Dia da Maratona Aquática Internacional de Santos Troféu Renata Agondi (26 de janeiro)

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Próxima Celebração "Dia da Maratona Aquática Internacional de Santos Troféu Renata Agondi": Sexta-Feira, 26 de Janeiro de 2018, : daqui 157 dias, 20:23:52-03:00.
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O Dia da Maratona Aquática Internacional de Santos Troféu Renata Agondi em 26 de janeiro de cada ano, ´é uma comemoração na cidade brasileira de Santos-SP, que está oficializada pela Lei Nº 13.367 de 15 de janeiro de 2009 do Estado de São Paulo, para aquela que é considerada também a maior competição em águas abertas do Brasil, e que tem sido realizada no final de janeiro de cada ano, como parte das celebrações do aniversário de Santos.

Para conhecimento, tendo nascido em 8 de fevereiro de 1963 na cidade de Santos, a nadadora brasileira, Renata Câmara Agondi, foi um grande nome da natação brasileira nos anos 80, que tinha todas as condições para figurar entre os maiores nomes da natação mundial de águas abertas, pois nas suas participações em provas internacionais, Renata já vinha sendo capaz de impressionar os especialistas e despertar o respeito dos demais atletas, e que terminou por ficar famosa após uma tentativa de travessia a nado do Canal da Mancha, entre a Inglaterra e a França, e também, por ter morrido tragicamente nesta tentativa. Ela começou sua carreira na natação, aos 8 anos de idade, no programa "Aprenda a Nadar" do Fluminense Football Club, agremiação pela qual conquistou suas primeiras medalhas e títulos, na cidade brasileira do Rio de Janeiro-RJ, onde morou quando criança. Ao voltar para sua cidade natal, passou pela Secretaria de Esportes da cidade de Santos, pela Liga Santista de Desportos Aquáticos; enquanto mudava o foco, para passar a se dedicar às competições em águas abertas, tendo sido a Associação Santa Cecília de Esportes, em Santos, a última agremiação que a nadadora defendeu.

Aos 23 anos, em 1986, ela decidiu deixar o Brasil, após participação em dezenas de provas em águas brasileiras, e competir na Europa. Foi então, a 1ª mulher brasileira a fazer a travessia Capri-Nápoles na Itália, uma prova tradicional de mar aberto, com 36 quilômetros de percurso. Ela chegou em 3º lugar entre as mulheres e na 6ª posição na geral, superando então o também brasileiro, Igor de Souza, que terminou em sétimo, recebendo destaque na imprensa esportiva europeia. Com o tempo de 9 horas, 27 minutos e quatro segundos, Renata ainda ficou com o título de vice-campeã da categoria profissional, nessa competição, que foi vencida pela campeã feminina, a nadadora holandesa, Monique Wildchut, que, com uma experiência incomparável em relação à Renata, completou a prova em 9 horas, 10 minutos e 35 segundos.

Após seu bom desempenho na travessia Capri-Nápoles, Renata resolveu atravessar o Canal da Mancha. A tentativa ocorreu no dia 23 de agosto de 1988. Porém, a técnica de Renata, Judith Russo, percebeu um erro na rota que estavam seguindo: o capitão do barco começou a pilotar o barco paralelamente em direção à costa. Após dez horas e 45 minutos de prova, os tripulantes do barco acharam que Renata estava em perigo, já que devido ao erro na rota, não conseguiram chegar perto da França. Então a boia foi jogada para que ela saísse da água em segurança, o que causaria a desclassificação. Indignada com o gesto, Renata nadou rápido para se afastar do barco, e completar a travessia, mas esse sprint causou uma síndrome de esgotamento de estresse, que matou a brasileira, totalmente exaurida pelo esforço extremo provocado pela imperdoável falha na rota e apresentando um acentuado quadro de hipotermia.

Depois do ocorrido, houve uma grande mudança na natação mundial, principalmente em águas abertas, com relação à segurança. As normas e regulamentos da época foram drasticamente modificadas. Hoje, a Maratona Aquática Internacional de Santos é chamada de Troféu Renata Agondi, em homenagem à brasileira, , pois, após uma 1ª tentativa de tornar real a competição sonhada por Renata, a partir de um Projeto de Lei na Câmara Municipal de Santos em 2000, que então chegou até a virar lei Municipal, apenas em 26 de agosto de 2005, o sonho ganhou forma e transformou-se na mais pura realidade, com a inclusão do então "Projeto Travessia Oceânica Laje de Santos-Renata Câmara Agondi" no calendário oficial de datas comemorativas de Santos.

Tendo em mente a trágica história final de Renata, bem antes de a CBDA [Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos] ter divulgado um documento contento normas e orientações para a realização de provas de águas abertas no Brasil, a organização do evento coordenada pela UNISANTA [Universidade Santa Cecília], com a chancela da FAP [Federação Aquática Paulista] e da própria Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos, já havia se cercado de todas as precauções necessárias, fazendo por merecer elogios das autoridades da FINA [Federação Internacional de Natação, "Fédération internationale de natation" ou "International Swimming Federation"], e principalmente dos nadadores, tanto é que relatórios da FINA consideram a prova brasileira uma das mais seguras e organizadas do mundo.

Desde a 1ª etapa da 1ª edição, os nadadores e pessoal de apoio contam com um forte esquema de segurança, catraias e caiaques subordinados à organização, além do respaldo de embarcações da Capitania dos Portos e Corpo de Bombeiros, com destaque para a Lancha Governador Fleury, têm marcado presença em grande número em todas as fases da competição. Ao longo das etapas, unidades de resgate do Corpo de Bombeiros permanecem em terra, para qualquer eventualidade, da mesma forma que uma UTI Móvel [Unidade de Tratamento Intensivo] mantém-se pronta a ser acionada. A disputa conta ainda com o patrulhamento de helicópteros da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros. Um hospital da Cidade também faz parte do esquema de segurança. O apoio ainda é feito por alunos das Faculdades de Fisioterapia e de Educação Física e Esporte da UNISANTA. A participação da Capitania dos Portos de São Paulo tem sido um grande apoio prestado para a segurança dos atletas no mar, interceptando e impedindo a aproximação de embarcações que não estejam acompanhando os nadadores, para evitar acidentes com os atletas.

Assim, Renata Câmara Agondi, que já virou nome de rua, na Zona Noroeste, em Santos, e na Vila Alice, em Praia Grande, além de nome de praça, no Itaim Bibi, na Capital paulista, e que sonhou um dia emprestar o seu nome a uma grande prova de natação em águas abertas, não viveu para ver seu sonho tornar-se realidade, mas ele está aí, e tem sido um grande sucesso em suas últimas edições. O Projeto Travessia Oceânica Laje de Santos Renata Câmara Agondi, que se tornou a Maratona Aquática Internacional de Santos Troféu Renata Agondi, é mais do que o vislumbre de uma sonhadora. Trata-se da concretização de um ideal de tornar a natação um veículo para a valorização da vida e de tudo de bom e belo que a natureza oferece.

Fontes consultadas:

  1. www.al.sp.gov.br/…
  2. sites.unisanta.br/…
  3. pt.wikipedia.org/…
  4. www.bestswim.com.br/…
  5. polianaokimoto.com.br/…
  6. www.mg.superesportes.com.br/…
  7. sites.unisanta.br/…

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