Dia da Mulher Taxista (10 de março)

Licença Creative Commons, para reproduzir tem que citar fonte com link. URL curta: http://datascomemorativas.org/3939

Próxima Celebração "Dia da Mulher Taxista": Sábado, 10 de Março de 2018, : daqui 202 dias, 02:53:09-03:00.
Tempo médio de leitura para essa data comemorativa: ± 5 minutos.

O Dia da Mulher Taxista em 10 de março de cada ano, é uma comemoração na cidade brasileira de São Paulo-SP, que foi instituída pela Lei Nº 14.485 de 19 de julho de 2007, através da qual se alterou a Lei Nº 16.535 de 24 de agosto de 2016.

Apesar de inominados esforços e muitas pesquisas, ainda não me foi possível apurar maiores maiores explicações e porquês para a criação dessa data comemorativa da cidade de São Paulo-SP em 1 de março de cada ano, mesmo depois da leitura da íntegra com a respectiva justificação do Projeto de Lei Nº 45 de 1 de março de 2016 da Câmara de Vereadores de São Paulo-SP, ficando claro tão somente, que o Decreto Nº 56.485 de 8 de Outubro de 2015 da capital paulista, que instituiu a categoria de Táxi Preto na cidade de São Paulo, também reservou o número de 1250 autorizações alvarás para as mulheres taxistas, que além de cuidar do lar e de seus filhos, ainda conseguem arrumar tempo para se dedicar ao transporte oficial de passageiros no município paulistano.

Segundo se sabe, a taxista norte-americana da cidade estadunidense de Nova Iorque, Wilma K, Russey, é creditada como sendo a 1ª mulher taxista de que se tem notícias na história mundial. Russey dedicou uma boa parte da sua vida profissional a transportar passageiros nova-iorquinos de táxis em torno da cidade, e ela teria feito isso em grande estilo. Conta-se, por exemplo, que o seu 1º cliente teria lhe dado uma generosa gorjeta, porque ela estava a usar um chapéu de pele de leopardo, o que a teria deixado muito charmosa. Russey teria iniciado a sua carreira na moda, mas num dia de Ano Novo, ou seja, em 1 de janeiro de 1915, começou a trabalhar como taxista, passando a ser desde aí, uma luz que tem liderado o caminho para outras mulheres taxistas a se envolverem na indústria do transporte oficial de passageiros em táxis de várias partes do mundo, contribuindo assim para abertura de novas estradas profissionais para o universo feminino, num tempo em que a mulher nem se quer tinha o direito de votar e apenas eram vistas como uma propriedade dos homens.

Mas Wilma Russey poderia se dar ao luxo de não depender única e exclusivamente de táxis, pois ela também era uma mecânica especializada de mão cheia, que já tinha trabalhado profissionalmente no reparo de automóveis antes de ser taxista e por isso, segundo se conta, também poderia reparar carros melhor do que a maioria dos homens de seu tempo. Ela também era incrivelmente elegante e extremamente profissional. Depois de Russey, taxistas femininas têm sido uma ocorrência comum nos dias de hoje. E o Brasil não foge à regra. Influenciadas por maridos ou pais e, diante da flexibilidade de horários e da possibilidade de bons rendimentos financeiros, mulheres crescem na profissão de taxistas. A Adetax [Associação das Empresas de Táxis de Frota do Município de São Paulo], por exemplo, segue registrando demanda de mulheres interessadas em trabalhar como taxistas.

Do total de 3.800 táxis pertencentes às empresas da capital paulista, mais de 5% já são dirigidos por mulheres, o que representa mais de 200 taxistas do sexo feminino trabalhando com táxis das frotas de São Paulo-SP. Vale ressaltar que a capital paulista como um todo possui aproximadamente 34 mil táxis e, segundo o então presidente da Adetax, Ricardo Auriemma, é possível que a proporção verificada nos táxis das empresas de frota também seja válida para a categoria como um todo”, fazendo com que a estimativa de mulheres taxistas na capital paulista seja de mais de 1.700 mulheres trabalhando no transporte oficial de passageiros em táxis.

Conforme a Adetax, são 3 os principais motivos da procura feminina pela profissão de taxistas: influência inicial de marido ou de pai; flexibilidade de horários para trabalhar e a possibilidade de bons rendimentos financeiros. É este o caso da taxista brasileira de São Paulo-SP, Ivone Pereira dos Santos, 50, por exemplo, que começou a trabalhar com táxi ainda em 2011. "Posso definir meus horários e conciliar o trabalho com minhas outras obrigações", disse ela, que já tinha o Condutax [cadastro pessoal e intransferível que habilita o cidadão (pessoa física) a exercer a atividade de taxista na capital paulista], e que tem na figura do seu ex-marido um exemplo de taxista na família. Auriemma avalia de forma positiva o fato de mais mulheres estarem exercendo a atividade. “O bom profissional independe do gênero”, afirma ele. “E as mulheres são, muitas vezes, até mais cuidadosas no trânsito”. Auriemma acrescenta que, como em toda e qualquer profissão, a de taxista exige disposição, organização e paciência para formar e ir aumentando o número de clientes, até depender cada vez menos de “sorte” para conseguir atender mais corridas, com qualidade.

Assim, nos dias atuais, iniciativas como listas informais de taxistas mulheres, feitas principalmente por coletivos feministas, algumas até iniciadas via Facebook e WhatSapp, já são populares também no Brasil. No mundo, aplicativos semelhantes ao Uber, porém apenas com condutoras femininas, também ganham espaço. Um exemplo é o SheTaxi, que surgiu em 2014 nos Estados Unidos da América. Na cidade e capital indiana de Nova Delhi, por exemplo, há um serviço de táxi que as passageiras do sexo feminino costumam chamar de táxis para Mulheres por Mulheres, uma empresa dedicada ao transporte de mulheres com segurança através de uma cidade perigosa. Já na cidade brasileira do Rio de Janeiro-RJ, há o Táxi Rosa, que traz Um adesivo rosa em formato circular na traseira do carro, por exemplo, e que foi criado em 2016 com uma proposta semelhante, possibilitando que as passageiras escolham uma mulher como motorista, em prol da segurança de ambas.

Outro exemplo desse tipo de iniciativa é o FemiTaxi, que conta com o apoio do SIMTETAXIS-SP [Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores nas Empresas de Táxi no Estado de São Paulo]. Inicialmente disponível somente na capital paulista, o serviço funciona por meio de aplicativo para iOS e Android e conta somente com mulheres taxistas, sem motoristas particulares. Além das denúncias de assédio e violência contra usuárias, o FemiTaxi também tem seu lançamento baseado em demandas apontadas por pesquisas, como a realizada em setembro deste ano pela 99 Taxi, que é um aplicativo responsável pela intermediação de corridas de táxis via celular, e que também conta com uma opção apenas para motoristas do sexo feminino. Segundo informações de responsáveis pelo aplicativo de táxis de mulheres e para mulheres da capital paulista, o estudo da 99 Taxi, um levantamento feito por email com 1,8 milhão de usuários da plataforma, constatou que 56,5% das usuárias do serviço gostariam de ter a opção de serem conduzidas por taxistas mulheres, enquanto 23% achavam importante que o motorista não tivesse acesso aos dados dos passageiros e 20,8% preferiam compartilhar o trajeto com um amigo.

O medo do assédio, uma maior afinidade e até o desejo de incentivar outras mulheres no mercado de trabalho são alguns dos motivos que fazem com que as passageiras mulheres prefiram ser conduzidas por motoristas do mesmo gênero em transportes individuais, como uber e táxiisis, por exemplo. Uma outra pesquisa realizada pelo aplicativo 99 Taxi, mostrou que 58% das 16 mil entrevistadas gostariam de ter a opção de serem conduzidas por taxistas mulheres. Na cidade brasileira de Recife-PE, por exemplo, o público feminino desse tipo de serviço é de 50%, maior até do que a média brasileira, de 45%.

Fontes consultadas:

  1. legislacao.prefeitura.sp.gov.br/…
  2. documentacao.camara.sp.gov.br/…
  3. www.meioemensagem.com.br/…
  4. www.taxinforme.com.br/…
  5. www.adetax.com.br/…
  6. www.diariodepernambuco.com.br/…
  7. www.laurenwantstoknow.com/…
  8. odia.ig.com.br/…
  9. extra.globo.com/…

Para dúvidas, críticas, sugestões, reclamações, convites e outros assuntos, por favor, Entre em contato

Licença Creative Commons, para reproduzir tem que citar fonte com link. URL curta: http://datascomemorativas.org/3939

RSS/XML