Dia da Tipografia (5 de janeiro)

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Próxima Celebração "Dia da Tipografia": Sexta-Feira, 5 de Janeiro de 2018, : daqui 134 dias, 20:38:24-03:00.
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O Dia da Tipografia em 5 de janeiro de cada ano, é uma comemoração extraoficial de brasileiros, que equivocadamente, aparece em vários calendários de dias festivos no Brasil.

Essa data comemorativa de Brasileiros teria por fim, marcar a data daquela que é tida como a 1ª publicação saída de um prelo em Terras Brasilis, com o surgimento do opúsculo [praticamente um panfleto] "Brasilche Gelt-Sack", que teria sido impresso em 5 de janeiro de 1634 na cidade brasileira de Recife-PE e num Pernambuco ocupado pelos holandeses do Conde Maurício de Nassau, cuja impressão na realidade, teria sido feita em tipografias europeias, conforme afirmam os historiadores brasileiros, José Higino Duarte Pereira e Alfredo de Carvalho, após pesquisas empíricas em arquivos holandeses e brasileiros, muito embora haja bastante imprecisão nas informações sobre esse assunto no Brasil colônia de então, devido à proibição de se Imprimir qualquer texto em vigor nessa época, cuja desobediência era considerada como um delito grave pelas autoridades desse tempo.

Por exemplo, em 1891, o historiador, folclorista e escritor brasileiro, Francisco Augusto Pereira da Costa, divulgou os resultados das suas pesquisas sobre as "clandestinas" tipografias pernambucanas de 1706 e 1816, imediatamente sequestradas pelo governo português. Apesar dessa atitude censória, o historiador ressalta a precedência lusitana na história da imprensa brasileira, minimizando assim a iniciativa dos holandeses, ousada mas não consumada. Para reforçar sua argumentação, menciona a existência de “impressos” que comprovam a atividade da tipografia de 1706, principalmente orações devotas e letras de câmbio. No entanto, ele encontrou maiores evidências documentais sobre a tipografia de 1816, a qual ficou inativa até o ano seguinte, quando os revolucionários republicanos de 1817 a utilizaram para editar seus proclamos ao povo pernambucano.

Segundo o historiador brasileiro, Guilherme Cunha Lima, no livro "O Gráfico Amador", além de outros registros históricos, conta-se também que o impressor português de Lisboa, Antonio Isidoro da Fonseca, teria vindo ao Brasil a convite do então governador Gomes Freyre de Andrade, e que, em 1746 ou 1747, teria inaugurado uma tipografia na atual cidade brasileira do Rio de Janeiro-RJ. Ao saber da notícia, a Coroa Portuguesa ordenou o fechamento da gráfica e deportou Fonseca para sua terra natal, juntamente com todo o seu material, apreendido. Ainda segundo se conta, posteriormente, em 1750, ele teria ousado tentar abrir novamente a sua tipografia, ainda no Rio de Janeiro.

A Imprensa Régia brasileira começou a funcionar somente em 1808, após a chegada da Família Real portuguesa ao Brasil, com as tropas do Imperador francês, Napoleão Bonaparte, em seus calcanhares, utilizando então, dois prelos (as prensas, a parte que pressão para imprimir) e 28 caixotes de tipos, apenas para imprimir as publicações reais pois a 1ª gráfica oficial do Brasil era estatal. Como conta Guilherme Cunha Lima no seu livro, a Impressão Régia brasileira foi oficialmente inaugurada no dia 13 de maio de 1808, com o lançamento de um livreto de 27 páginas intitulado "Relação dos Despachos Publicados na Corte pelo Expediente da Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros, e da Guerra no Faustissimo Dia dos Annos de S.A.R. O Príncipe Regente N.S. e de todos os mais, que se tem expedido pela mesma Secretaria desde a feliz chegada de S. A.R. aos Estados do Brazil até o dito dia". A 1ª publicação oficial da imprenssa, a "Gazeta do Rio de Janeiro", falava sobre a vida administrativa e sobre a movimentação do Reino. Era submetida à censura do palácio e dirigida por um funcionário do Ministério das Relações Exteriores, Freio Tibúrcio da Rocha.

O primeiro produto gráfico a circular no Brasil, o "Correio Brasiliense" [também chamado de "Armazém Literário"], foi desobedientemente lançado como o 1º jornal brasileiro não dependente da Imprensa Oficial portuguesa em 1 de junho de 1808 a partir da cidade inglesa de Londres pelo diplomata, jornalista e maçom brasileiro, Hipólito José da Costa Pereira Furtado de Mendonça, onde esse intelectual dos últimos tempos do Brasil Colônia então estava exilado, e entrava clandestinamente no Brasil, tendo circulado até 1 de dezembro de 1822 com 175 números, agrupados em 29 volumes, que foram editados durante 14 anos ininterruptos e com marcante pontualidade.

Somente bem mais tarde, particulares obtiveram licença para que suas oficinas gráficas começassem a funcionar, com a criação da Régia Oficina Tipográfica, em 1821.
A 1ª publicação produzida a partir da iniciativa de livre circulação tipográfica no país de que se tem notícia foi "A Idade d’Ouro do Brasil", publicada em 1821 pela tipografia de Miguel Antonio da Silva Serva, no atual Estado brasileiro da Bahia.

Quando o monarca português, Dom João VI, deixou o Brasil, em 1821, começou a ser elaborado o documento que traria a liberdade de imprensa, quando um decreto seu acabava com a censura sobre textos originais, mas ela ainda continuava a existir sobre as provas imprenssas. Foi o Imperador do brasileiro, Dom Pedro I, quem introduziu no Brasil a liberdade de imprensa, a partir da 1ª lei de imprensa portuguesa. Em 28 de agosto de 1821, o Imperador expressou num aviso: "que não embarace por pretexto algum a impressão que se quiser fazer de qualquer texto escrito".

Fontes consultadas:

  1. revistaseletronicas.pucrs.br/…
  2. www.revistas.usp.br/…
  3. revistatecnologiagrafica.com.br/…
  4. www.pigma.com.br/…
  5. pt.wikipedia.org/…
  6. professorjoaopaulo.com/…

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