Dia Da Televisão (18 de setembro)

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Próxima Celebração "Dia Da Televisão": Segunda-Feira, 18 de Setembro de 2017, : daqui 27 dias, 20:36:51-03:00.
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O Dia Da Televisão em 18 de setembro de cada ano, é uma comemoração da cidade brasileira de São Paulo-SP [Lei Nº 11.451 de 3 de dezembro de 1993 e Lei Nº 14485 de 19 de julho de 2007] e do Estado brasileiro do Rio de Janeiro [Lei Nº 4.316 de 6 de maio de 2004 e Lei Nº 5.645 de 6 de janeiro de 2010], que terminou por dar origem ao "Dia Nacional da Televisão" no Brasil.

Essa data comemorativa de brasileiros tem por fim, marcar a data da Inauguração da PFR-3 TV Difusora [mais tarde TV Tupi], que começou a funcionar oficialmente em 18 de setembro de 1950 na capital paulista, como a 1ª emissora de televisão do Brasil e da América Latina, e a 4ª do mundo, integrada então ao império jornalístico Diários e Emissoras Associados do jornalista brasileiro, Assis Chateaubriand [o Chatô].

A inauguração da TV Tupi se deu graças ao empenho de um grupo de empresários, artistas e técnicos brasileiros, que então acreditaram no sonho [cultivado desde 1946], que nessa época tinha por propósito se fazer televisão nas Terras Brasilis.

Bastaram apenas uns poucos meses de treinamento, para que alguns radialistas escolhidos por Chatô se lançassem à aventura de fazer TV no Brasil. Nesse começo os estúdios eram pequenos, o equipamento precário, mas o nascimento da TV Tupi foi revestido de toda pompa e solenidade. Chateaubriand presidiu a cerimônia, que então contou com a participação do cantor mexicano, Frei José Mojica, que entoou "A canção da TV", um hino composto pelo poeta brasileiro, Guilherme de Almeida.
O evento contou ainda com a presença da atriz brasileira, Lolita Rodrigues, convidada especialmente para a ocasião. Um balé de Lia Marques e a declamação da poetisa Rosalina Coelho, nomeada madrinha do "moderno equipamento" fizeram parte do show. A então jovem atriz brasileira, Yara Lins, foi convocada especialmente para dizer o prefixo da emissora [PRF-3] e ainda o prefixo de uma série de rádios que transmitiam em cadeia o acontecimento.
A seguir entrou a programação na tela dos cinco aparelhos instalados no saguão do prédio dos Diários Associados.

Acostumados à improvisação e rapidez do rádio, os pioneiros não tiveram problemas em se adaptar ao moderno veículo e aprenderam muito: ator virava sonoplasta, autor dirigia, diretor entrava em cena. A TV Tupi dos primeiros anos era uma verdadeira escola. Dois dias depois da 1ª emissão, em 20 de setembro de 1950, estreou o 1º programa humorístico, que se chamava "Rancho Alegre" e tinha a apresentação do ator brasileiro, Mazzaropi. Aos poucos, outros programas ganharam forma: o 1º telejornal, a 1ª telenovela.
Muito embora nos primeiros tempos, acostumados ao rádio os atores gritassem em cena, assustando os telespectadores, alguns programas dos primeiros tempos da TV Tupi tornaram-se campeões de audiência e permanência no ar.

Por exemplo, ainda nesse tempo de pioneirismo e sucesso absoluto, em 21 de abril de 1960 a TV Tupi de São Paulo estava decidida a transmitir ao vivo para São Paulo, a inauguração da cidade e capital brasileira de Brasília-DF. Nessa época ainda não havia satélites. Então a criatividade respondeu ao desafio: colocaram três aviões voando em círculos [2 da FAB (Força Aérea Brasileira) e um da VASP (Viação Aérea São Paulo). As aeronaves estavam distribuídas uniformemente na rota entre Brasília e São Paulo, de modo que uma tinha alcance para transmitir as ondas para outra. Assim, a imagem era captada em Brasília e transmitida para o 1º avião, que retransmitia para o 2º, para ser captada pelo 3º, o qual, por fim, retransmitia para a antena principal da TV Tupi em São Paulo, que a retransmitia para a sua região de abrangência.
Porém, vieram os tempos difíceis e as emissoras concorrentes foram ocupando os espaços vazios deixados pela pioneira. Ano após ano, a crise se aprofundava, fazendo com que a longa crise dos Diários Associados já tivesse começado muito antes da morte de Assis Chateaubriand, em 4 de abril de 1968. Abalada por problemas financeiros, mal administrada e sem investimentos, a Tupi perdia qualidade e audiência. Até que, em 16 de julho de 1980, faltando apenas dois meses para se completarem os seus 30 anos no ar, a então Rede Tupi teve 7 de suas 10 concessões declaradas peremptas (termo jurídico que significa "não-renovável") pelo Governo do então presidente-ditador do Brasil, João Baptista de Oliveira Figueiredo; a decisão foi publicada no DOU [Diário Oficial da União] de 17 de julho de 1980.

Assim, minutos antes do meio-dia de 18 de julho de 1980, 3 engenheiros do então DENTEL [Departamento Nacional de Telecomunicações] subiram ao 10º andar do edifício-sede da TV Tupi de São Paulo-SP, na avenida Professor Alfonso Bovero, nº 52, no bairro do Sumaré, e lacraram os transmissores da emissora. Um delegado da Polícia Federal e mais 4 agentes davam proteção aos engenheiros. A emissora saía do ar exatamente 29 anos e dez meses depois de sua inauguração. Permanece, entretanto, um acervo de duzentos mil rolos de filmes, 6.100 fitas de videotape e textos de telejornais que contam 30 anos de muitas histórias do Brasil e do mundo.
Com essa decisão governamental, saíram também do ar a TV Tupi do Rio-RJ, a TV Itacolomi de Belo Horizonte-MG, a TV Marajoara de Belém do Pará-PA, a TV Piratini de Porto Alegre-RS, a TV Ceará de Fortaleza-CE e a TV Rádio Clube do Recife-PE.

Das 7 concessões então declaradas peremptas no Brasil, a última que saiu do ar foi a TV Tupi do Rio. Em 17 de julho, os funcionários da estação iniciaram uma vigília de 18 horas, comandada pelo apresentador brasileiro, Jorge Perlingeiro, com o objetivo de impedir que o canal fosse fechado. Várias personalidades, como o cantor brasileiro, Agnaldo Timóteo, e o humorista brasileiro, Costinha, deram apoio aos funcionários. Mas nada adiantou. Às 12:36 de 18 de julho de 1980, logo após a exibição de um vídeo da missa do Papa João Paulo II, realizada no Aterro do Flamengo, seguida da leitura de uma mensagem dirigida ao presidente Figueiredo, na voz do ator e locutor brasileiro, Cévio Cordeiro, pedindo para que a estação não fosse fechada, o sinal da Tupi do Rio foi definitivamente cortado. Durante a exibição do referido vídeo e da leitura da mensagem com o último apelo contra o fim da TV Tupi, os funcionários puseram na tela os dizeres "Até Breve, Telespectadores Amigos. Rede Tupi". Ao fim, aparecia o histórico logotipo da emissora.

Em 1998, os Diários Associados ganharam uma ação indenizatória na Justiça contra o Governo Federal, cabendo-lhes o direito a indenização pela intervenção que resultou na perda de 5 dos 7 canais das Emissoras Associadas, que à época não enfrentavam dificuldades financeiras. Somente a TV Tupi de São Paulo e a TV Tupi do Rio é que estavam com salários atrasados. No caso do canal 6 carioca, boa parte de suas contas eram pagas pela Super Rádio Tupi do Rio, uma vez que a rádio e a TV faziam parte da mesma razão social (S/A Rádio Tupi). Na época, a lei previa que o governo federal teria de nomear um interventor para assumir a administração das empresas em dificuldades, afastando com isso os controladores da mesma que a haviam levado a crise, e somente em caso de falência, que não houve, é que caberia a decisão que foi tomada pelo Governo Federal brasileiro. Porém não era o caso de falência, pois a TV Tupi de São Paulo e a TV Tupi do Rio tinham patrimônios [imóveis, equipamentos, instalações, etc...], que cobriam as dívidas então existentes.

Fontes consultadas:

  1. alerjln1.alerj.rj.gov.br/…
  2. www.radarmunicipal.com.br/…
  3. pt.wikipedia.org/…
  4. minilua.com/…
  5. www.planalto.gov.br/…

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