contratada pela Rádio Gaúcha, passando então a ser chamada de "a estrelinha da Rádio Gaúcha". Nesse mesmo ano foi eleita a "Melhor Cantora do Rádio" gaúcho", num concurso realizado pela "Revista de TV, Cinema, Teatro, Televisão e Artes", com apoio da sucursal gaúcha da "Revista do Rádio", que tinha sede no Rio de Janeiro. Revelando enorme precocidade, aos 16 anos, Em 1961, lançou o 1º LP da carreira, depois de viajar ao Rio de Janeiro, especialmente para gravar o seu 1º disco: "Viva a Brotolândia". Lançou ainda mais três discos, enquanto ainda morava no Rio Grande do Sul.

Em 1964, um ano em que esteve com a agenda lotada de espetáculos no eixo Rio-São Paulo, Elis assinou um contrato com a TV Rio, para participar do programa "Noites de Gala"; foi levada por Dom Um Romão para o "Beco das Garrafas", sob a direção da dupla Luís Carlos Miele e Ronaldo Bôscoli, com os quais ainda realizaria diversas parcerias, e um casamento com Bôscoli em 1967. Acompanhada agora pelo grupo "Copa trio" de Dom Um, Elis Regina cantou no "Beco das Garrafas", o reduto onde nasceu a bossa nova, e conheceu o coreógrafo norte-americano, Lennie Dale, que a ensinou a mexer o corpo para cantar, tirando aquele nado que ela tinha com os braços.

Também participou do espetáculo "Fino da Bossa", organizado pelo Centro Acadêmico da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo, que ficou conhecido também como "Primeiro Demti-Samba", dirigido por Walter Silva, no Teatro Paramount, atual Teatro Abril (São Paulo). Ainda em 1964, no final do ano, conheceu o produtor Solano Ribeiro, idealizador e executor dos festivais de MPB da TV Record. Um ano glorioso, que ainda traria a proposta de apresentar o programa "O Fino da Bossa", ao lado de Jair Rodrigues. O programa, gravado a partir dos espetáculos e dirigido por Walter Silva, ficou no ar até 1967 (TV Record, Canal 7, SP) e originou três discos de grande sucesso: um deles, "Dois na Bossa", foi o 1º disco brasileiro a vender um milhão de cópias. Seria dela agora o maior cachê do show business. Em 1965, interpretou a canção "Arrastão", de Edu Lobo e Vinícius de Moraes, que venceu o "I Festival de Música Popular Brasileira" na TV Excelsior, na ocasião também foi premiada com o troféu "Berimbau de Ouro" de melhor intérprete.

Durante a década de 1970, aprimorou constantemente a técnica e o domínio vocal, registrando em discos de grande qualidade técnica todo esse crescimento profissional. Patrocinada pela Philips, na mostra Phono 73, com vários outros artistas, deparou-se com uma plateia fria e indiferente, distância quebrada com a calorosa apresentação de Caetano Veloso: "Respeitem a maior cantora desta terra". Em julho desse mesmo ano, lançou "Elis". Em 1974, gravou com Antônio Carlos Jobim, o álbum "Elis&Tom", considerado um dos melhores LP's da história da música popular brasileira.

Em 1975, com o espetáculo "Falso Brilhante", que mais tarde originou um disco homônimo, atingiu enorme sucesso, ficando mais de um ano em cartaz, e realizando quase 300 apresentações. Lendário, "Falso Brilhante" tornou-se um dos mais bem sucedidos espetáculos da história da música nacional e um marco definitivo da carreira de Elis. Ainda teve grande êxito com o espetáculo "Transversal do Tempo", em 1978, de um clima extremamente político e tenso; o "Essa Mulher" em 1979, direção de Oswaldo Mendes, que estreou no Anhembi em São Paulo e excursionou pelo Brasil no lançamento do disco homônimo; o "Saudades do Brasil", em 1980, sucesso de crítica e público pela originalidade, tanto nas canções, quanto nos números com dançarinos amadores, direção de Ademar Guerra e coreografia de Márika Gidali (Ballet Stagium); e finalmente, o último espetáculo, "Trem Azul", em 1981, direção de Fernando Faro.

Nos difíceis Anos de chumbo, Elis Regina criticou muitas vezes a ditadura brasileira de 1964, quando muitos músicos foram perseguidos e exilados. A crítica tornava-se pública em meio às declarações ou nas canções que interpretava. Em entrevista, no ano de 1969, por exemplo, teria afirmado que "o Brasil era governado por gorilas". A popularidade a mantivera fora da prisão, mas teria sido obrigada pelas autoridades a cantar o Hino Nacional durante um espetáculo num estádio, fato que teria despertado a ira da esquerda brasileira de então.

Sempre engajada politicamente, Elis participou de uma série de movimentos de renovação política e cultural no Brasil, com voz ativa por exemplo, na campanha pela Anistia de exilados brasileiros. O despertar de uma postura artística, engajada e com excelente repercussão, acompanharia toda a sua carreira, sendo enfatizada por interpretações consagradas de "O bêbado e a equilibrista" de João Bosco e Aldir Blanc, a qual vibrava como o hino da anistia. A canção coroou a volta do exílio de personalidades brasileiras, a partir de 1979. Um deles, citado na canção, era o irmão do Henfil, o importante sociólogo brasileiro, Betinho. Também merece destaque, o fato de que Elis Regina teria se filiado ao PT [Partido dos Trabalhadores], em 1981. Outra questão importante se refere ao direito dos músicos brasileiros, polêmica que Elis encabeçou, participando de muitas reuniões em Brasília. Além disso, teria sido presidente da Assim [Associação de Intérpretes e de Músicos] no Brasil.

Fontes consultadas:

  1. www2.portoalegre.rs.gov.br/…
  2. pt.wikipedia.org/…

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