Dia da Segunda-Feira de Carnaval (48 dias antes da Páscoa dos Cristãos Ocidentais)

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Próxima Celebração "Dia da Segunda-Feira de Carnaval": Segunda-Feira, 12 de Fevereiro de 2018, : daqui 232 dias, 14:48:50-03:00.
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O Dia da Segunda-Feira de Carnaval a ser celebrado 48 dias antes da "Dia da Páscoa dos Cristãos Ocidentais", é uma comemoração móvel do Brasil e vários outros países, que costuma ser festejada por brasileiros com muitas brincadeiras, máscaras, marchinhas, sambas e outros ritmos musicais, em eventos de rua e bailes carnavalescos de clubes, sem falar dos tradcionais desfiles de blocos e escolas de samba com seus carros alegóricos e inúmeras fantasias temáticas, cuja data da celebração pode ocorrer entre os dias 2 de fevereiro e 8 de março no calendário gregoriano.

Para conhecimento, o Carnaval é um período festivo convidativo a bailes, desfiles carnavalescos, e adoção de trajes e personalidades diferentes do habitual. Desde há muito, existiu o Carnaval, festa de origem pagã: entre os egípcios havia as festas de Ísis e do boi Ápis; entre os hebreus, as festa das sortes; entre os gregos, as bacanais; em Roma, as lupercais, as saturnais. Festins, músicas estridentes, danças, disfarces e licenciosidade formavam o fundo destes regozijo. Por seu lado, os gauleses tinham festas análogas, especialmente a grande festa do inverno, que era marcada pelo adeus à carne, pois, a partir dela, se fazia um grande período de abstinência e jejum, como indica o seu próprio nome em latim: "carnis levale". Para a preparação dessa festa, havia uma grande concentração de festejos populares. Cada lugar e região brincava a seu modo, geralmente de uma forma propositadamente extravagante, de acordo com seus costumes.
antes da Quaresma.

O Carnaval da Antiguidade era marcado por grandes festas, onde se comia, se bebia e se participava de alegres celebrações e busca incessante dos prazeres. O Carnaval prolongava-se por 7 dias nas ruas, praças e casas da Antiga Roma, de 17 a 23 de dezembro. Todas as atividades e negócios eram suspensos neste período, os escravos ganhavam liberdade temporária para fazer o que quisessem, e as restrições morais eram relaxadas. As pessoas trocavam presentes, um rei era eleito por brincadeira e comandava o cortejo pelas ruas (Saturnalicius princeps), e as tradicionais fitas de lã que amarravam aos pés da estátua do deus Saturno eram retiradas, como se a cidade o convidasse para participar da folia.

Pensa-se que esse período de festas terá encontrado sua origem na Grécia, em meados dos anos 600 a 520a.C, através da qual os gregos realizavam seus cultos em agradecimento aos deuses. Teria passado a ser uma comemoração ligada às celebrações da Igreja Católica Apostólica Romana em 590d.C, pois a festa de carnaval teria surgido no século XI com a implantação, da Semana Santa pela Igreja Católica, antecedida por quarenta dias de jejum, a Quaresma. Esse longo período de privações acabaria por incentivar a reunião de diversas festividades nos dias que antecediam a Quarta-Feira de Cinzas, o primeiro dia da Quaresma. Desse modo, a palavra "Carnaval" estaria relacionada com a ideia de "festa do adeus à carne", marcado pela expressão carnis levale, que, acabou por formar a palavra "Carnaval", sendo que "carnis" em latim significa carne e "levale" significa retirar. Era o último dia, então, que se podia comer carne, seguindo-se posteriormente o rigoroso jejum, com abstinência de alimentos de origem animal.

No cristianismo da Idade Média, passou a ser um período de festas regidas pelo ano lunar. No período do Renascimento as festas que aconteciam nos dias de carnaval incorporaram os baile de máscaras, com suas ricas fantasias e os carros alegóricos. Ao caráter de festa popular e desorganizada juntaram-se outros tipos de comemoração e progressivamente a festa foi tomando o formato atual. O Carnaval moderno, feito de desfiles e fantasias, é produto da sociedade vitoriana do século XX. A cidade e capital francesa de Paris foi o principal modelo exportador da festa carnavalesca para o resto do mundo. Cidades como Nice na França, Santa Cruz de Tenerife na Espanha, Nova Orleans nos Estados Unidos da América, Toronto no Canadá e Rio de Janeiro no Brasil, se inspiraram no Carnaval parisiense para implantar suas novas festas carnavalescas.

Por sua vez, a cidade brasileira do Rio de Janeiro-RJ criou e exportou o estilo de fazer carnaval com desfiles de escolas de samba para outras cidades do mundo, como São Paulo no Brasil, Tóquio no Japão e Helsinque na Finlândia. O Carnaval do Rio atualmente está no Guinness Book como o maior Carnaval do mundo, com um número estimado de 2,5 milhões de pessoas por dia nos blocos de rua da cidade. Em 1995, o Guinness Book declarou o "Galo da Madrugada" da cidade brasileira de Recife-PE, como o maior bloco de carnaval do mundo. Em geral, o Carnaval tem a duração de 3 dias (4 dias no Brasil), os dias que antecedem a Quarta-Feira de Cinzas. Em contraste com a Quaresma, tempo de penitência e privação, estes dias são chamados "gordos", em especial a terça-feira (Terça-Feira Gorda, também conhecida pelo nome francês Mardi Gras). O termo mardi gras é sinônimo de Carnaval para os franceses.

No Brasil, o Carnaval é a maior festa popular do país, ocupando lugar de destaque entre diversas camadas da população e da mídia. A festa acontece durante 4 dias, que precedem a quarta-feira de cinzas, sendo que o último dia de Carnaval precede a quarta-feira de cinzas (início da Quaresma). Comemorado em Portugal desde o século XV, o entrudo foi trazido pelos portugueses para a então colônia do Brasil. Segundo alguns autores e historiadores, as origens do Carnaval madeirense, em Portugal, que remontam ao período áureo da produção de açúcar, no século XVI, a sua ligação aos escravos enquanto porto de passagem de bens e pessoas, quando se iniciou a expansão do comércio internacional açucareiro no Atlântico a partir daquela ilha, fizeram com que viajassem também com eles, as tradições e expressões lúdicas regionais, o que influenciou intrinsecamente as então festividades carnavalescas do Brasil, que viriam a se tornar uma das principais manifestações culturais do novo mundo português.

Em finais do século XVIII, a festa do entrudo era já praticada por todo o território nacional brasileiro. Muitos da elite na corte imperial consideravam o Entrudo uma festa suja e violenta, embora a maioria dos senhores liberasse os escravos pra folia, que então consistia em brincadeiras e folguedos que variavam conforme os locais e os grupos sociais envolvidos. Com a mudança da corte portuguesa para o Rio de Janeiro no início do século XIX, surgiram as primeiras tentativas de civilizar a festa carnavalesca brasileira, através da importação dos bailes e dos passeios mascarados parisienses, colocando o Entrudo Popular sob forte controle policial. A partir do ano de 1830, por exemplo, uma série de proibições vai se suceder na tentativa, sempre infrutífera, de acabar com a festa grosseira.

Em finais do século XIX, toda uma série de grupos carnavalescos passaram a ocupar as ruas do Rio de Janeiro, servindo de modelo para as diferentes folias. Nessa época, esses grupos eram indiscriminadamente chamados de cordões, ranchos ou blocos. Em 1890, a compositora musical brasileira, Chiquinha Gonzaga, compôs a 1ª música especificamente para o Carnaval do Rio de Janeiro: "Ô Abre Alas!". A música havia sido composta para o cordão Rosas de Ouro que desfilava pelas ruas do Rio de Janeiro durante o carnaval. Os foliões costumavam frequentar os bailes fantasiados, usando máscaras e disfarces inspirados nos bailes de máscaras parisienses. As fantasias mais tradicionais e usadas até hoje são as de Pierrot, Arlequim e Colombina, originárias da commedia dell'arte. O Carnaval do Rio de Janeiro figura no Livro dos Recordes como o maior carnaval do mundo.

Na cidade brasileira de São Paulo-SP, o Carnaval também teve sua origem ligada à manifestação do entrudo, uma brincadeira na qual os foliões atiravam água e outros líquidos entre si, existente desde o século XV. Por volta de 1870, a maneira como a população divertia-se no período carnavalesco passou a apresentar mudanças decorrentes do enriquecimento proporcionado pela expansão cafeeira. A formação do carnaval popular paulistano tem como base fundamental as festas de caráter religioso-profano das pequenas cidades interioranas, nas quais a população pobre manifestava-se por meio de suas danças e músicas.

O 1º cordão carnavalesco paulistano foi criado pelo folião brasileiro, Dionísio Barbosa, em 1914 e chamava-se Cordão da Barra Funda (posteriormente Camisa Verde e Branco). A influência dos cordões foi determinante para as primeiras escolas de samba de São Paulo na mesma medida em que os ranchos influenciaram as escolas cariocas. Atualmente, em São Paulo e em várias grandes e pequenas cidades, as escolas de samba fazem desfiles organizados, verdadeiras disputas para a eleição da melhor escola do ano segundo uma série de quesitos. Com o crescimento vertiginoso dessas agremiações o processo de criação se especializou gerando muitos empregos concentrados, principalmente, nos chamados barracões das escolas de samba.

O Carnaval da cidade brasileira de Manaus-AM reúne uma série de atrações, sendo que a principal delas é o tradicional desfile de escolas de samba que acontece todos os anos no sambódromo, o maior em capacidade do país, comportando mais de 100.000 pessoas. O desfile chegou a ser transmitido em rede nacional pela extinta TV Manchete em 1994. Já o Carnaval da cidade brasileira de Salvador-BA é repleto de cantores famosos, que se apresentam em cima de trios elétricos, a exemplo de Ivete Sangalo, Claudia Leitte, Daniela Mercury, entre outros artistas, onde também ocorrem desfiles de blocos afros. A festa ocorre em três circuitos carnavalescos. O Carnaval das cidades brasileiras de Recife-PE e Olinda-PE é considerado o carnaval mais democrático e culturalmente diverso do país, e é conhecido por seus característicos bonecos de Olinda e pelo ritmo do frevo e do maracatu, além de possuir o maior bloco carnavalesco do mundo segundo o Guinness Book 1995, o Galo da Madrugada. Já o Carnaval da cidade brasileira de Vitória-BA é realizado antes do carnaval oficial, cujo os desfiles se realizam no Sambão do Povo e ganhou projeção ao ser transmitido pela Rede Bandeirantes, no período de 2013 a 2015.

Todo o carnaval que se preze no Brasil, conta com uma Corte real, o nome dado ao cortejo do carnaval, composto pelo Rei Momo, rainha e princesas do carnaval; selecionados de diferentes formas, algumas vezes organizados em concurso, por ligas de carnaval e instituições públicas, ligadas ao turismo, como a Riotur na cidade do Rio de Janeiro, por exemplo, pois um dos concursos mais noticiados para a escolha do Rei Momo do Carnaval é o do Rio de Janeiro. O Rei Momo é considerado o dono do Carnaval, quem comanda a folia. possuindo uma personalidade zombeteira, delirante e sarcástica. Vindo da mitologia grega, é filho do sono e da noite, sendo expulso do Olimpo porque tinha como diversão ridicularizar as outras divindades. foi escolhido para decidir qual Deus, entre Zeus, Atena e Poseidom poderia fazer algo bom. Mas botou defeito em todas as criações.

. para ser rei-momo do Carnaval no Brasil, é necessário ser muito simpático e esbanjar alegria, além de pesar no mínimo 120 quilos, muito embora esta última exigência venha sendo abandonada nos últimos anos, considerando-se os problemas de saúde causados pela obesidade. sendo que em 2004, por exemplo, um candidato magro acabou-por ser eleito como rei-momo, devido a mudança nas regras de peso feita pelos organizadores. Como é um trio de bedades que compoem o cortejo real. sendo a rainha do carnaval que junto com o Rei Momo, abrem as festividades carnavalescas. assim como as princesas, bem no nível inferior. após o reinado muitas delas na maioria se tornam rainhas ou madrinhas de bateria, embora ao inverso se tenha caso de rainhas ou madrinhas de bateria que se tornaram rainhas e princesas do carnaval.

Por fim, como resultado do Carnaval, além de toda a alegria e diversão, temos também a indústria do carnaval, que é o nome dado ao conjunto de atividade para produção de fantasias, adereços, materiais para os carros alegóricos, etc... Na maioria, são empregos informais para milhares de costureiras. Segundo dados de 1997, por exemplo, são atividades que movimentaram anualmente, cerca de 13 bilhões de reais, e que geraram mais de 300 mil empregos. Só as escolas de samba do grupo especial da cidade do Rio de Janeiro, por exemplo, gastam cerca de 100 milhões de reais em matérias primas, sem contar salários e serviços, para pôr seu enredo na avenida.

Fonte consultada em 20 de fevereiro de 2017 às 01:41:49:

  1. pt.wikipedia.org/…

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